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Correio Braziliense

Embratur costura acordo para ampliar turismo de chilenos no Brasil

Presidente da autarquia, Teté Bezerra reuniu-se com autoridades chilenas e representantes de companhias aéreas a fim de traçar soluções para a promoção do turismo em terras brasileiras


postado em 04/06/2018 19:51

(foto: Pablo Peixoto/Embratur )
(foto: Pablo Peixoto/Embratur )


Santiago, Chile - Entre as apostas pela ampliação do fluxo turístico internacional no Brasil, a Embratur costura um acordo de cooperação com o Chile, discutido, nesta segunda-feira (4/6), com autoridades e representantes das companhias aéreas Gol e Avianca. Apesar de o país ocupar a terceira posição no ranking dos maiores emissores de turistas para terras brasileiras, a autarquia prevê o crescimento do percentual por meio do aperfeiçoamento da promoção de destinos pouco conhecidos. O fato de os 342 mil chilenos que visitaram o Brasil no último ano representarem somente 8% dos 4,2 milhões que viajaram ao exterior demonstra o potencial de avanço, segundo a presidente do instituto, Teté Bezerra. 

Com a divulgação, a Embratur espera mostrar que o Brasil detém variedade de destinos para práticas que vão além do lazer em praias, como o ecoturismo e turismo cultural. A promoção tende a ampliar a gama de turistas que viajam ao país e incrementar a economia. Para se ter ideia do impacto das visitas, em 2017, os turistas chilenos deixaram nas cidades brasileiras uma média de US$ 895, cada. 

Na reunião de hoje, que durou uma hora, representantes de Brasil e Chile discutiram soluções mútuas. Portanto, os chilenos, que receberam 545 mil brasileiros em 2017, seriam beneficiados por um índice ainda maior de visitantes. As companhias aéreas presentes ficariam responsáveis pela otimização da conectividade dos turistas aos países, com a oferta de mais voos diretos ou assentos, por exemplo. 

Integração

Durante a tarde, a presidente da Embratur ampliou os horizontes em palestra no 5º Fórum Político da Feira Fiexpo Latinoamerica. A uma plateia formada por autoridades da América do Sul, defendeu a integração de roteiros de destinos dos países. A iniciativa, disse ela, ampliaria os ganhos de todos. "Acredito que a promoção do bloco em mercados distantes como China, Japão, Coréia do Sul, Singapura, Nova Zelândia e Austrália é um dos caminhos para atrair mais turistas internacionais", apostou. 

Teté Bezerra ressaltou que a China é o maior emissor de turistas para o mundo — cerca de 130 milhões de chineses rompem fronteiras por ano. Em 2016, pouco mais de 60 mil deles visitaram o Brasil. "O horizonte de crescimento para nossos países em relação a este mercado está a perder de vista", argumentou. 

Em relação à importância da integração para turistas da América do Sul, a presidente da Embratur destacou dados da Organização Mundial de Turismo (OMT). "80% do turismo internacional é realizado entre países próximos ou que compartilham limites geográficos”, alegou. Ela frisou, ainda, que, dos cinco principais emissores de turistas para o Brasil, quatro estão no continente — Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. 

Um exemplo de parceria neste sentido aconteceu em setembro do último ano, quando Brasil, Paraguai e Argentina uniram, em um roteiro, diversos pontos turísticos jesuíticos. O catálogo integrado é de responsabilidade da Opera Romana Pellegrinaggi (ORP), maior operadora de turismo religioso do mundo. 

Negócios 

No setor do turismo de negócios, Teté Bezerra destacou que associações latino-americanas são responsáveis pela realização de 60% dos eventos do continente. Assim, torna-se indispensável “mantê-los no bloco”. “No Brasil, conhecemos bem o impacto positivo que o segmento de eventos, feiras, congressos e convenções gera para a economia com a entrada de divisas e geração de empregos nos destinos que os sediam”, disse ao apontar que somente as ações realizadas pelo Programa de Apoio à Captação e Promoção de Eventos Internacional renderam R$ 300 milhões aos cofres brasileiros com eventos que acontecerão até 2025. 

Como case de sucesso, Teté Bezerra mencionou a parceria entre Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá, as quais atuam juntas para promover um circuito de grandes eventos entre as cidades. Para a presidente, este é um molde a ser seguido. “Inclusive, formalizando um acordo de cooperação mútua entre as cidades da América Latina para a rotação de eventos internacionais”, sugeriu. 

*A repórter viajou a convite da Embratur.

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