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Correio Braziliense FLORIANÓPOLIS

Longe das 100 praias

Conhecida pelo litoral exuberante, a capital catarinense guarda preciosidades que fazem o turista esquecer o mar e mergulhar na cultura, na gastronomia e na história da cidade e seus recantos


postado em 21/08/2019 16:10 / atualizado em 21/08/2019 20:36

Longe do litoral, cartão-postal tradicional da cidade, um roteiro de preciosidades(foto: Caio Vilela/MTur)
Longe do litoral, cartão-postal tradicional da cidade, um roteiro de preciosidades (foto: Caio Vilela/MTur)


Mar e areia cintilantes dominam os roteiros tradicionais do turismo em Florianópolis, onde estão registradas 100 praias, mas há quem se aventure a transgredir a ordem e partilhar o tempo da viagem com outros prazeres. Recantos da cultura, da gastronomia e das raízes históricas do povo da capital, conhecida como Ilha da Magia, e do estado de ares europeus merecem ser incluídos e apreciados em seus caros detalhes num raio de apenas 200 quilômetros a partir de Floripa.

Há uma rota interessante e rica de localidades em Blumenau, muitas vezes desprezada por desconhecimento pelos turistas. Esse roteiro oferece surpreendentes belezas, como os bairros Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa, ainda em chão florianopolitano, as cidades de São João Batista, Nova Trento, Blumenau e Pomerode. Não importa a forma de chegar, e são muitas: por aluguel de carro para trafegar em estradas bem sinalizadas, pelos aplicativos de transporte ou por serviço de agências de turismo. A ordem das visitas também pouco importa, com a facilidade de organizar os pontos próximos se o tempo da viagem exigir um pouco mais de rapidez.


Sem qualquer remorso por nem sequer molhar os pés nas águas do Bairro Ribeirão da Ilha, o passeio pelo vilarejo açoriano revela seus encantos. Ali surgiu e se desenvolveu o principal polo de cultivo de ostras no estado, que alimenta a sofisticada culinária local.

A vila nasceu nos primeiros anos da capitania, com a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Lapa por Manoel de Vargas Rodrigues, em 1763. Os escravos usaram pedra, cal e azeite de baleia na construção, que se estendeu até 1806. A data está lá estampada na parede da bela igreja, abaixo do teto. Sob o céu de intenso azul, hoje, as linhas do templo que sucedeu à antiga capela se impõem valorizadas, depois de terem passado por reconstrução nos anos 1950.


Casarões adornados pelos famosos azulejos portugueses abrigam restaurantes com deques que avançam sobre o mar, seus cardápios baseados em ostras, mariscos, peixes e camarões. O visitante pode escolher as casas mais aconchegantes, que oferecem o sabor da comida caseira na companhia da cachaça produzida na vila. Atração especial é o artesanato local da costura, arte bastante conhecida dos mineiros, e das rendas de bilro, técnica inspirada na cultura açoriana.

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