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Correio Braziliense BIG APPLE

Nova York é cool. Fonte inesgotável de bons momentos. Conheça, volte e vá!

Cidade de todos os mundos. Planejada, com traçados retos, grandes avenidas e muita agitação, NY reúne o que há de melhor em todos os lugares do planeta. O que você procura está lá


postado em 07/11/2018 15:00 / atualizado em 07/11/2018 14:00

(foto: Ana Clara Brant/CB/D.A Press)
(foto: Ana Clara Brant/CB/D.A Press)


Como num passe de mágica, desembarcar no Aeroporto John F. Kennedy traz à mente a voz de Frank Sinatra cantando New York, New York: “Estes sapatos vagabundos estão ansiosos para se perder bem no meio do coração de Nova York. Quero acordar em uma cidade que nunca dorme”. E quem segue o mestre, se dá bem. Não é à toa que a cidade é considerada por muitos a mais excitante do mundo. No verão ou no inverno, viajando sozinho ou em família, a lazer ou a trabalho, ela oferece pacote completo. Há roteiros para quem curte opções gastronômicas, culturais, esportivas, convívio com a natureza ou adora fazer aquelas comprinhas. E tudo emoldurado pela riqueza das várias culturas que compõem a população local.

E pensar que, há algumas décadas, a situação era bem diferente. Até o início dos anos de 1970, Nova York era vista como uma cidade perigosa. Foi aí que o governo começou a virar o jogo: além de combater a criminalidade, apostou em campanha para atrair mais visitantes. O termo “Big Apple”, inicialmente usado para se referir às graúdas premiações nas corridas de cavalos, foi adotado como expressão oficial, com o objetivo de servir como símbolo brilhante e saudável da cidade.

Times Square concentra a agitação cultural: um dos pontos preferidos para fazer selfies(foto: Spencer Platt/AFP - 5/5/15 )
Times Square concentra a agitação cultural: um dos pontos preferidos para fazer selfies (foto: Spencer Platt/AFP - 5/5/15 )

O resultado, todos conhecemos. Mais populosa dos EUA, com mais de 8,2 milhões de habitantes, Nova York é, desde 2005, a mais segura entre as 25 maiores cidades do país, o que contribui também para ser uma das mais visitadas do mundo. E motivos para isso não faltam.

Talvez, os principais sejam as atrações culturais. Para os iniciantes, o primeiro passo pode ser no coração da cidade, como entoava Sinatra: a Times Square, repleta de letreiros luminosos. Chamada de Longacre Square até 1904, adotou o icônico nome depois que o jornal The New York Times se mudou para a região. É lá que estão concentrados os teatros da Broadway. Em cartaz, musicais aclamados como O fantasma da ópera (ultrapassou a marca de 10 mil apresentações) e Rei Leão (20 anos de exibição) ou outros mais recentes, como Uma linda mulher, baseado no filme homônimo. Se até a atriz Julia Roberts fez questão de prestigiar, não dá pra ficar de fora, né? Depois do espetáculo, boas opções de bares, restaurantes e baladas não faltam. Se você tiver a sorte de passar o réveillon na cidade, pode se juntar às milhares de pessoas que vão às ruas assistir a Times Square Ball Drop, tradição da contagem regressiva para o ano-novo iniciada em 1907!

 

Emoção infinita

 

Um dos lugares mais visitados em NY, o Memorial do 11 de setembro preta homenagem às vítimas do ataque às Torres Gêmeas
Um dos lugares mais visitados em NY, o Memorial do 11 de setembro preta homenagem às vítimas do ataque às Torres Gêmeas


O 11 de setembro de 2001 está cravado para todo o sempre em Nova York. Naquele dia, atentados terroristas que mataram quase três mil pessoas, principalmente no ataque de aviões ao World Trade Center, chocaram o mundo. Alguns poderiam pensar que, para superar a tragédia, o ideal seria encontrar uma forma de “esquecê-la”. Mas foi feito o oposto. No local, foi erguido um tributo às vítimas. É praticamente impossível não se emocionar.

Projetado pelos arquitetos Michael Arad e Peter Walker para ser um espaço também de contemplação e reflexão, o Memorial do 11 de setembro nos remete de cara à nossa própria resiliência e solidariedade. Com suas duas piscinas cravadas exatamente no lugar onde antigamente ficavam as Torres Gêmeas, ele também é chamado de “Reflecting Absence” (ausência refletida). Os nomes de todas as vítimas estão gravados em áreas cobertas de bronze. É de arrepiar.

Preservando a memória de quem participou do resgate das vítimas dos atentados e também de quem ajudou na reconstrução da região, o Museu do 11 de setembro (contemplado no city pass) também vale a visita, com muitos recursos tecnológicos e áudios emocionantes (a entrada custa US$ 24 ).

Para mostrar que não se deixariam paralisar pelo medo, os norte-americanos também construíram o One World Trade Center. Com seus 541 metros, é o maior prédio do hemisfério ocidental e o sexto mais alto do mundo. No topo, está o observatório, de onde é possível ver praticamente toda a cidade. O elevador para chegar até lá é atração à parte: ele sobe os 102 andares em 42 segundos, com direito a lindas projeções durante o trajeto.

Completando o chamado Ground Zero, em Lower Manhattan, está a desconcertante estrutura de vidro e aço denominada Oculus. Monumento projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, hoje abriga um terminal de transportes (acesso a trem e a 11 linhas do metrô) e um shopping. (FT)

 

*O repórter viajou a convite do IberoStar

 

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