Publicidade

Correio Braziliense CARIBE

Emoções nas águas transparentes: Nassau, no Caribe, encanta os turistas

Não é apenas a coloração do mar que encanta milhares de turistas que visitam Nassau. Diversas atividades encantam os visitantes. Dos fortes, que protegeram a terra, ao artesanato, tudo é apaixonante


postado em 04/07/2018 17:30 / atualizado em 04/07/2018 17:31

(foto: PXHERE/Divulgação)
(foto: PXHERE/Divulgação)


Originalmente habitadas por povos indígenas, as Bahamas são o primeiro desembarque da cruzada de Cristóvão Colombo, em 1492, numa época em que seus rasos mares eram esconderijo e refúgio dos lendários piratas do Caribe, nesta que é a região que engloba também a área do Triângulo das Bermudas, local de desaparecimento de embarcações e aviões sem explicação certeira até hoje. Localizadas a aproximadamente 160 quilômetros da costa da Flórida, são também um dos maiores destinos turísticos do mundo, com rede de resorts conceituados e mundialmente conhecidos por seus cassinos, campos de golfe e parques aquáticos, entre outras atividades de entretenimento.

Na Ilha de Nova Providência, na capital, Nassau, o Warwick Hotel Paradise Island, é um dos únicos com quatro estrelas e serviços all-inclusive da categoria. É um bom porto de partida para explorar os melhores pontos turísticos, um dos primeiros a ser conhecido deve ser a centenária galeria de pedra, que desemboca na escada AQueens, feita de calcário e que foi construída por escravos para homenagear o “apoio” da rainha Vitória à abolição da escravatura.

(foto: Wikimedia/Divulgação)
(foto: Wikimedia/Divulgação)

Ao subir a enorme escadaria, nos deparamos com o imponente Fort Charlotte, construção de 1793, que preserva três canhões da época e conta com bela vista para a costa, de onde se veem vários navios de cruzeiro atracados. Outra fortaleza desse tipo, que merece a atenção do turista, é o Fort Fincastle, que tem a forma de um navio a vapor e foi nomeado pelo Lord Dunmore, que deu esse nome por conta de seu segundo título, ao se tornar visconde Fincastle. O forte reserva linda vista para a costa, local perfeito para fotografias.

Aqueles que gostam de explorar as tradições locais, uma dica é o Museu de Cultura, mantido pela família Ferguson e promove as tradições do junkanoo, ritmo local que tem suas raízes no século 17, quando os escravos saíam às ruas para celebrar o Natal e o ano-novo. Junkanoo continua a reunir a comunidade e é o único carnaval no mundo celebrado na época do Natal, com desfiles entre 26 de dezembro e 1º de janeiro, em uma das principais vias de acesso de Nassau.

(foto: Wikimedia/Divulgação)
(foto: Wikimedia/Divulgação)

“Se você não tiver a sorte de estar presente para as festividades, não deixe de visitar esse museu para se maravilhar com as elaboradas peças, máscaras e carros alegóricos”, conta Silbert Ferguson “Alcacell”, um dos fundadores do museu.

Na Bay Street, Centro da cidade, em meio às lojas para compras livres de impostos, encontra-se o famoso Straw Market, ou Mercado de Palha, que é parada obrigatória para contato com a comunidade e o artesanato locais. “É o lar do artesanato das Bahamas”, diz a placa. E se, no Brasil, estamos acostumados a pechinchar, por lá não é diferente: lembranças como chapéus de palha feitos à mão, bolsas, tapetes, bonecas, búzios e esculturas de madeira podem ser comprados por variados preços.

(foto: Wikimedia/Divulgação)
(foto: Wikimedia/Divulgação)

É bom ficar atento para os bons negócios! Nesse local, o repórter deu dois dólares panamenhos a um músico de rua que tocava marimba e que, naquele momento, tocava o hino nacional americano. Pegou as notas e agradeceu dizendo “este é o nosso dinheiro”, se referindo à moeda local e, ao saber que era brasileiro, fez questão de entoar as notas de Chorando se foi, sucesso da banda Kaoma dos anos 1990, quando a lambada tupiniquim se popularizou no país caribenho. Bossa nova, MPB e funk brasileiros são outros ritmos que se ouvem por lá, com destaque para Jorge Benjor, reconhecido e tocado nos hotéis, restaurantes e discotecas.

Outro local importante que se pode visitar é a Ilha Harbor, que já foi capital e é a quarta mais povoada das Bahamas, com aproximadamente 11 mil habitantes. Tudo bem que são três horas de barco de Nassau, mas, sabe aquelas águas impressionantes e límpidas, que se tornaram ícone quando se fala em Caribe? Lá é o lugar, que também tem vegetação tropical exuberante e praias de areia rosa! A pesca é uma das atividades principais e, portanto, é local com variedade de culinária picante, com destaque para a salada de caracol, sendo a carne servida com tomate, cebola e pimentão (espécie de vinagrete), oferecida em quase todos os quiosques e restaurantes.

* O repórter viajou a convite da Copa Airlines

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade