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Correio Braziliense PUNTA DEL ESTE

Vistas para descansar os olhos, o balneário uruguaio é uma grande atração

Durante o verão, muitas baladas e agitação. Nas outras épocas do ano, tempo de caminhadas, visitas a museus e relaxamento total.


postado em 19/04/2018 12:36 / atualizado em 19/04/2018 13:02

Vista para descansar os olhos

 

(foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)
(foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)


A partir da segunda quinzena de dezembro até o fim de fevereiro, Punta del Este, no Uruguai, fervilha. A cidade que se divide entre o oceano Atlântico e o rio da Prata se transforma em ponto de encontro de ricos e famosos, principalmente uruguaios, argentinos e brasileiros. As pousadas baratas, os hotéis em conta, os resorts cinco estrelas e as mansões beira-mar se enchem, assim como restaurantes, lojas e a via que contorna a península que dá nome ao local. Na praia Brava, a escultura Los dedos ou La Mano, do chileno Mario Irarrázabal, tem fila para uma selfie. Passam por ali cerca de 750 mil pessoas durante o verão.

Há um desejo entre os grandes empresários e pequenos comerciantes do balneário de que toda essa agitação se estenda a outros períodos do ano. A região tem potencial para isso, mesmo com o frio que chega a 2°C no inverno, entre junho e agosto. A começar com o número de resorts e cassinos, as belezas naturais, a gastronomia e pelo menos dois museus que merecem a visita. Uma das apostas para que isso ocorra veio com a mudança de uma das casas mais bem frequentadas da cidade, às margens do rio da Prata.

(foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)
(foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)


A ideia é criar temas para cada um dos meses fora do verão. A começar por abril, quando o tango toma conta dos espaços do Enjoy. Aqueles que já estiveram na cidade ou pesquisaram para passar alguns dias lá podem não ligar “o nome à pessoa”. Antes, era Conrad, resort e cassino considerado um dos principais destinos de ricaços desde 1997. Em 2013, a companhia chilena Enjoy adquiriu o centro, mudou o nome e investiu pesado para acabar com a sazonalidade de turistas na cidade (leia mais sobre o resort na página 6).

Assim, o lobby, os bares e os restaurantes do hotel recebem apresentações, palestras e menus com o tema do tango. Tudo para homenagear o ritmo que tem como um dos hinos a música La Cumparsita, composto pelo uruguaio Gerardo Matos Rodríguez. Um dos participantes dos vários eventos foi o cantor Fernando Pirez. Ele dedicou metade dos 50 anos de vida ao tango e é apaixonado pelo assunto e por Punta del Este. “O tango é uma forma de transmitir os sentimentos rio-platenses”, define o artista.

 

 Andar, observar e aproveitar

 

Calçadão de madeira à beira do rio da Prata: aproveite a caminhada(foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)
Calçadão de madeira à beira do rio da Prata: aproveite a caminhada (foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)


Fernando Pirez dá a dica para quem visita a cidade em qualquer época do ano: o museu Casapueblo, a orla entre o Prata e o Atlântico e o Paseo Colonial, na vizinha Maldonado. “Mas o que eu mais gosto é o Porto. É fascinante. E também porque o tango, em Punta, nasceu ali”, afirma. Fernando Pirez tem razão. Andar pelo calçadão que circunda a península faz bem para a saúde e para os olhos. Antes de chegar a essa região, na beira do rio Prata, a praia Mansa é ladeada por uma estrutura de madeira que deixa o turista à vontade para uma caminhada sem precisar sujar os pés de areia, mas perto o suficiente para sentir o vento que vem do “mar doce”. Em algumas épocas do ano, é possível até ver baleias por ali.

As andanças seguem no início da península, na Rambla Porto. Já dá para ver, dali, o porto com suas 650 amarras para barcos e iates. De um lado, prédios com características arquitetônicas que vêm desde a década de 1960 até hoje, além de restaurantes. Alguns deles abrem cedo para servir o café da manhã, mas a maioria do comércio da cidade só funciona a partir das 10h. No verão, à noite, os bares viram boates para a galera mais nova. De outro lado, ainda o rio da Prata, mas sem areia. O espaço é ocupado por pedras e embarcações, em um visual elegante. Na verdade, em toda a península, somente uma faixa de 150m de areia aparece, a praia El Emir — frequentada por surfistas por causa das ondas fortes.

 

Peixe para os leões-marinhos 

 

Leões-marinhos ficam esparramados no Porto de Punta (foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)
Leões-marinhos ficam esparramados no Porto de Punta (foto: Leonardo Meireles/CB/D.A Press)


No Porto, além do antigo prédio da alfândega, o mais interessante é observar a chegada dos pescadores. Eles desembarcam com peixes e camarões, muitos deles vendidos ali mesmo. Porém, o que mais chama a atenção são os leões-marinhos e lobos do mar. Eles esperam as cabeças de peixes jogadas pelos pescadores e fazem a festa dos turistas. Os primeiros são tranquilos e, muitas vezes, você pode acariciá-los. Os últimos são mais ariscos. Placas avisam que eles não atacam, desde que  não invadam o espaço deles. Mais à frente há a divisão entre o Atlântico e o rio da Prata. O local é chamado de Punta Salinas e marca um dos pontos mais largos do rio: 220km entre território uruguaio e argentino. É onde fica a praça Los Ingleses, com esculturas de sereias ótimas para os turistas posarem para fotos. Também dá para ver duas ilhas: Gorriti, com algumas fortificações militares, e dos Lobos. Depois, já com as águas do Atlântico, a escultura Los Dedos ou La Mano, um dos lugares preferidos para fotografias. (LM)

 

* O jornalista viajou a convite do resort Enjoy Punta del Este 

 

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