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Correio Braziliense BRASIL NA COPA

Prepare-se para uma verdadeira imersão cultural em Lucerna e em Genebra

Passeios pelos Alpes, monumentos históricos, belíssimas paisagens medievais e naturais aguardam os visitantes


postado em 15/04/2018 10:00 / atualizado em 11/04/2018 19:40

Lucerna

(foto: Andrey Leontiev/Flickr )
(foto: Andrey Leontiev/Flickr )
 

Descrita como uma das mais lindas cidades suíças, cortada pelo lago Lucerna e enfeitada pelo cenário montanhoso, a cidade exibe todo o charme medieval comum às cidades suíças. Relativamente pequena, Lucerna é tida como um ponto estratégico para turistas, já que fica na Suíça central. De lá é possível conhecer facilmente outras localidades, como Berna, Zurique e Interlaken. Após o declínio do império romano, o local era conhecido como Luciaria, mas não era propriamente uma cidade. Em 1.178 após adquirir independência da jurisdição da Abadia de Murbach, Lucerna se transformou em cidade, ganhando importância por sua localização privilegiada. Tornando-se então rota comercial, Lucerna se expandiu e se desenvolveu. Hoje é uma das cidades mais populosas da Suíça central.

Ponte Kapellbrücke
(foto: jpellgen/Flickr )
(foto: jpellgen/Flickr )

Chamada pelos romanos de Genava, a cidade foi conquistada em 121 a.C, tomada pela Borgonha e posteriormente tomada novamente pela França. Hoje às margens do Lago Léman, Genebra é uma pequena metrópole com tradição humanitária. Conhecida como cidade da paz, ela é um centro de diplomacia e cooperação internacional, sede europeia da ONU e quartel-general da Cruz Vermelha.

Lar do filósofo Jean Jacques Rousseau e importante epicentro da reforma protestante, Genebra é cheia de catedrais, calçadões na orla do lago, passeios de barco, museus, parques, feiras e exposições. Confira seu charme começando pelo centro histórico.

Muralha de Lucerna
(foto: Mopple Labalaine/Flickr )
(foto: Mopple Labalaine/Flickr )

Uma das poucas cidades do mundo a fazer isso, Lucerna ainda conserva a muralha que protegia o povoado na época medieval. Caminhar pela muralha e visitar as torres é interessante para se ter uma dimensão de como funcionava a parte estratégica de segurança, além de se deleitar com a vista da cidade. A muralha possui nove torres, algumas são abertas ao público.

O Leão de Lucerna
(foto: DOUGIE DOUGLAS/Flickr)
(foto: DOUGIE DOUGLAS/Flickr)

O monumento do leão de Lucerna é uma escultura em pedra com cerca de 10 metros que retrata um leão ferido em seus últimos momentos de vida. Projetado pelo escultor dinamarquês Bertel Thorvaldsen e construído em 1821 pelo pedreiro alemão Lukas Ahorn, o monumento homenageia os guardas suíços que foram massacrados em 1792, durante a Revolução Francesa.

Centro de convenções e cultura
(foto: Markus Stöcklin/Flickr )
(foto: Markus Stöcklin/Flickr )

O KKL Luzern — Centro Lucerna de Convenções e Cultura de Lucerna, também merece uma visita. Incrível por si só, o prédio foi projetado pelo arquiteto Jean Nouvel para que a água do lago refletisse no teto. Além do aspecto arquitetônico, o KKL também abriga dezenas de exposições de arte, música e cultura em geral.

 

 

Excursões pelos Alpes

 

Excelente ponto de partida para conhecer os Alpes suíços, Lucerna é cercada por montanhas. Entre as mais famosas estão o Monte Rigi, o Monte Pilatus, e o monte Titlis.

Monte Titlis

(foto: Titlis/Flickr )
(foto: Titlis/Flickr )

O  Titlis é o paraíso dos esportes de inverno, com neve o ano inteiro. Com 3.238 metros de altura, o acesso se dá por uma gôndola express que faz o percurso em 30 minutos. Ao desembarcar da gôndola, os turistas embarcam em um bondinho que gira em 360°, permitindo  uma vista espetacular em todos os ângulos até o topo.

Algumas das atrações são a Titlis Cliff Walk, uma ponte suspensa com 3.041 metros de altura e mais de 100 metros de comprimento. A Glacier cave, uma gruta de gelo formada há mais de 5 mil anos, o Snowpark e o Ice Flyer.

Monte Rigi
(foto: Freddy Enguix Seguir/Flickr )
(foto: Freddy Enguix Seguir/Flickr )

É o de menor altitude na Suíça, cerca de 1.798 metros de altura. O Rigi foi um dos primeiros  a receber infraestrutura para se chegar ao topo razoavelmente confortável. Existem duas formas de se chegar até lá: utilizando o Cabrio, uma espécie de teleférico panorâmico aberto, que funciona apenas no verão, onde os passageiros  apreciam a paisagem com o vento no rosto. O segundo é embarcando no funicular, um tipo de trenzinho que faz algumas paradas onde os passageiros podem descer e caminhar pelo local. Este funciona também no inverno.

