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Correio Braziliense

Chile, terra da diversidade, do gelo ao fogo

Temperaturas abaixo de zero atraem os viajantes para Chile. Há muitos locais para serem explorados, para todos os gostos e preços. Uma boa pesquisa ajuda a conjugar boa diversão sem estourar as finanças


postado em 31/07/2019 04:09 / atualizado em 31/07/2019 11:03

(foto: Fernando Jordão/CB/D.A Press - 12/10/18)
(foto: Fernando Jordão/CB/D.A Press - 12/10/18)


A temporada de férias está chegando ao fim, mas aqueles que ainda têm dias disponíveis para fazer uma viagem marcante pode encontrar no Chile um roteiro de tirar o fôlego. Opções para diversão não faltam, sobretudo para aqueles que gostam do frio — a temporada para esqui está a pleno vapor. Os brasilienses, por sinal, já podem comprar passagens para voos diretos ligando o Distrito Federal a Santiago, que começam em outubro. Vai acabar aquele negócio de fazer escala no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

A palavra tchilli vem da língua dos mapuches e significa “o lugar onde a terra termina”. Mas, para muitos que visitam o Chile, é justamente o contrário. Conhecer o país andino é o início de uma jornada de descobertas em meio a paisagens belas, nas altas altitudes, entre montanhas cobertas de neve. Com seus 4.300 quilômetros de comprimento e 175 quilômetros de largura, encravado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o Chile — coluna dorsal da América do Sul — é o nosso vizinho mais rico.

Ao longo desse estreito país encontra-se um destino encantador, de cenários únicos e temperaturas extremas com desejo de agradar ainda mais aos brasileiros. Segundo dados do Serviço Nacional de Turismo do Chile (Sernatur), cerca de 589 mil brasileiros viajaram para o país no ano passado, alta de 8,1% em relação a 2017. Esse número recorde motivou o governo chileno a investir pesado em estratégias de divulgação no Brasil.

O desejo para este ano é superar o bom resultado de 2018 e atrair mais de 600 turistas brasileiros. “Sempre vimos o Brasil como um dos mercados prioritários, mas estamos felizes com o crescente interesse do brasileiro, o que nos motivou a ampliar nosso investimento no país neste ano”, diz Andrea Wolleter, diretora do Sernatur.

E uma das frentes da campanha turística é convidar os brasileiros a encarar a neve no país vizinho. Com o inverno, nada melhor que iniciar uma jornada pelo topo da Cordilheira dos Andes. As maiores estações de esqui do país estão prontas para receber os milhares de turistas, principalmente brasileiros, loucos para conhecer a neve e se esbaldar nas paisagens geladas.

Destino nas alturas 

 

Já que é para encarar o frio no Hemisfério Sul, por que não no Chile? O país andino está logo ali. E se o turista levar em conta o preço, uma viagem para curtir a temporada de neve nas estações de esqui no Colorado, nos Estados Unidos, ou nos Alpes suíços sairá muito mais caro. Para quem vive na expectativa do seu primeiro contato com os flocos de gelo, ou até mesmo de um reencontro, já é hora de se programar e aproveitar o que há de melhor e mais exclusivo em termos de esqui e snowboard no país andino. Estações de neve no Chile anunciam datas e novidades para a temporada de inverno. Confira:


Portillo

(foto: Portillo/Divulgação)
(foto: Portillo/Divulgação)

Encravada no coração da Cordilheira dos Andes, Portillo é o centro de esqui mais antigo da América do Sul. Localizado a apenas três quilômetros de distância da fronteira com a Argentina e às margens da Laguna del Inca, foi construído no final dos anos 1940 pelo governo chileno para difundir o esporte. Portillo conta com quatro hotéis de diferentes categorias e tem como destaque uma piscina aquecida ao ar livre com vista para as belas montanhas andinas. A novidade para este ano é que, ao custo total de US$ 3,5 milhões, o Centro de Esqui de Portillo acrescentou 25 novas máquinas automáticas de fabricação de neve, que atenderão no total 10 hectares e nove pistas (na última temporada, os equipamentos cobriam apenas parte de três pistas). Isso deve assegurar as boas condições para o esqui do início ao fim da temporada. Melhorias foram feitas também no Hotel Portillo, o de mais alto padrão do local – os apartamentos familiares do 3º, 4º e 5º andares acabam de ser renovados e estão com nova decoração. Até 5 de outubro. Está a 150 quilômetros de Santiago.


