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Correio Braziliense CÁUCASO

Do medieval ao moderno: países do Cáucaso ensinam história

Ruínas milenares e obras pujantes do período soviético dividem espaço com prédios modernos, bares e restaurantes que respiram o ar europeu


postado em 31/10/2018 17:00 / atualizado em 31/10/2018 13:53

(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)


Tbilisi (Geórgia) — Os países do Cáucaso arrebatam pela história e pelo estômago. Os restaurantes georgianos, abundantes em Moscou, a influência caucasiana em Sochi — cidade-sede da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2018 — e a rica história armênia não deixam dúvidas: é uma experiência inesquecível conhecer Geórgia e Armênia, que formam, ao lado do Azerbaijão, o Cáucaso — região entre o Mar Negro e o Cáspio, geograficamente dentro da Ásia, mas econômica e culturalmente voltada à Europa.

A região é pouco explorada pelos brasileiros, mas surpreende pela hospitalidade, boa cozinha e riqueza cultural. Na Geórgia, a pulsante Tbilisi é o lugar onde ruínas milenares e obras pujantes do período soviético dividem espaço com prédios modernos, bares e restaurantes que respiram o ar europeu.

Organizar uma viagem para a Geórgia é mais fácil do que supõem a distância e as diferenças culturais. O país caiu no gosto dos europeus nos últimos anos e se tornou rota de apaixonados por turismo de história medieval e, claro, vinho — georgianos e armênios disputam a certidão de nascimento da bebida. Com o crescimento do turismo de lazer e negócios, Tbilisi dispõe hoje de boa estrutura para receber visitantes de todos os cantos do mundo.

Kartlis Deda, com 20 metros: acessada pela escadaria ou de bondinho(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
Kartlis Deda, com 20 metros: acessada pela escadaria ou de bondinho (foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

 

Não há lugar melhor para entender a riqueza e a diversidade histórica de Tbilisi do que dos pés da Kartlis Deda, a estátua de 20 metros, revestida de metal, que representa a Mãe Geórgia. Com espada à mão direita e uma tigela com uvas à esquerda — representando o espírito guerreiro e receptivo dos georgianos —, a escultura foi erguida em 1958, para comemorar os 1.500 anos de Tbilisi, e é vista dos principais pontos da cidade. Pode ser acessada pelas escadarias ou por bondinho, com vista panorâmica.

Aos pés da estátua, é possível enxergar uma história milenar. À direita, estão as ruínas da fortaleza de Narikala, do século 4, e a Igreja São Nicolau. Descendo a escadaria, é impossível não se perder nas tortuosas e irregulares vielas da Velha Tbilisi. Nessa região, a poucos metros de caminhada, estão alguns pontos turísticos, como a Jvaris Mama, principal igreja ortodoxa oriental da cidade; o Museu Histórico de Tbilisi, o Gabriaze, teatro de marionetes, com sua torre inclinada; e a igreja de Metekhi, às margens do Rio Kura. Outro atrativo da parte velha são as termas com águas sulfurosas.

Teatro das Marionetes: arquitetura encanta os amantes da história (foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
Teatro das Marionetes: arquitetura encanta os amantes da história (foto: Wikimedia Commons/Reprodução)


Subindo pela Rua Kote Afkhazi, ladeada de lojas, cafés e restaurantes, chega-se ao marco zero de Tbilisi, a Praça da Liberdade, onde está o obelisco com São Jorge dourado na ponta. A praça é o início da moderna Avenida Shota Rustaveli, onde estão prédios públicos, como o Parlamento da Geórgia, e museus, como o Nacional, de Artes Finas, Arte Moderna e a Ópera. Ao longo da avenida, estão os principais hotéis, estações de metrô e lojas de departamento.

A arquitetura moderna está às margens do Kura, com a Ponte da Paz, que imita um casco de tartaruga, de aço e iluminada com luzes de LED, e a Sala de concertos, o Rhike Park, duas imensas estruturas tubulares de vidro.

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