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Correio Braziliense

Encantos de Toronto, harmonioso casamento do verde e do concreto

Metrópole canadense, localizada à beira do Lago Ontário, mistura arranha-céus, casas de estilo vitoriano e espaços verdes. Constantemente comparada a Nova York e a Chicago, oferece o melhor dos dois mundos, com cena cultural rica, gastronomia diversificada, bairros boêmios e turismo de natureza


postado em 17/07/2019 04:08 / atualizado em 17/07/2019 11:27

 

(foto: Tourism Toronto/Divulgação)
(foto: Tourism Toronto/Divulgação)


Toronto — Da famosa e imponente CN Tower às ruelas cobertas por arte e cores vivas: cada canto de Toronto poderia estampar um cartão-postal. Maior centro financeiro do Canadá, à beira do Lago Ontário, mistura arranha-céus, casas de estilo vitoriano e espaços verdes. Constantemente comparada a Nova York e a Chicago, a metrópole oferece o melhor dos dois mundos, com cena cultural rica, gastronomia diversificada, bairros boêmios e turismo de natureza.

O centro de Toronto é um festival de contrastes. Abriga, por exemplo, um complexo secular: a Distillery District. No local, que ostenta uma estrutura aparente de tijolos e metal, funcionou a The Gooderham and Worts Distillery, maior produtora e exportadora de uísque do mundo entre os anos de 1877 e 1905. Hoje, a maioria dos 47 prédios do lugar dão espaço a bistrôs, cafés e restaurantes, além de lojas de bebidas e petiscos.

A 2,4 km dali — ou seis minutos de carro — fica a Yonge Dunda’s Square. Com traços modernistas, a avenida é repleta de letreiros e outdoors iluminados. Uma espécie de Times Square, com tamanho reduzido. Próximo à Distillery District, com o mesmo tempo de deslocamento, está a CN Tower, torre de transmissão de 553,33 metros, com um mirante que permite a vista de 360º da cidade.

A veia artística da metrópole divide-se entre museus, galerias e vielas. A Art Gallery of Ontario (AGO) narra a rica história canadense entre quadros e esculturas, além de receber instalações reconhecidas mundialmente. Os apaixonados por história natural não podem deixar de visitar o Royal Ontario Museum. Quem prefere a arte fincada nas ruas deve explorar a Graffiti Alley — espaço de 1 km com paredes cobertas por grafite de artistas de diversos países.

A lista de atrativos também reserva espaço para eventos esportivos. A hegemonia do hóquei no coração dos canadenses é indiscutível — em Toronto, o Hockey Hall of Fame conta a história da modalidade. Time oficial da cidade, o Toronto Maple Leafs joga, de outubro a abril, no primoroso ginásio multiuso Scotiabank Centre.

As quadras são a casa, ainda, do Toronto Raptors, que garimpou mais espaço para o basquete na predileção dos canadenses. De forma inédita, a equipe conquistou o título da NBA na última temporada. No dia da vitória histórica, 14 de junho, milhares pintaram as ruas de vermelho e fincaram suas bandeiras. Na manhã seguinte, as camisas do time estavam esgotadas nas principais lojas da metrópole.

Deslocamento


Com temperaturas em torno de 20ºC e brisas suaves, o verão é a melhor estação para desbravar a cidade. O calor, no entanto, dura pouco. Começa em junho e termina ao início de outubro. Quem optar por conhecer a metrópole no inverno canadense pode aproveitar o chamado Path — passagens subterrâneas que interligam prédios residenciais, restaurantes, atrações turísticas e pontos do transporte público.

Não há voos direto de Brasília para Toronto. Mas é possível viajar, por exemplo, de São Paulo à metrópole. A Air Canadá realiza o trajeto diariamente a partir do aeroporto de Guarulhos, às 20h30. A aeronave que faz o trecho — o Boeing 187-900 — dispõe das classes Executiva, Economy Plus e Econômica.

Ao aterrissar, a opção mais barata para a locomoção é o transporte público, que, em Toronto, é integrado por metrô, ônibus e bondinho. No sistema integrado, é preciso pagar apenas uma vez pelo trajeto. A tarifa é de CDA$ 3,25, para adultos, e CDA$ 2,20, para estudantes  — vale lembrar que um dólar canadense equivale a cerca de R$ 3. Crianças de até 12 anos e idosos não pagam. Para quem prefere andar de carro, Uber ou Lyft, as corridas pelo centro ficam em torno de CDA$ 7 e CDA$ 15.

 

 

 

Programe-se 

 

A seguir, cinco lugares imperdíveis em Toronto:


CN Tower

(foto: Tourism Toronto/Divulgação)
(foto: Tourism Toronto/Divulgação)

Principal cartão-postal de Toronto, a torre de transmissão mede 553,33 metros e recebe cerca de 2 milhões de visitantes ao ano. O Observation Deck, mirante que garante a vista panorâmica da cidade, fica a 346 metros do chão. Do alto, uma visão privilegiada dos arranha-céus — que, em determinados momentos, lembram os da Big Apple —, do Lago Ontário, da Scotiabank Arena, de algumas praias e da Union Station. Na plataforma, há um restaurante e um café, com mesas concorridas.

