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Correio Braziliense AVENTURA

O céu não é limite: montanhas atraem turistas para viver aventuras

As grandes montanhas podem se tornar um atrativo de passeio, principalmente para aqueles que pretendem viver experiências radicais. Na Ásia, estão as mais altas do planeta: conheça algumas delas


postado em 26/07/2018 10:00 / atualizado em 25/07/2018 14:26

O vulcão Osorno, no Chile, pode ser explorado mesmo por quem não tem muita prática no alpinismo(foto: Tina Coelho/Terra Imagem)
O vulcão Osorno, no Chile, pode ser explorado mesmo por quem não tem muita prática no alpinismo (foto: Tina Coelho/Terra Imagem)


Estima-se que 24% da Terra é composta por áreas montanhosas na superfície e 10% da população vivem nesstas áreas. Algumas são cobertas por grande quantidade de neve e nascem a partir de rios, outras com clima tropical e árvores na composição. As montanhas são uma forma de relevo de no mínimo 300 metros de altura, formadas por desdobramentos da superfície terrestre.

A visita de turistas em alguns países muitas vezes se dá por esse atrativo: conhecer as mais famosas ou as mais altas montanhas do território. Se engana quem acha que para fazer o passeio é preciso ser um alpinista ou especialista no assunto. Decididamente, não é necessário praticar a escalada esportiva para chegar ao pico de alguns dos lugares mais lindos do planeta.

Em viagem a um casamento em Frutillar, no Chile, a gestora de projetos Carolina Castro e o marido, o engenheiro civil Marcos Barroso, se interessaram pela paisagem peculiar. A cidade tem influências alemãs e fica à beira de um lago com vista para um vulcão Osorno. “O vulcão é muito bonito e nos chamou a atenção, como se fosse um ímã. Dois dias após o casamento, fomos até o pé do Osorno e de lá nós subimos. Foi maravilhoso, com direito a neve no topo, experiência de um dia e magnífica. Jamais esqueceremos”.

No caminho, as lavas do vulcão, que continua ativo mas não está em erupção, pequenos lagos se formam e os tons de azul-turquesa fazem companhia no show de aventura. Para se chegar ao topo, o caminho é feito por teleférico, carro ou escalada, e o passeio pode ser autônomo ou contratado. Se por agência, é preciso desembolsar cerca de 12 mil pesos (R$ 69).

Algumas regiões se destacam no quesito montanhas mais altas. É o caso da Ásia. Os viajantes que gostam de praticar esse tipo de aventura e os alpinistas — profissionais ou amadores — estão sempre em busca de uma nova adrenalina para superar os seus limites. A frase “o céu é o limite” não se encaixa para quem deseja escalar sempre o topo. Destacamos alguns roteiros com montanhas mais altas do mundo. Nessa área fica a Cordilheira do Himalaia, sul da Ásia, que faz divisa com cinco países: Paquistão, Índia, China, Nepal e Butão. Também há a Cordilheira Karakorum por aqueles lados. Além de praticar a escalada, esses países guardam trajetos turísticos fascinantes. Confira na página a seguir.

 

No topo do mundo 

 

Everest

(foto: Prakash Mathema/AFP - 26/4/18 )
(foto: Prakash Mathema/AFP - 26/4/18 )

 

Fica na fronteira da China com o Nepal, com pico de 8.848 metros acima do nível do mar. É a montanha mais alta da Terra e não é indicada para amadores. A preparação para a subida pode durar anos. Entretanto, vale a pena viajar para a região somente com o objetivo de fazer um dos trekkings (caminhadas) mais bonitos do mundo. O valor para o passeio varia. Agências costumam personalizar cada visita, mas os turistas chegam a pagar até US$ 70 mil em companhias renomadas. Na região, a parte sul do Monte Everest é denominada de Vales escondidos, onde está um mosteiro budista chamado Rongbuk. Lá, vivem 30 monges e 30 freiras. A visitação é aberta aos viajantes.

 

 


Kangchenjunga 

(foto: Carsten Nebel/Flickr - 5/11/17)
(foto: Carsten Nebel/Flickr - 5/11/17)

Localizada entre o Nepal e a Índia, ela é a terceira montanha mais alta do mundo. Aqui, muito cuidado: é comum ter avalanches. Considerada pelos alpinistas a mais difícil do mundo de se escalar, por falta de oxigênio, a altitude chega a 8.586 metros. Na área, vale visitar também as zonas ecológicas que a região agrega. A terra é subtropical de deserto glacial. Grandes vales e altos picos fazem parte do roteiro.

 
Karakorum 

(foto: Ishara S. Kodikara/AFP - 21/5/15 )
(foto: Ishara S. Kodikara/AFP - 21/5/15 )

É uma das maiores cordilheiras da Ásia. Está na fronteira do Paquistão com a China e a Índia. O lugar é um conjunto de montanhas, nele, oito cumes têm mais de 7.500m de altura, com quatro deles excedendo 8.000 metros. O lugar dispõe de uma estrada internacional, chamada Estrada de Karakorum (foto), que faz ligação entre a China e o Paquistão. Durante o caminho, é possível apreciar as paisagens exóticas e ter acesso às montanhas e aos lagos da região. A indicação é que o passeio ocorra no início de outubro, na primavera.

 

 

K2 

(foto: Wikipedia/Divulgação)
(foto: Wikipedia/Divulgação)

A segunda montanha mais alta do mundo tem 8.614 metros de altitude e fica no norte do Paquistão, em região fronteiriça com a China. É conhecida como Montanha selvagem por causa da dificuldade em escalá-la: tem a terceira maior taxa de mortalidade entre os alpinistas. Os profissionais preferem o lado paquistanês, por ser mais fácil. A carne bovina é um grande atrativo da gastronomia do lugar. Aos viajantes: a melhor época para conhecê-la é no verão, nos meses de junho a setembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lhotse

(foto: Johannes Eisele/AFP - 27/6/17 )
(foto: Johannes Eisele/AFP - 27/6/17 )
 

Situada na divisa entre o Nepal e a China, é a quarta montanha mais alta do mundo e se liga ao Monte Everest pela Coluna Sul. Sua altitude é de 8.516 metros. Para aqueles que não querem conhecer não só a montanha, vale ir ao Nepal, cujos templos, com suas influências budistas e hindu, são um grande atrativo, como o Swayambhunath (foto), conhecido como um dos locais de peregrinação mais sagrados. A culinária também a chama atenção, como a sopa de lentilhas e grãos cozidos, denominada Dal. Para quem deseja conhecer a Cordilheira, indica-se os meses de abril e outubro. Entre maio e setembro, o clima é de vento e muita umidade, o que ocasiona fortes chuvas na região.

 


* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles

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