Publicidade

Correio Braziliense VOLTA AO MUNDO

Empurrãozinho do destino, aproveite os imprevistos para conhecer o mundo

Conhecer culturas, modos de vida, gastronomia diferente e trocar experiências é o que leva a maioria a seguir viagem


postado em 13/09/2018 12:00 / atualizado em 12/09/2018 15:02

(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)


Em julho de 2014, o que foi uma má notícia se transformou numa oportunidade para a supervisora de enfermagem, Camila Kasai, 36 anos, e o consultor financeiro e professor de matemática Márcio Onodera, 40, saíram para realizar um desejo antigo dela. “No final de 2013 eu fui demitida. Era a chance de realizar meu sonho, pois nada mais me prendia, só faltava convencer o marido, conversamos e ele pediu demissão do emprego”. Juntos, os paulistas conheceram 34 países em um ano.

(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)


A organização da viagem foi feita detalhadamente para que tudo desse certo. “Olhamos tudo, o custo diário médio em cada cidade, requisitos para entrada em cada país, melhor época para as visitas”, explica Camila. Graças à economia do casal, o custo total ficou por R$ 100 mil à época. “Havíamos juntado uma reserva suficiente para realizar a viagem”, conta Kasai. “Seis meses antes de viajar, começamos a selecionar quais países gostaríamos de visitar. A partir daí, começou uma fase intensa de pesquisas”, disse Camila.

O casal Márcio Onodera e Camila conheceu 34 países. Eles viajaram durante um ano e estiveram na Índia, na Bósnia e no Nepal. A decisão veio após uma demissão(foto: Arquivo pessoal)
O casal Márcio Onodera e Camila conheceu 34 países. Eles viajaram durante um ano e estiveram na Índia, na Bósnia e no Nepal. A decisão veio após uma demissão (foto: Arquivo pessoal)

Assim como Caroline e Alexis, o casal conta que fez uma redução de gastos durante a viagem. “Andávamos de ônibus e barcos para economizar”, ressalta Márcio. Como toda viagem para o exterior, cuidados com a saúde também foram levados em consideração, Camila, inclusive, dá dicas de prevenção para quem está planejando andar pelo mundo. “Fomos ao setor de medicina do viajante do hospital Emílio Ribas aqui de São Paulo. Você consegue tomar vacinas pela rede pública, outras tem que pagar”, indica. “Aprender história, geografia, artes, costumes e culinária na prática não tem preço”, justifica o casal com o final da viagem.

 

Aprendizado é o maior ganho

Siméia Almeida e Luiz Feitosa visitaram 18 países e ela não pretende completar a volta ao mundo(foto: Arquivo pessoal)
Siméia Almeida e Luiz Feitosa visitaram 18 países e ela não pretende completar a volta ao mundo (foto: Arquivo pessoal)


A brasiliense e psicóloga Siméia Almeida, 58 anos, que percorreu 18 países com o marido Luiz Feitosa, 58, diz que não pretende completar o percurso de volta ao mundo. “Se eu fosse mais nova, seria um sonho. Mas, pretendo ir à Alemanha, Rússia, Japão, China e Tailândia”, revela. “Já fui duas vezes em Israel, em 2000 e 2010, e estou planejando voltar no próximo ano incluindo a Grécia no roteiro.” Na primeira vez, conta Simeia, viajou para realizar um sonho da mãe e acabou se apaixonando pelo país.

Siméia quer visitar outros países, mas dá preferência a Israel, local pelo qual se apaixonou(foto: Arquivo pessoal)
Siméia quer visitar outros países, mas dá preferência a Israel, local pelo qual se apaixonou (foto: Arquivo pessoal)

O segredo para que as viagens dessem certo, segundo a psicóloga, foi programar o destino desejado e ir a uma agência em seguida. “Nas vezes em que viajei, fui por agência de viagem; então, não tive preocupação com o roteiro, apenas com despesas extras, mas nada de fora do normal”, explica. O aprendizado foi algo que a encantou das muitas visitas que fez pelo mundo. “A troca cultural entre o Oriente e Ocidente, a religião, os costumes me impressionaram e continuam a impressionar”, acrescenta. (AB)

Experiências Terrestres


Experiência Moai Mística, Hanga Roa, Ilha de Páscoa


(foto: Tina Coelho/Terra Imagem)
(foto: Tina Coelho/Terra Imagem)

Não há local habitado no mundo tão isolado como a Ilha de Páscoa. Um mero ponto fora da costa do Chile no vasto Oceano Pacífico, Rapa Nui (como é chamada na língua nativa) é um destino único. Explore suas praias de areia rosa, seus montes vulcânicos e gramados varridos pelo vento e, é claro, as monumentais estátuas Moai — mais de 800 delas testemunhando silenciosamente uma complexa sociedade há muito perdida — em uma recriação de uma celebração chamada Tapati.

Preso na Austrália, Brisbane (Austrália)


(foto: Wiklipedia/Reprodução)
(foto: Wiklipedia/Reprodução)

Por mais de 100 anos, a Alcatraz de Queensland, Boggo Road, abrigou condenados britânicos. Hoje suas portas estão abertas para lançar luz sobre a infame história da Austrália como nação de condenados. Depois de um coquetel de boas-vindas, os hóspedes embarcarão em um tour intimista e perspicaz pelas instalações, onde o drama e as histórias dos prisioneiros são trazidos à vida pelos guias e também terão a oportunidade única de conhecer e conversar com um ex-preso.

Realeza de Wadi Rum, Aqaba, Jordânia
(foto: Jordan Travel Board/Divulgação)
(foto: Jordan Travel Board/Divulgação)

A celebração da noite é feita no cenário de uma réplica de castelo no Wadi Rum, na Jordânia, onde os hóspedes poderão desfrutar de uma tradição beduína digna da realeza. Além de serem bem recebidos por uma dança tradicional de Dabke (que é amplamente apresentada em casamentos e outros eventos alegres), o entretenimento mais inesquecível inclui dança do ventre, música tradicional interpretada por uma banda folclórica beduína e artistas adornando as mãos com tatuagens de Henna.

 

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade