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Correio Braziliense NORDESTE

50 tons de Recife

Praias em diferentes tons de azul, um coqueiral verde que balança ao sabor da brisa marinha e o colorido alegre das sombrinhas do frevo. A cidade guarda com orgulho a sua cultura e a beleza natural


postado em 05/12/2018 17:00 / atualizado em 05/12/2018 11:36

Orgulho de ser pernambucano (foto: Bruno Lima/Mtur)
Orgulho de ser pernambucano (foto: Bruno Lima/Mtur)


Se fosse possível escolher uma cor para denominar o Recife, seria impossível. A cidade, por si só, representa uma paleta de imensuráveis tons. O azul das praias de Boa Viagem, Calhetas e da Reserva do Paiva, rodeadas pelo verde dos coqueiros e as diferentes variações do bege das areias, fazem desse lugar a capital para estar em paz. O contraste fica por conta da profusão de altíssimos prédios que margeiam a via litorânea.

A capital pernambucana do nordeste brasileiro é porta aberta para uma cultura rica, preservada com carinho, e uma história de conquistas que despertam a curiosidade e o interesse do visitante. O povo acolhedor exibe com orgulho os pontos turísticos. O Recife é sempre um convite para conhecer os inúmeros atrativos.

Dona de uma grande extensão do litoral pernambucano, a praia de Calhetas fica no município do Cabo de Santo Agostinho. Ao chegar, o turista descobre seu formato de coração, emoldurado pelos coqueiros que deixam suas sombras pertinho do mar. Passear pelas areias de Calhetas é estimulante, mas um banho na água morna e cristalina dá tranquilidade e relaxa. Para tirar o sal do corpo, os restaurantes da orla oferecem duchas, além dos quitutes. No mesmo local, barraquinhas vendem artesanato.

Cinco pontes

(foto: Bruno Lima/Mtur)
(foto: Bruno Lima/Mtur)

 

A bordo de um catamarã, nas águas do Rio Capibaribe, que corta a cidade, passa por três ilhas ( Santo Antônio, Recife Antigo e Boa Vista) e sob cinco pontes que dão um charme diferente e fazem com que Recife seja conhecida como a Veneza brasileira, é possível conhecer os principais pontos turísticos do centro. O trajeto é tranquilo e agradável e passa pelo Parque das Esculturas do artista plástico Francisco Brennand, a Praça do Marco Zero, o Paço da Alfândega, o Ginásio Pernambucano, a Assembleia Legislativa, o Teatro de Santa Isabel e o casario da Rua da Aurora.

À beira do Cais do Porto, no ponto onde nasceu a cidade do Recife, está o Marco Zero. O piso, uma pintura assinada pelo artista, exibe a Rosa dos Ventos e uma placa em metal que mostra as coordenadas geográficas do estado. De longe é possível avistar a enorme escultura de Francisco Brennand, no Parque das esculturas. É arte por toda a parte. O centro histórico foi recuperado, o antigo casario é guardado por um calçadão, onde diversos bares e restaurantes costumam reunir moradores e turistas.

A poucos metros está o Museu Cais do Sertão, visita imperdível para quem quer aprender sobre a saga dos sertanejos. É possível assistir ao documentário Um dia no sertão, com 16 minutos de duração, apresentado em um telão de 180 graus. São relatos emocionantes dos nascidos da região, mostrando os traços fortes e o cotidiano do homem da terra e o desenvolvimento dos moradores do município de Serra Talhada. A praça do Marco Zero é palco das grandes festividades da cidade durante todo o ano, mas é no carnaval que ela quase desaparece no meio da multidão, ao som das antigas marchinhas e do frevo. Quase é possível sentir toda a energia dos foliões dançando e pulando.


Ritmo contagiante O nome original da dança de rua era %u201Cfervo%u201D. Com o tempo, a pronúncia popular adaptou a palavra, que tem o mesmo significado: frever, ferver, rebuliço, agitação


E por falar em frevo, nada é mais representativo da cidade quanto o ritmo quente e alegre que embala e contagia não só no período carnavalesco. Ele bate nos corações pernambucanos e, como não?, nos brasileiros. Instalado no Bairro do Recife, fica o Paço do Frevo, espaço que guarda a história sobre o movimento. O Paço é considerado uma escola, com formação nas áreas da dança e da música que envolvem o ritmo. A dança é uma junção da luta de capoeira, usada como arma de defesa entre os escravos recém-libertos durante a Revolução Pernambucana. Os gestos do frevo simulam resistência, de forma camuflada, herdados dos capoeiristas. Esses, utilizavam armas, como porretes e cabos de guarda-chuvas velhos para se defenderem de grupos rivais. O acessório virou ornamentação na dança atual.

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

*Viagem a convite do Hotel Sheraton Reserva do Paiva

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