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Correio Braziliense EXPERIÊNCIAS

Uma casa fora de casa, basta um cantinho para o turista ser bem recebido

Ficar hospedado em residências usadas pelos proprietários está se tornando uma prática comum, principalmente entre os jovens. Algumas vezes, o visitante até divide espaço e a rotina com os donos dos imóveis


postado em 12/08/2018 10:00 / atualizado em 08/08/2018 14:45

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

 

Airbnb, uma das plataformas de hospedagem alternativa mais conhecidas, é alimentada por anfitriões comuns. Em 2017, 2,2 milhões de pessoas utilizaram o serviço, representando um crescimento de 120% em relação ao ano anterior, quando o número foi de 1 milhão, de acordo com dados da empresa. Kelvin de Freitas tem 23 anos e é pedagogo. Ele utilizou o site para se hospedar no Rio de Janeiro e em Maceió. Para ele, as experiências foram sempre positivas: “O local é sempre como as fotos são mostradas no site ”, diz o jovem.

Para ele, o principal fator que o levou a procurar os sites de hospedagem alternativa foi a comodidade e a economia. “Em minhas viagens, entendi que não fico muito tempo em hotel, vou mais para dormir e me arrumar para sair. Sendo assim, vi que era desnecessário ficar em um local caro, com vários luxos, onde eu não passava muito tempo. Após muitas pesquisas, a conclusão foi que realmente a economia é significante”. De acordo com o pedagogo, todas as experiências foram boas, sem motivos para estresse. “Os anfitriões se mostraram sempre muito solícitos quando acontecia algo”, ressalta. Para voltar a se hospedar em hotéis tradicionais, Kelvin afirma que a viagem precisa ser para algum lugar onde não tem costume de ir ou que seja de difícil acesso. Ele está planejando uma viagem para Curaçao, no Caribe, e, segundo Kelvin, seria mais fácil ir por meio de pacote com agência de turismo, já que estaria tudo incluso.

Pela Europa

Apartamento em Brasília que pode ser alugado em site de vacation homes(foto: Airbnb/Divulgação)
Apartamento em Brasília que pode ser alugado em site de vacation homes (foto: Airbnb/Divulgação)
 


O estudante Vitor Gomes, 20 anos, já utilizou Airbnb e Booking.com para hospedagem alternativa em viagens a Paris, Metz, Atenas, Londres, Madri, Florença, Veneza e Roma. O que o levou a procurar essas plataformas foi o conforto e o preço. Segundo ele, a opção de um hostel é vantajosa quando viaja sozinho, mas, em grupo, passa a ser melhor o aluguel por temporada.

Para ele, uma das principais vantagens é que os ambientes são limpos e bem cuidados, porém, ele já teve experiências ruins: “Em Veneza, eu fiquei em um lugar com um aquecedor horrível bem durante uma frente fria do inverno”, diz o estudante. Segundo ele, uma das desvantagens é a necessidade de julgar os ambientes pelas fotos, descrições e avaliações. “Às vezes, é diferente do que você esperava”, diz Vitor.

 

Casa no Japão disponível no Airbnb: fotos podem exibir ambientes diferentes da realidade(foto: Toshifumi Kitamura/AFP - 16/4/18 )
Casa no Japão disponível no Airbnb: fotos podem exibir ambientes diferentes da realidade (foto: Toshifumi Kitamura/AFP - 16/4/18 )

 

A mãe de trigêmeos Flavia Faria viaja a Orlando desde 2013 e acredita que o tempo mínimo para aproveitar as férias é de 15 dias. Ela conheceu o vacation home Casa na Disney por meio da recomendação de uma amiga e, ao experimentar pela primeira vez há quatro anos, decidiu trocar o hotel pela casa. “Minha família é grande. Somos em cinco e a casa é mil vezes mais confortável e agradável. As crianças se sentem em casa, tanto que eles já chamam de “a casa da Disney”. O hotel é impessoal e, hoje em dia, inseguro”, conta.

Um sofá para se acomodar 

Locais inusitados, como um barco, são usados no couchsurfing, em Montreal, no Canadá(foto: Christinne Muschi/Reuters - 5/10/12 )
Locais inusitados, como um barco, são usados no couchsurfing, em Montreal, no Canadá (foto: Christinne Muschi/Reuters - 5/10/12 )


Naiara Cavalcanti tem 26 anos e é estudante de publicidade e propaganda. Ela usou o Couchsurfing para ir à Berlim, na Alemanha. Na plataforma, as pessoas podem oferecer suas casas, de graça, para que outras se acomodem. São necessárias diversas informações sobre o turista, como a idade, onde mora, locais que já visitou, o que faz, o que gosta de fazer. Quem quer se hospedar, busca pessoas na cidade que está visitando e pede “couch” (traduzindo: um sofá) para as datas que precisa. Segundo Naiara, essa plataforma funciona melhor nas viagens mais curtas, “até porque você se hospeda na casa da pessoa, enquanto a vida dela segue normalmente”.

 

“Eu já tinha ouvido falar em couchsurfing, mas tinha um pouco de medo, só que queria me aventurar”. Segundo ela, a principal vantagem desse site é conhecer a cidade de forma diferente pois, embora o dono da casa não esteja disponível sempre, eles acabam dando boas dicas, além dos mais conhecidos destinos turísticos. “A desvantagem talvez seja porque é meio no escuro. A vida da pessoa continua seguindo ali, você pode se dar bem com ela ou não, você pode cair numa cilada ou não. Nunca dá para saber”, alerta Naiara. Ela não se hospeda mais em hotéis tradicionais há anos e prefere a acomodação alternativa (como o Airbnb) pela praticidade, preço, conforto e privacidade. 

 

 

* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles

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