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Correio Braziliense EXPERIÊNCIAS

Sítios arqueológicos despertam o interesse e a curiosidade dos viajantes

É possível conhecer a história das sociedades e a cultura humana a partir de vestígios deixados ao longo de séculos


postado em 06/04/2018 10:00

Voltar ao passado, acredite, é um belo passeio turístico. Não só em locais tradicionalmente conhecidos como Egito, que guarda diversos monumentos de antigas civilizações — incluindo as pirâmides, as mais conhecidas do mundo — ou a cidade perdida dos Incas, Machu Picchu, no Peru. Conhecer sítios arqueológicos, locais onde foram encontrados vestígios de ocupação humana, é importante para a compreensão sobre a evolução das sociedades.


No território brasileiro, por exemplo, existem mais de 20 mil sítios arqueológios, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pelo mundo são milhares, classificados por categoria. Eles são tombados como patrimônios da Humanidade pela Unesco e são preservados, a partir da descoberta, e acompanhados pelos arqueólogos.

De acordo com a  historiadora e professora Déborah Cristina Soares “as antigas civilizações não tinham ferramentas tecnológicas para deixar sua história registrada, então a maneira possível para descobrir costumes e culturas é através do que foi deixado por eles. A partir desses sinais, nós, historiadores, somos capazes de começar um estudo sobre o povo que ali vivia. Por isso, é importante a conservação. É engano pensar que tudo já foi descoberto, sempre surgem novos estudos, surgem novas descobertas”.

O Turismo destacou alguns sítios arqueológicos. Conheça um pouco mais sobre o passado da humanidade.

Os Moais de Rapa Nui - Ilha de Páscoa, Chile

(foto: Geoff Ott/Flickr)
(foto: Geoff Ott/Flickr)


A Ilha de Páscoa é o lugar mais isolado do mundo. Lá, a população Rapa Nui ergueu mais de 900 Moais (estátuas em forma de cabeças gigantes) em homenagem a seus líderes mortos. Com a superpopulação da ilha e a escassez de alimentos, os clãs começaram a lutar e derrubar seus monumentos. A povoação da ilha se deu pela Polinésia em catamarãs, embarcações típica do lugar, Hanga Roa. Um tsunami derrubou os 15 moais desse local, que foram restaurados com apoio do governo japonês.

Bagan - Mandalay, Myanmar

(foto: Aaron Geddes/Flickr)
(foto: Aaron Geddes/Flickr)

 

No século 9, 13 mil templos faziam parte da cidade de Baga. Hoje, somente três mil restaram para guardar a história dos povos que viviam em Myanmar. Os ventos de ação corrosiva e o movimento do Rio Ayeyarwady levaram embora grande parte do que havia no local. As construções são de vários tamanhos e formas. Atualmente, o Ananda é o mais visitado, principalmente por ser o maior e o mais imponente, com 50 metros de altura. Os estudiosos temem que em algumas centenas de anos, todos os templos desapareçam.

Anfiteatro de El Jem - Mahdia, Tunísia

(foto: Richard Boyd/Flickr)
(foto: Richard Boyd/Flickr)

 

O anfiteatro, construído no século 3, é umas das maiores lembranças do Império Romano na África do Norte. Com capacidade para até 35 mil pessoas, ele foi eternizado em filmes como Gladiador e A vida de Brian. Foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade em 1979 e se encontra no pequeno vilarejo de Epônimo, a uma hora da cidade de Sfax.

Angkor - Siem Reap, Camboja

(foto: Tang Chhin Sothy/AFP - 2/3/07 )
(foto: Tang Chhin Sothy/AFP - 2/3/07 )


Esse é um dos maiores sítios da Ásia. Nele estão as histórias do Império Khmer e sua magnitude atrai muitos turistas do mundo. Construído no século 12, o mosteiro, coberto de árvores, possui muitas esculturas e uma floresta densa ao redor. Antes ele era Hindu, mas ao longo do tempo se tornou um templo Budista. Quem visita o local divide o espaço com vários monges. A dica é chegar cedo para ver o amanhecer de lá.