Nevados de Chillán


O Centro de Esqui Nevados de Chillán é um dos mais completos do país. O local é conhecido mundialmente pela excelente qualidade de sua neve e particularmente pela beleza de seus arredores. Os destaques incluem fontes termais vulcânicas, grandes extensões de mata nativa e uma vista panorâmica de neve e montanhas. Tem área de esqui de 10 mil hectares, adequada para todos os tipos de esportes de inverno — além de esqui, snowmobile, randonnée, passeios de trenó e cross country são praticados por lá. São mais de 30 pistas, incluindo a Três Marias, a mais longa da América do Sul, com 13 quilômetros de extensão. A grande novidade de lá para este ano é a reabertura do Grand Hotel Termas de Chillán, empreendimento de alto luxo, que, no ano passado, passou por uma longa reforma em todos os seus ambientes e que foram totalmente repaginados. Até 30 de setembro. Está a 180 quilômetros de Concepión.


Antillanca


Não bastasse ser uma das principais estações de esqui do sul do Chile, Antillanca fica localizado na encosta de um dos mais belos vulcões chilenos: o Casablanca, no meio do Parque Nacional Puyehue. O Centro de Esqui de Antillanca tem como destaque a possibilidade da prática do esporte de inverno fora das pistas tradicionais — a geografia do vulcão permite que esquiadores experientes descubram locais com bons declives para descidas extremas, em uma área conhecida como uma das mais radicais do país para snowboard. Bom também para famílias, o centro turístico de Antillanca propõe atividades de ecoturismo e de aventura, como escaladas, passeios por grutas vulcânicas e trekking pela floresta de araucárias do Sul do Chile, onde as árvores, enfeitadas pela neve durante o inverno, formam um belo cenário para fotos. Até 15 de outubro. Dsitante 98 quilômetros de Osorno.


Valle Nevado

(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)

Queridinho dos brasileiros, o Valle Nevado é uma das estações mais badaladas do Chile. Só para se ter uma ideia, na temporada do ano passado, 15% de todos os visitantes eram do Brasil (cerca de 45 mil). Reconhecida como a maior estação de esqui do Hemisfério Sul, o complexo andino oferece mais de 40 pistas de esqui e snowboard para diferentes níveis de esquiadores. Para quem nunca subiu em um esqui, a escola de neve do resort está apta a receber e ensinar crianças, adultos e portadores de necessidades especiais. Além de oferecer caminhadas com raquetes de neve e aulas de randonnée, espécie de marcha na neve, com instrutores qualificados e bilíngues. Já para os mais aventureiros, o Valle Nevado conta ainda com o The Gap Snowpark, uma área especialmente desenvolvida para a realização de manobras sobre a prancha de snow e o serviço de Heliski, que permite o acesso a lugares ainda inexplorados — neve ainda virgem — com o auxílio de helicóptero. Até 27 de setembro. Fica a cerca de 70 quilômetros de Santiago.


Corralco

(foto: Corralco/Divulgação)
(foto: Corralco/Divulgação)

Dentro da Reserva Nacional Malalcahuellos e no meio de uma densa floresta de araucárias de mais de mil anos fica o Centro de Esqui de Corralco, a 2,3 mil metros de altitude e na encosta do vulcão Lonquimay. Com 31 pistas, o ponto alto de lá é a qualidade da neve (considerada uma das melhores para esquiadores experientes) e a exclusividade: o local conta com pistas menos cheias, o que possibilita uma melhor experiência para aqueles que querem ter mais tranquilidade durante a prática do esporte. Para a temporada deste ano, a estação anunciou que estreará seu sétimo teleférico, ao lado do elevador Cornice, que, atualmente, leva os visitantes de sua base ao meio da montanha. Além de ampliar a capacidade da estação para 800 esquiadores por hora e tornar mais rápido o transporte dos esportistas, o novo equipamento se destaca por funcionar mesmo em dias em que as condições de vento e neve sejam desfavoráveis, o que poderia forçar o fechamento do Cornice — ou seja, permitirá que as pistas de neve continuem abertas ao público. Até 13 de outubro. Distante cerca de 130 quilômetros de Temuco.

 

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