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Correio Braziliense ROTA DO CAFÉ

Conversa pode ser uma boa mistura na hora de tomar o café

Misturas diferentes, tendo como base o café, são levadas a festivais e festas regionais em Minas Gerais, despertando a curiosidade de visitantes


postado em 26/07/2018 15:55

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 15/5/08)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 15/5/08)


A criatividade vai longe nas cozinhas, que passaram a testar o café como ingrediente principal de centenas de iguarias e estão levando misturas tão diferentes quanto originais a festivais e festas regionais em homenagem à lavoura. Parte desses eventos integra o calendário de roteiros turísticos em várias regiões do estado, a exemplo do Sul de Minas, Jequitinhonha/Mucuri e Zona da Mata.

Para a quarta e mais completa edição do livro Delícias do café, a autora, Marina de Castro Barbosa, coletou receitas apresentadas em três festas regionais do Sul de Minas Gerais, desde meados dos anos 2000. Elas reuniram, ao todo, produtores e produtoras de fazendas de mais de 50 cidades. “Nesses três festivais, anexamos mais receitas ao livro”, conta.

(foto: Mauricio Lima/AFP - 21/6/07)
(foto: Mauricio Lima/AFP - 21/6/07)

O costume de tomar café sofreu transformações, sem perder a referência que remete ao convívio familiar e à união, como observa a cafeicultora Paula Dias, de Santa Rita do Sapucaí. Ela e o marido, Pedro Dias, idealizaram e conduzem a Coffe Bike, cafeteria sobre rodas, associada à marca Grandpa Joel’s Coffee, criada para o processamento e a distribuição do café arábica, que eles colhem na Estância Sítio Capinzal.

“Vemos o café como o vinho. Buscamos o terroir, os sabores exóticos, as notas verdadeiras do café especial. É uma experiência sensorial”, afirma Paula. Todo o espaço no consumo que o grão tem conquistado, na avaliação da cafeicultora, resulta da percepção do consumidor, que valoriza o produto a ponto de buscar conhecimento sobre a produção. Trata-se de consumidor que, hoje, vem se informando, inclusive, sobre a torra do grão e tem interesse pela própria rastreabilidade do café.

(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press - 5/1/05)
(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press - 5/1/05)

Prazer

Paula Dias acredita que o prazer de tomar a bebida enveredou por uma quarta onda, aquela que caracteriza os amantes do café, dispostos a investir em sua própria máquina para obter as misturas desejadas, que fazem cursos de degustação, e dão atenção ao que se passou desde a plantação ao comércio. “Eles querem saber sobre toda a história por trás da xícara”, afirma.

(foto: Marta Vieira/ EM/D.A Press )
(foto: Marta Vieira/ EM/D.A Press )

Além da exportação do café da marca que o pai de Pedro, Joel, começou a plantar no fim dos anos 1960, o casal desenvolveu uma série de produtos, a exemplo do mel da florada do café e do licor de café com cachaça. A produção é feita em parceria com fornecedores locais. Breno Mesquita, presidente da Comissão de Café da Faemg, afirma que da posição de maior produtor de café do Brasil, Minas dita a tendência de incorporar bebidas e comidas ao café.

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