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Correio Braziliense NORTE DO BRASIL

Paisagem exuberante faz de Alter do Chão o Caribe brasileiro

Com paisagem inigualável, os rios são um convite permanente a um banho de frescor e formam ilhas com areia branquíssima


postado em 12/10/2018 10:00 / atualizado em 11/10/2018 13:37

 

Alter do Chão é conhecido como Caribe brasileiro.(foto: Luíza Figueiredo)
Alter do Chão é conhecido como Caribe brasileiro. (foto: Luíza Figueiredo)

Não é preciso água salgada para formar uma praia com mar. A comunidade de Alter do Chão, acostumada com os  termômetros da cidade, que marcam aproximadamente 35ºC às 16h da tarde, pode se refrescar nas doces águas cristalinas do Rio Tapajós. O lugar é conhecido como o “Caribe brasileiro”. O azul substituído pela transparência das águas, que oferecem um fescor inigualável. A paisagem é deslumbrante.

Os visitantes podem conhecer a Ilha do Amor, famosa na reguião. As areias brancas sobressaem em meio às águas. No local, há barracas com estrutura confortável para os turistas passarem o dia. A travessia pode ser feita a nado ou em pequenos barcos a remo.

Em Alter do Chão, um passeio no Igarapé Caranazal. Na praia de água doce, a vista da Ilha do amor.(foto: Luíza Figueiredo)
Em Alter do Chão, um passeio no Igarapé Caranazal. Na praia de água doce, a vista da Ilha do amor. (foto: Luíza Figueiredo)

 

Quem decidir avançar no passeio e quiser desbravar outros pontos, é possível contratar um barco ou lancha e ir do outro lado da ilha e visitar o Igarapé Caranazal, com águas esverdeadas e plantas que ficam submersas. Bem próximo, na Ponta do Cururu, o pôr do sol faz arrepiar e o banho no rio de águas rasas é praticamente obrigatório.


Gastronomia 


Uma coisa é certa, quem visita Santarém não consegue esquecê-la. Um dos fatores que contribuem para isso é a culinária. A variedade de alimentos revela as infinitas utilidades da mandioca — da folha à raiz, tudo se aproveita. Faz-se a goma de tapioca, farinha, bolo, tucupi (sumo extraído da mandioca brava, que é fervido durante horas para retirar o veneno), usado no tempero de carnes, maniçoba (folhas da mandioca fervidas por sete dias temperadas com alho, sal e louro) e até bebida alcoólica. A gastronomia paraense consegue reunir os sabores e as delícias de diferentes localidades e preparos em pratos simples e sofisticados, ao gosto do visitante.

Onde comer

Casa do Saulo — 
Localizado na comunidade de Carapanari, às margens do Rio Tapajós, é possível contemplar a natureza e banhar-se no rio. O ambiente é rústico e aconchegante, os pratos ressaltam os sabores regionais, 90% dos produtos são oriundos da agricultura familiar. O prato mais pedido da casa é o peixe À Casa do Saulo, com filé de pirarucu, creme de castanha-do-Pará, banana-da-terra grelhada e camarão.

Restaurante Piracema — Próximo ao centro da cidade, o lugar com decoração rústica tem cardápio com as ricas especiarias da culinária paranaense. As proteínas da casa são o filhote, tambaqui e o pirarucu.

Boto Sorveteria Artesanal — 
Longe dos sabores tradicionais, a sorveteria tem como diferencial um amplo cardápio com as especiarias da região. É possível (ou melhor, é impossível) escolher entre sorvete de tapioca, de castanha-de-caju, taperebá (fruta cítrica) ou cumaru (semente da família das leguminosas). A casquinha é feita de açaí. Quase um pecado! 

Na floresta, à beira do rio

 

A mata amazônica é surpresa para o visitante. Milhares de árvores que formam uma paisagem impressionante, especialmente para quem está habituado às alturas de prédios geralmente cinzentos. O verde profundo que deixa escapar, vez por outra, o brilho dos raios do sol, forma uma imagem densa. Parece impossível viver naquele lugar. Conhecer as famílias que moram na mata é uma experiência única, e um dos roteiros turísitcos mais interessantes no Pará.

A Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, também chamada de Resex, é uma área de cuidado e preservação à população que vive às margens do Rio Arapiuns, afluente do Rio Tapajós. Os moradores contam com o extrativismo para a subsistência, desenvolvem o plantio de alguns produtos para consumo próprio e a criação de animais de pequeno porte, principalmente com o objetivo de protegê-los.

 

A comunidade Anã, instalada na Resex Tapajós-Arapiuns conta com 95 famílias residentes. O turista tem a oportunidade de conhecer os projetos de criação de peixe em tanques de redes, do meliopomel — que são as abelhas meliponas que não têm ferrão e produzem mel — e da horta comunitária. O espaço tem um redário coletivo com capacidade para 21 redes, para quem se interessa em dormir em contato direto com a natureza, além de banheiros e refeitório. 

A Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (Turiarte) é responsável por administrar as visitas às comunidades. Na internet é possível conferir todas as informações a respeito. (https://turiarteamazonia.wordpress.com/)

 

Riqueza que brota da terra 

(foto: Luíza Figueiredo)
(foto: Luíza Figueiredo)


A quatro quilômetros do Rio Tapajós, em uma área de 120 hectares, vivem 45 famílias, aproximadamente 260 pessoas, que desenvolvem um trabalho de agricultura familiar, na Comunidade São Francisco do Carapanari, na região do Eixo Forte. A produção de farinha de mandioca é uma opção de turismo disponível na região. Turistas podem acompanhar as fases do processo de fabricação da farinha e descobrir que a raiz é utilizada de muitas maneiras.

Aipim, macaxera ou mandioca. Dependendo da região do país, a raiz adota nomes diferentes, como as diversas possibilidades de uso. Plantada, cultivada e colhida na região, é usada, principalmente, para a alimentação. Na fábrica de farinha, depois que a matéria-prima é colhida, descascada e lavada. Em seguida, passa por uma máquina moedora e por uma prensa para retirar o sumo. O próximo passo é peneirar e assar numa chapa plana, já em forma de farinha. Depois, é ensacada e levada ao consumidor.

Seu Bené é o proprietário da terra e agricultor. Ele conta que começou a trabalhar aos 10 anos, ajudando o pai na fábrica. Para ele, “o dinheiro da produção da farinha significa muita coisa. Melhorou as condições de vida da família.”

Para quem se interessa em conhecer a comunidade, é possível realizar o agendamento com qualquer agência de turismo ou com a Casa do Saulo, pelo número (93)99224-4691 ou pelo e-mail: casadosaulo.eventos@gmail.com.

* Viagem a convite da Secretaria de Turismo do Pará e Secretaria Municipal de Turismo de Santarém

 

 

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