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Correio Braziliense NORTE DO BRASIL

Diamante do Pará, as belezas naturais e culturais de Santarém

A imensidão das águas dos rios Amazonas e Tapajós encanta os visitantes de Santarém, cidade que apaixona pela cultura rica, a gastronomia diversificada, as festas e o calor humano


postado em 10/10/2018 14:30 / atualizado em 10/10/2018 14:32

(foto: Tiago Silveira - MTUR/CB/D.A Press)
(foto: Tiago Silveira - MTUR/CB/D.A Press)


Tal como a pedra cintilante, que nasce do calor do magma no interior da Terra, Santarém descortina o seu brilho como capital do Pará, o segundo maior estado brasileiro. As altas temperaturas contribuem para a associação ao elemento mais duro da natureza. Na região metropolitana da cidade, as temperaturas e a umidade do ar marcam presença, em torno de 36ºC, podendo chegar a 40ºC. Mas é o calor humano a sensação mais forte e mais presente.

O nome, dado pelos colonizadores portugueses, é uma homenagem a Santa Irene, uma mártir cristã de Portugal. Hoje em dia, a cidade é berço das riquezas naturais. É refúgio para quem procura desbravar a culinária da região amazônica, embarcar pelas águas dos rios e lagos ou dançar ao som do carimbó. É lá que acontece o encontro entre as águas cristalinas do rio Tapajós com as turvas e barrentas do rio Amazonas, que descem paralelas até o mar. Por apresentarem temperatura, densidade e velocidade diferentes, as águas não se misturam e formam um espetáculo único, de uma beleza sem tamanho de se admirar.

A culinária paraense tornou-se patrimônio cultural. A boa comida local envolve um conjunto de influências de povos como índios tupinambás, portugueses, africanos e até ingleses, e utiliza a diversidade de animais silvestres, peixes e folhagens. Os colonizadores introduziram o sal, os legumes e as verduras. A influência dos africanos, passada pelos escravos, está nas técnicas de preparo e conservação dos alimentos. É preciso ressaltar a época migratória dos nordestinos, que levaram a carne de sol e o jabá (carne seca ou charque). As técnicas de preparo remetem ao naturalismo baiano no consumo do pirarucu moqueado e do peixe-boi em salmoura. Os ingleses deram um toque de discrição, com o uso de elementos diferenciados na confecção dos pratos, como o tucupi (suco da mandioca depois de prensada sem o veneno), que deixa um sabor discreto.

Descobrir as belezas e as riquezas naturais da região Norte do Brasil é uma experiência inesquecível. Vale a pena organizar uma visita durante o mês de setembro, quando é realizada a çairé, festa folclórica-religiosa tradicional da região, com uma programação cultural que encanta todos os visitantes. Mas se você não aguenta esperar até o próximo ano, faça as malas e aproveite tudo o que o Pará tem para oferecer. Dos passeios nos rios ao carimbó, da gastronomia aos costumes locais, além da exuberância da natureza.

Mercadão 2000   

(foto: Luíza Figueiredo )
(foto: Luíza Figueiredo )

 

Estima-se que 385 boxes encontram-se no complexo. O lugar é uma espécie de grande shopping para quem quer alimentos de qualidade a preço bom. Os peixes como pirarucu, tambaqui, jaraqui e tucunaré, considerados os melhores da região, dividem espaço com as frutas, verduras, plantas medicinais e outras especiarias naturais feitas a partir de espécies nativas.

Feira do Pescado

(foto: Luíza Figueiredo )
(foto: Luíza Figueiredo )

 

Às margens do rio Tapajós, o espaço comercializa o pescado de rios e lagos vizinhos. É possível encontrar grande quantidade e várias espécies de peixe fresco: tambaqui, pirapitinga, pirarucu, surubim, matrinxã. No período das cheias, de janeiro a junho, os botos dão uma palhinha do seu espetáculo aos visitantes.

Cristo Rei 

(foto: Luíza Figueiredo )
(foto: Luíza Figueiredo )
  

 

O lugar é um Centro de Artesanato do rio Tapajós e reúne uma variedade de produtos. São doces, geleias e licores feitos com produtos regionais, objetos de artesanato que são pintadas geralmente com as paisagens da Amazônia, cestas feitas de palhas de tucumã (palmeira da região amazônica) ou das fibras do curauá (planta nativa da Amazônia que pertence à família do abacaxi).

Piracaia    

(foto: Luíza Figueiredo )
(foto: Luíza Figueiredo )
 

 

Uma das tradições culturais do santareno é um lual sobre as águas. O Piracaia é um costume criado por pescadores, no qual se reúnem durante a viagem de pesca, sob a luz da lua, nas areias da praia, às margens do rio. Organiza-se um banquete à base de peixe fresco, assado em uma fogueira, temperado com sal e limão, ao som de música regional.


* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

* Viagem a convite da Secretaria de Turismo do Pará e Secretaria Municipal de Turismo de Santarém

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