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Correio Braziliense AQUI PERTO

À margem do Velho Chico, um complexo ecológico de tirar o fôlego

Vale do Peruaçu tem dezenas de cavernas catalogadas e evidências humanas que datam de cerca de 12 mil anos. O rio São Francisco emoldura a cidade


postado em 23/03/2019 10:00 / atualizado em 23/03/2019 10:01

(foto: Wikimedia Commons/Divulgação)
(foto: Wikimedia Commons/Divulgação)


Itacarambi, a pouco mais de 600km de Brasília pela BR-251, reserva um complexo ecológico e histórico de tirar o fôlego. Para começar, a imensidão do rio São Francisco transcreve, de forma singela e grandiosa, a paisagem local. O rio é o sustento de diversas famílias que sobrevivem com o pescado. No Centro da cidade, existe até uma arquibancada para apreciar e admirar a imponência do rio. Com certeza, os moradores dão valor a esse patrimônio hídrico brasileiro, com todas as suas curvas, lendas e fluidez. O jovem município foi povoado justamente pela localidade do rio. Itacarambi respira e enaltece a sua riqueza natural. O turismo, em decorrência da exuberância do rio, promove aos visitantes uma imersão de cultura e visuais impressionantes.

Além do Velho Chico, Itacarambi faz parte de uma importante reserva ecológica de relevância mundial: o Vale do Peruaçu. O parque abriga uma biodiversidade de animais e plantas que merece atenção, com destaque para várias aves e outros animais raros e ameaçados de extinção. O Vale tem cerca de 140 mil hectares, está situado na margem direita do São Francisco e conta com grutas e cavernas. Destaque para a Gruta Olhos D’água, considerada uma das maiores do Brasil, atraindo o interesse de visitantes, estudiosos e pesquisadores de todo o país.

Gruta do Janelão é o principal atrativo do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu(foto: Alan Calux/Wikipedia)
Gruta do Janelão é o principal atrativo do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (foto: Alan Calux/Wikipedia)

Um dos motivos desse encanto são os vestígios arqueológicos encontrados no parque que englobam as cidades de Itacarambi, Januária e São João das Missões. Estudos indicam que a ocupação humana na região é de aproximadamente 12 mil anos. Tais indícios (restos alimentares, instrumentos, pinturas rupestres, fósseis) apontam que, desde aquela época, a fertilidade do rio São Francisco contribuiu para o assentamento das diferentes populações que ocuparam suas margens.

Dentro do parque, há um centro de apoio ao turista, uma lanchonete e escadas de madeira para facilitar o acesso aos atrativos do parque, como o cânion (vale cárstico), as cavernas e os sítios arqueológicos. A área do vale está na transição entre os biomas caatinga e cerrado, o que promove uma paisagem encantadora. Destacam-se na vegetação de transição a aroeira-do-sertão, a braúna, o pau-santo, o muriqui e o jatobá.

*Estagiário sob a supervisão do subeditor Carlos Altman

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