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Correio Braziliense BIG APPLE

Exageradamente cult. Se apaixone pela cidade que nunca dorme

O tempo parece voar em Nova York. São muitas opções de museus, parques, teatros... Há programação para todos os gostos e idades


postado em 09/11/2018 10:00 / atualizado em 08/11/2018 15:17

 

(foto: Captain Tucker/Wikipedia)
(foto: Captain Tucker/Wikipedia)

 

Caso sua vibe seja das compras e do consumo, no problem. Afinal, a cidade tem alguns dos melhores museus do mundo. Um imperdível é o Metropolitan Museum of Art (MET), que contém nada menos do que dois milhões de peças em exibição, retratando desde os primórdios da humanidade. Um dia só é pouco para visitar todos os setores. Prepare-se para lotar o espaço na memória de seu celular... Outros dois que merecem estar na sua lista são o Whitney Museum of American Art, museu de arte contemporânea focado em produções do século 20, e o Guggenheim, voltado para a arte moderna e também famoso pelas linhas curvas de sua fachada.

Um verdadeiro achado é o Museum of the Moving Image (Museu da Imagem em Movimento), instalado no Queens. Dedicado à história do cinema, televisão, games e mídia digital, e repleto de atrações interativas, agrada ao público de todas as idades (os mais jovens quase não acreditam nos primeiros consoles de videogame...). Uma das exposições mais recentes era de Jim Henson, o bonequeiro que, entre outros feitos, criou os Muppets e dirigiu o filme Labirinto, estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly em 1986. No local, também são exibidos mais de 400 filmes anualmente, passando das obras de cinema mudo aos clássicos e produções contemporâneas.


Com tantas coisas para se ver — e fazer —, uma boa dica para quem visita a cidade pela primeira vez é adquirir o New York City Pass. Por US$ 126 (crianças, US$ 104), ele  dá o direito de visitar seis atrações tradicionais, entre elas o MET, o Guggenheim, a Estátua da Liberdade, o Museu de História Natural, o Empire State e o Top of the Rock (deque de observação no Rockefeller Center)... E tudo com uma economia de cerca de 40% em relação ao preço dos ingressos nas bilheterias. Para que você possa programar seus passeios sem atropelos, o city pass é válido por nove dias.

Caso você não goste muito de encarar filas ou “disputar espaço” com a multidão nos museus, uma boa pedida é o passeio pela High Line. Inspirado pela Promenade Plantée em Paris, este calçadão suspenso foi criado nos trilhos abandonados de uma antiga ferrovia industrial. A cerca de 10 metros acima do solo, a High Line se estende por oito quadras (1,7 quilômetro) e oferece uma vista única da cidade, do Rio Hudson e da Estátua da Liberdade. Além disso, conta com lounges com cadeiras para quem deseja apreciar o pôr do sol. Durante o verão, também é utilizada por vendedores ambulantes de comida e funciona como uma espécie de galeria de arte. Ao final do calçadão, você já pode emendar uma visita ao Chelsea Market, com várias lojas e opções para o almoço, e depois passear pelo Meatpacking District.

(foto: Daniel Schwen/Wikipedia)
(foto: Daniel Schwen/Wikipedia)

Outra opção incrível é conhecer um pouco da riqueza cultural do Brooklyn, em especial pelas regiões de Dumbo e Williamsburg, enclave de hipsters e adeptos da chamada cultura independente. Aqui você poderá ver o outro lado de Nova York, com lojas de vinis, livrarias tradicionais, lojas de roupas fashions ou vintage... Isso sem contar com o visual de cair o queixo das famosas pontes do Brooklyn. A arquitetura baixa da região, com suas muitas casas geminadas (boa parte delas construída antes da Guerra Civil norte-americana) também chama a atenção. Se der sorte, ainda poderá presenciar algum show do mais legítimo blues americano.

(foto: Wikipedia Commons/Divulgação)
(foto: Wikipedia Commons/Divulgação)

Sem crise

Mesmo quem não domina o inglês,  não terá dificuldades para se deslocar. A facilidade de locomoção é outro trunfo de Nova York (a maioria das ruas segue sequência numérica, assim como as principais avenidas). Para melhorar, a ilha de Manhattan pode ser dividida basicamente em três seções: Downtown, Uptown e Midtown, cada uma delas com seus atrativos. Organize o roteiro por região.

