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Correio Braziliense PORTO SEGURO

Porto Seguro reúne beleza e história para contar

A história do país começa no sul da Bahia, quando os navios portugueses aportaram na costa do pequeno vilarejo que deu origem ao município, hoje tombado pelo patrimônio histórico


postado em 19/09/2018 17:00 / atualizado em 19/09/2018 15:39

 


(foto: Secretária de Turismo de Porto Seguro/ Divulgação)
(foto: Secretária de Turismo de Porto Seguro/ Divulgação)


Porto Seguro (BA) — 
Na Bahia, um destino plural. As marcas da história brasileira estão espalhadas pelas ruas, no estilo dos casarões, na arquitetura da igreja e nos traços dos moradores da cidade onde nasceu o Brasil. Foi lá que em 1500 os primeiros portugueses pisaram em solo brasileiro. Com uma população de 150 mil habitantes, o município é quase todo tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Basta caminhar pelas ruas para sentir a emoção de estar na mesma terra em que cresceram os nossos primeiros habitantes e que se tornou o primeiro núcleo habitacional do país pelas mãos dos nossos descobridores. Porto Seguro, porém, é muito mais que história. Para quem busca por tranquilidade em belas praias, a cidade oferece estruturas mais simples e também sofisticadas. Famílias com ou sem crianças podem desfrutar de um destino sossegado. Quem quer badalação pode visitar sem receio de se aborrecer: há espaço para o agito durante o dia e à noite. A cidade, que há poucos anos era conhecida apenas pelas festas destinadas a jovens, hoje apresenta sua nova face: um recanto para turistas do mundo inteiro. São quatro destinos dentro de uma única cidade.

 

 

Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira

(foto: Secretária de Turismo de Porto Seguro/ Divulgação)
(foto: Secretária de Turismo de Porto Seguro/ Divulgação)


Localizada a apenas 12km do centro de Porto Seguro, a reserva indígena Pataxó da Jaqueira preserva a história e os costumes dos índios Pataxó. Os índios recebem os turistas com o corpo pintado e vestidos como manda a tradição e são convidados a conhecer e vivenciar a cultura da reserva, com pinturas no rosto (há diferença nas cores e formato para solteiros e casados), experimentando pratos preparados pelos indígenas ou usando cocar, além de participar de um ritual de boas vindas aos visitantes. Os mais curiosos podem aprender algumas palavras no dialeto. Uma boa oportunidade de repensar os valores e conhecer a história dos nossos antepassados. Os moradores da aldeia demonstram muita vontade de contar suas histórias e compartilhar com o homem branco os seus costumes, alguns semelhantes aos dos moradores das cidades.

O valor arrecadado na venda dos ingressos (que custam por volta de R$ 80), e do artesanato vendido na reserva formam a renda das 30 famílias que lá habitam. A Pataxó Turismo (www.pataxoturismo.com.br) oferece pacotes para quem quer uma imersão nessa cultura, podendo pernoitar na aldeia ou passar alguns dias lá.

Distrito de Porto Seguro — cidade sede

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )


A cidade sede de Porto Seguro, onde fica o aeroporto, é a localização ideal para famílias que buscam tranquilidade e atividades diurnas, principalmente para crianças. São diversos resorts e hotéis “com pé na areia” que proporcionam ao turista a facilidade de estar perto do mar, além da proximidade do centro. Apesar de ser um destino para famílias, a cidade sede é um bom exemplo da pluralidade: ao lado de barracas tranquilas e com espaço para crianças, há locais para quem busca o agito clássico. É impossível andar pels ruaas tranquilas e não se animar com o clima da música do axé, mesmo que outros ritmos estejam tocando nas rádios e carros de som.

 

Porto Seguro — cidade histórica    

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )


No centro, a cidade baiana guarda memórias vivas do tempo em que Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil. No local é possível conhecer casas no estilo colonial, igrejas e museus. A experiência fica completa quando um guia de turismo participa, já que toda a história é contada em detalhes enquanto se percorre as ruas. No alto da colina, a vista para o mar é uma atração por si só.

O Museu de Porto Seguro vale a visita. A edificação é uma antiga cadeia e tem exposição permanente que retrata a vida indígena antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Na parte interior do edifício, é possível conhecer uma sala usada como depósito e prisão da época. Ali, os presos entravam e não saiam com vida. Eram jogados lá dentro por um alçapão, já que não havia portas convencionais. Lá eles faziam as necessidades fisiológicas, além de se alimentarem. Os crimes pelos quais eram condenados variavam de roubos a assassinatos, até heresias. Uma reflexão sobre as mudanças (ou a falta delas) é feita enquanto se conhece as histórias de quem sofreu ali dentro. A entrada custa R$ 5 (meia), e um guia acompanha todo o passeio no museu.

A cidade histórica faz com que todo brasileiro se sinta visitando seu próprio berço. Caminhando por aquelas ruas é possível imaginar todas as histórias vividas nos primórdios da nossa sociedade.

 

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

» Viajou a convite da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Azul Linhas Aéreas e Porto Seguro Praia Resort

 

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