Descendo um lance de escadas, a 342 metros do térreo, os turistas divertem-se com um piso de vidro ultrarresistente com vista direta para o térreo. Uma placa indica que a estrutura é capaz de suportar o peso de elefantes, ursos polares e baleias orcas. Ainda assim, alguns visitantes preferem não se aventurar pisando na estrutura. Crianças, por outro lado, fazem a festa: são pulos e mais pulos para testá-la. A visita aos dois andares, intitulada Tower Experience, custa CAD$ 42,94, cerca de R$ 135.

O ingresso, que inclui a visita ao ponto mais alto da torre, custa um pouco mais caro: CAD$ 53 (R$ 152,52). O Skypod fica a 447 metros do chão. Por CAD$ 225 (R$ 647,48), os mais corajosos podem ousar andando amarrados à lateral da torre por cordas: trata-se do Edge Walk. Diversos famosos apostaram na experiência, como a atriz Ashley Greene. A aventura, entretanto, fica disponível apenas em dias ensolarados, por questões de segurança.


Art Gallery of Ontario

(foto: Ana Viriato/CB/D.A Press)
(foto: Ana Viriato/CB/D.A Press)

Na lista das principais galerias de arte da cidade, a AGO tem a fachada assinada por um dos maiores artistas locais, Frank Gehry. No acervo, quase 90 mil pinturas e esculturas narram com riqueza de detalhes a história canadense e do continente. Obras de artistas renomados, como Picasso e Rembrandt, também estão expostas nas paredes do local.

A Galeria de belas-artes costuma receber instalações temporárias. Neste ano, uma delas cativou o público de tal forma que se tornou permanente. Aclamada pela crítica, a sala de espelhos e bolinhas da artista japonesa Yayoi Kusama testa as sensações de proximidade e profundidade. Para mantê-la na AGO, os visitantes aderiram a um crowdfunding e, juntos, doaram CAD$ 3 milhões (R$ 8,6 milhões). Um painel eletrônico elenca o nome de cada um deles, do lado de fora na mostra, como forma de agradecimento.

Quatro pessoas podem visitar a sala por vez, e a experiência dura um minuto. Mas você pode repeti-la quantas vezes quiser, desde que retorne à fila. Não é permitida a entrada na sala com bolsas e mochilas.


Graffiti Alley

(foto: Ana Viriato/CB/D.A Press)
(foto: Ana Viriato/CB/D.A Press)

Um quilômetro de ruas cobertas por desenhos intrigantes e cores vivas: a Graffiti Alley mistura os traços iniciais da arte com obras dos principais artistas contemporâneos, como Uber 5000. Paralelas à Queen Street West, as ruelas tornaram-se uma atração turística em meados de 2010. Com as intervenções, as paredes narram histórias, fazem críticas sociais e políticas. Hoje, até mesmo grandes corporações emprestam o espaço externo para a arte de rua.

Para explorar a história dos rabiscos e as diferentes formas da arte, o Tour Guys oferece uma visita guiada. O passeio é gratuito, mas espera-se que os visitantes contribuam com uma gorjeta — a média é de CAD$ 10 (R$ 28,78).


Distillery District

(foto: Tourism Toronto/Divulgação)
(foto: Tourism Toronto/Divulgação)

Entre 1877 e 1905, a destilaria Gooderham e Worts, fundada no complexo, ficou no topo da lista de maiores produtoras de uísque do mundo. Na visita, guias explicam o sucesso com um dado curioso. O sabor era um diferencial, claro. Mas, àquela época, apenas os 100 mil moradores da região consumiam 1 milhão de galões da bebida por ano. A justificativa é mais intrigante ainda: os locais acreditavam que o uísque era uma espécie de remédio que os prevenia e os curava da varíola. Esta é apenas uma das histórias estampadas nas paredes da estrutura.

Ao total, a destilaria funcionou por 153 anos. A recessão econômica da década de 90, entretanto, pôs fim às atividades. A estrutura industrial permaneceu intacta e, há 10 anos, um grupo empresarial decidiu dar uma nova cara ao complexo. Entre os 47 prédios, restaurantes, bistrôs, cafés, lojas, galerias de arte. Nas horas vagas, a estrutura torna-se palco de grandes sucessos do cinema, como X-Men.

Gratuita, a visita ao Distrito é obrigatória. Uma dica é a degustação de cervejas, no Mill Street Tasting Bar. Os visitantes podem experimentar quatro dos 12 excêntricos sabores disponíveis. Quem prefere etílicos deve visitar a Spirit of York. Se o sakê tem a sua predileção, visite a Izumi. A entrada de carros no complexo é proibida. Lá, os visitantes locomovem-se a pé ou em segways.


Niagara Falls

(foto: Geoff Robins/AFP)
(foto: Geoff Robins/AFP)

A 120 quilômetros de Toronto, as majestosas cataratas do Niágara, uma das sete maravilhas naturais do mundo, atraem mais de 20 milhões de visitantes por ano. Recomenda-se a reserva de um dia para explorar o local, que se divide entre Canadá e Estados Unidos.

Do lado canadense, há um leque de opções para aproveitar o espetáculo da natureza. Entre elas, a Journey Behind the Falls. Com o passeio, o visitante consegue admirar a queda d’água pela parte de trás, em pedras que oferecem vistas panorâmicas. Há, também, a possibilidade de navegar nas águas em um barco com motor.

 



* A repórter viajou a convite da agência Turismo de Toronto

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