(foto: Wikipedia Commons/Divulgação)
(foto: Wikipedia Commons/Divulgação)

Além disso, o metrô da cidade é o maior sistema de trânsito em massa do mundo, com 468 estações e 1.355 quilômetros de extensão, funcionando 24 horas. Outra opção são os famosos táxis amarelos. E não precisa nem temer ser enganado por um motorista mais ‘espertinho’: todos os carros são dotados de um mapa que mostra o trajeto em tempo real. Mas, para se conhecer boa parte da cidade, o melhor mesmo é caminhar. Entre uma atração e outra, o turista anda um bocado. Calce um bom tênis e vá descobrir os encantos de Nova York.

 

O verde que pulsa no centro

 

Nos dias de verão, moradores e visitantes da cidade aproveitam para curtir o Central Park(foto: Pixabay)
Nos dias de verão, moradores e visitantes da cidade aproveitam para curtir o Central Park (foto: Pixabay)


Presença marcante em centenas de filmes e nos principais shows da TV, o Central Park é um capítulo à parte para quem visita Nova York. Na verdade, um capítulo só seria pouco. O ideal seriam vários episódios... Afinal, há muito que se apreciar nos seus 843 acres (o equivalente a cerca de 480 campos de futebol).

Parque urbano mais visitado do mundo, com cerca de 30 milhões de turistas por ano, o Central Park é um dos lugares preferidos da cidade também dos ‘nativos’. E pensar que esse vínculo começou há mais de 160 anos! Projetado pelos arquitetos Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, o parque foi aberto ao público em 1858, quando a cidade crescia de forma rápida, com centenas de prédios sendo erguidos anualmente. A ideia era trazer um pouco de natureza e tranquilidade em meio aos arranha-céus. Podemos dizer que a missão foi concluída com louvor!

Mas o boom de popularidade do Central Park só veio mesmo a partir da década de 1960, quando passou a sediar festivais e eventos culturais, se estabelecendo como um dos grandes símbolos da cidade. Hoje, durante o verão, os nova-iorquinos se esbaldam pelos gramados do parque, mas ele vai muito além de ser um espaço para quem quer tomar sol. Há dezenas de outros atrativos.

Um deles é o zoológico, onde a criançada se diverte observando pinguins, leões e ursos-polares e tendo contato direto com cabras e ovelhas. Outra é o Belvedere Castle, castelo construído ainda no século 19, com toda sua beleza e imponência. Para os fãs da música — e em especial dos Beatles —, imperdível é o memorial em homenagem a John Lennon, chamado de Strawberry Fields. Instalado no setor do parque que o músico costumava frequentar, hoje recebe bandas alternativas e artistas de rua.

Mas tem muito mais. Outras atrações que não podem faltar em sua visita são as maravilhosas fontes Bethesda e Burnett, os Jardins de Shakespeare, o Obelisco, a Agulha de Cleópatra e o monumento Alice no País das Maravilhas. Como é muita coisa para se ver — e muito chão para andar —, o ideal é fazer um tour de bike. Há várias empresas que cobram por volta de US$ 15 pelo aluguel de uma hora. Mas, atenção: se você, assim como eu, for ‘desprovido de altura’, tome muito cuidado com a regulagem do banco da bicicleta. Do contrário, o passeio pode se tornar quase um calvário.

Para quem não gosta de ficar ‘apenas’ contemplando, também não faltam atrativos. Além dos espaços de recreação e arte, atividades para crianças e tours ecológicos (215 espécies de pássaros catalogados), também há espaço para a prática de muitas modalidades esportivas: beisebol, basquete, patins, skate, escalada, barcos a remo, críquete. Se você é do grupo dos que perderam o fôlego só de pensar, não se preocupe. Alugue um barquinho de controle remoto (US$ 25 por 30 minutos) ou pratique ioga às margens de um dos lagos do parque. Seu corpo e sua mente agradecerão. 

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