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Correio Braziliense FLORENÇA

Sob o céu da Toscana, encante-se pela arte

Caminhar pelas ruas de Florença é viver uma deliciosa aula de história a cada passo. Além dos museus, o visitante encontra arte nas ruas e nas praças


postado em 16/02/2019 10:00 / atualizado em 13/02/2019 12:31

(foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/8/06)
(foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/8/06)


Florença ou Firenze não é aconselhável para apressados, para aqueles turistas estressados, que querem ver tudo num só dia, que têm um olho numa obra-prima da Renascença, outro no relógio. Pessoas que não sabem relaxar, que madrugam, que querem aproveitar o máximo no menor tempo possível, porque estão viajando em euros e não querem perder nada.

Visitar Florença significa entrega. É dedicar todo o tempo ao prazer da contemplação. É sentir o cheiro de cravo, de orvalho e grama nas manhãs ensolaradas da região da Toscana. E andar pelas ruas com o objetivo de estar descompromissado com a vida. É parar para olhar as obras de artes, rir dos comentários dos turistas, se admirar com os sorrisos das crianças e se permitir tomar um sorvete no final do dia. Isso sim, é o modo correto de conhecer Florença.

No Palácio Vecchio, a escultura de Davi, de Michelangelo(foto: Luiz Fernando Campos/Estado de Minas)
No Palácio Vecchio, a escultura de Davi, de Michelangelo (foto: Luiz Fernando Campos/Estado de Minas)

Caminhar pelas ruas de Florença é ter uma deliciosa aula de história a cada passo. A gente tropeça em arte em cada beco, em cada rua, em cada praça. Conhecida como berço do Renascimento italiano, traz em cada esquina e em praticamente todos os museus contribuições de nomes lendários como, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Dante Alighieri e Nicolau Maquiavel. Um dos grandes prazeres é caminhar pela beira do Rio Arno, olhar suas águas revoltas, cruzar suas pontes, tomar um capuccino excelente perto da Ponte Vecchio, retomar o passeio, atravessar a Ponte Santa Trinità, projeto de Michelangelo, bombardeada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Uma observação: para reconstruir a ponte, os florentinos aplicaram a técnica, o material e instrumentos iguais aos usados há 500 anos. São esses detalhes que fazem com que os turistas se apaixonem por Florença e pelo espírito florentino.

(foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/8/06)
(foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/8/06)


A melhor época para ir a Florença é no inverno europeu. Você pode visitar museus, galerias e igrejas tranquilamente, sem enfrentar muitas horas de fila. Na primavera, essa espera pode chegar a cinco, seis horas, se você quiser conhecer as obras-primas da Galeria Uffizi ou visitar a Galleria dell’Accademia, onde, além do David, estão as esculturas de Michelangelo que mais me impressionam: os Quatro Prisioneiros, escravos fazendo esforço para se libertar do mármore em estado bruto.

Se a Praça Della Signora e os vários museus de Florença exprimem a efervescência artística de séculos atrás, é na Ponte Vecchio que você entra de fato nos ares dessa cidade italiana. Um de seus cartões-postais, a adorável ponte tem uma construção diferente. É cheia de lojinhas coloridas e tem uma linda vista das margens do Rio Arno, que corta a cidade.

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