Monte Pilatus
(foto: Wikimedia/Divulgação)
(foto: Wikimedia/Divulgação)

Com altitude de 2.128 metros, é cercado de lendas. Elas dizem que foi  lar de dragões, que pode ter sido o túmulo do governador Pôncio Pilatos e que suas cavernas são guardadas por homens de pedra. O monte desperta a imaginação de muita gente, sendo um dos mais visitados entre os Alpes. O acesso ao Pilatus  se dá por meio de teleférico e funicular e é uma das subidas mais íngremes do mundo.

No topo o visitante pode apreciar a vista, fazer trilhas e alpinismo. Existem atividades para o público infantil, como pista de tobogã, área para piquenique e parque.

 

Genebra

 

(foto: Joaquim Garrigós Torres/Flickr )
(foto: Joaquim Garrigós Torres/Flickr )

Chamada pelos romanos de Genava, a cidade foi conquistada em 121 a.C, tomada pela Borgonha e posteriormente tomada novamente pela França. Hoje às margens do Lago Léman, Genebra é uma pequena metrópole com tradição humanitária. Conhecida como cidade da paz, ela é um centro de diplomacia e cooperação internacional, sede europeia da ONU e quartel-general da Cruz Vermelha.

Lar do filósofo Jean Jacques Rousseau e importante epicentro da reforma protestante, Genebra é cheia de catedrais, calçadões na orla do lago, passeios de barco, museus, parques, feiras e exposições. Confira seu charme começando pelo centro histórico.

Catedral São Pedro de Geneva
(foto: Pedro Ferreira / Flickr)
(foto: Pedro Ferreira / Flickr)

Marco da reforma protestante, a Catedral de São Pedro guarda tesouros arqueológicos que datam desde a pré-história até a Idade Média. A construção foi iniciada entre os séculos 11 e 12.  Após muitas reformas,apresenta traços românicos, góticos e neoclássicos. Há um sítio arqueológico com as ruínas das igrejas que a precederam desde o século 4. 

A catedral é o edifício mais visitado da cidade, o tour leva em torno de três horas e passa por todo o local, torres, sinos, Museu Internacional da Reforma Protestante, sítio arqueológico e Capela dos Macabeus.

Organização das Nações Unidas
(foto: Daniel Hugo Molina Veintemillas/Flickr)
(foto: Daniel Hugo Molina Veintemillas/Flickr)

Passeio capaz de levar brilho aos olhos de qualquer estudante, ou profissional de Relações Internacionais, a ONU oferece uma visita guiada de uma hora pelas principais instalações do palácio, como a sala dos Direitos Humanos e a Aliança das Civilizações. De forma bastante interessante, o guia aborda a história da Organização das Nações Unidas. Do lado de fora do prédio fica a Praça das Nações, que tem como atração um corredor com as bandeiras de todos os países.

Lago Léman
(foto: Christian Bonatto Minella/Flickr )
(foto: Christian Bonatto Minella/Flickr )

Conhecido como Lago Genebra, é o maior lago da europa ocidental. O Léman é compartilhado entre a Suíça e a França, abrangendo três cantões suíços. Sua beleza já atraiu personalidades, como Charles Chaplin, Freddy Mercury e David Bowie, que chegaram a adquirir casas às suas margens.

O lago é um importante ponto para a prática de esportes náuticos. No verão a temperatura da água fica amena. Existem cruzeiros passando por alguns pontos turísticos e o Jet d’Eau, uma das maiores fontes do mundo. Um bom programa é caminhar no calçadão e apreciar as manifestações artísticas na orla.

Parc des Bastions
(foto: Isabelle_lovesphotos/Flickr )
(foto: Isabelle_lovesphotos/Flickr )

Um pouco abaixo da cidade velha está o Parc des Bastions, um refúgio de natureza no meio da cidade. Dentro do parque fica o primeiro jardim botânico de Genebra, a Universidade de Genebra, a Biblioteca de Genebra, e o Muro da Reforma, monumento em pedra que retrata os pioneiros da reforma protestante. Acima do parque é possível encontrar o maior banco do mundo quando se trata de comprimento. Listado no Guinness Book, o banco proporciona ao turista uma bela vista do parque.

Igreja Ortodoxa Russa
(foto: Leandro Neumann Ciuffo/Flickr )
(foto: Leandro Neumann Ciuffo/Flickr )

Uma das igrejas mais distintas em Genebra, a Igreja Ortodoxa Russa apresenta arquitetura em estilo bizantino moscovita. Construída em 1859 e financiada pela comunidade ortodoxa russa, suas cúpulas douradas capturam o olhar a quilômetros de distância, chamando atenção dos turistas.

Victória Hall
(foto: Ensemble Amadeus/Flickr )
(foto: Ensemble Amadeus/Flickr )

Construído entre 1891 e 1894, o Victoria Hall é uma casa de espetáculos fundada em homenagem a Rainha Victória da Inglaterra. Reconhecida mundialmente pela qualidade acústica, os consertos apresentados em seu palco atraem amantes de todas as artes.

Place du Bourg-De-Four
(foto: Paris/Flickr )
(foto: Paris/Flickr )

A charmosa praça Bourg-De-Four, no coração da cidade velha, vem servindo de ponto de encontro desde os tempos romanos. Cheia de cafeterias, lojinhas, bistrôs, bares e galerias de arte, a praça mais antiga da cidade fica próxima a quase todas as atrações turísticas populares, ideal para descansar após um dia de passeio. 

 

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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