 

Templos de Khajuraho - Madhya Pradesh, Índia

(foto: Debbie Sabadash/Flickr)
(foto: Debbie Sabadash/Flickr)

 

Muitos templos e deuses fazem parte da cultura indiana. Isso devido à influência dos povos que ali viviam e que deixaram a religiosidade como um forte legado para o país. Os que foram erguidos em Khajuraho se destacam por suas esculturas ao longo da extensão. Um olhar mais curioso perceberá que algumas formas representam explicitamente a intimidade entre os seres humanos. Quem visita o local pode conhecer um pouco mais sobre a arte indiana antiga e assistir as homenagens aos deuses que ali estão.

Mesa Verde National Park - Colorado, Estados Unidos

(foto: Carsten ten Brink/Flickr)
(foto: Carsten ten Brink/Flickr)

 

Antes de os americanos habitarem as terras da atual potência do mundo, os índios Anasazi  dominavam a região 550 d. C. . Eles deixaram suas casas, que podem ser encontradas na região de Four Corners, na divisa entre Utah, Novo Colorado, México e Arizona. Para isso, foi criado um parque nacional com o objetivo de preservar a história desse povo que ali vivia. Os visitantes podem conhecer a pré-história americana em todo o local, que reúne 4.700 sítios arqueológicos e 600 moradias antigas.

Micenas - Argolis, Grécia

(foto: IreneG/Flickr)
(foto: IreneG/Flickr)


Andar pelas ruínas da cidade de Micenas é voltar ao tempo de Homero, autor do épico poema “Ilíada”. Um visita ao local, mostra como era a vida dos gregos que ali moravam, sua cultura, conhece templos, e assiste a espetáculos no anfiteatro. Construída no século 16 a.C, a cidade é uma das mais antigas do mundo. A natureza ao redor é mais um belo visual. Montanhas, vales e mar compõem Micena.

Hierápolis-Pamukkale - Província de Denizli, Turquia

(foto: Dmitry Sakharov/Flickr)
(foto: Dmitry Sakharov/Flickr)


Visitar este sítio arqueológico turco é ter a sensação de caminhar nas nuvens. Conhecido como “castelo de algodão”, Hierápolis-Pamukkale, permite que seus visitantes tenham essa impressão. Ao longo dos milênios, depósitos de cálcio foram se formando a partir das movimentações vulcânicas da Montanha Cal e formaram superfícies brancas de formato peculiar. Algumas delas foram destinadas para visitação, onde é possível andar e nadar. Essas são termas que os gregos e romanos utilizavam, por isso foi construída, alí, a Cidade Sagrada de Hierápolis, que também possui templos e um anfiteatro, fundado em 190 a.C..

Mausoléu do Primeiro Imperador Qin-Xi An, China

(foto: noeltock/Flickr)
(foto: noeltock/Flickr)


O Exército de Terracota, os conhecidos Guerreiros de Xian, é uma coleção de esculturas de terracota representando os exércitos de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China. É uma forma de arte funerária enterrada com o imperador em 210–209 a.C. e cujo propósito era proteger o imperador na vida que eles acreditavam existir após a morte.

As figuras, datadas de aproximadamente o final do século 3 a. C., foram descobertas em 1974. São guerreiros, carruagens e cavalos encontrados em três poços. Os arqueólogos estimam que mais de 8.000 soldados, 130 carros com 520 cavalos e 150 cavalos estejam enterrados nesses poços, próximos ao mausoléu de Qin Shi Huang. Outras figuras não militares de terracota foram encontradas em outras escavações, incluindo oficiais, acrobatas, homens fortes e músicos.

Templo Prambanan - Java Central, Indonésia

(foto: Julia Jacquet/Flickr)
(foto: Julia Jacquet/Flickr)


Borobudur, um dos templos mais impressionantes do mundo, faz parte do complexo Prambanan hinduísta do século 9, dedicado a Trimurti, o mais alto dos três deuses do hinduísmo. O local fica a 18km a leste da cidade de Yogyakarta, no limite com a província de Java Central. Sentados em cada nível estão 72 estupas (construções em forma de sino, ocas, com diversos orifícios), cada uma contendo uma figura de Buda, apenas visível através das perfurações. É como se cada um deles estivesse preso em seu próprio módulo privado e aguardando a decolagem espiritual. Um espetáculo extraordinário que é a maior glória desse monumento religioso.

*Estagiária sob supervisão de Taís Braga 

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