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Correio Braziliense

Dança das luzes e cores

Como o espetáculo de luzes, a graça da deusa Aurora e seu filho Bóreas, da mitologia romana, descendem dos céus e afagam os olhos que assistem às cores dançantes


postado em 04/09/2019 04:08 / atualizado em 05/09/2019 10:31

(foto: Asko Kuittinen/Visit Finland)
(foto: Asko Kuittinen/Visit Finland)


O esplendor das coloridas luzes dançantes nos gélidos céus polares é um fenômeno de pura energia! Poética, literalmente. Os céus iluminam-se com raios policromáticos, originados naturalmente quando os ventos solares, carregados de radiação, chocam-se com as partículas de oxigênio e nitrogênio, presentes na atmosfera terrestre. Essa maravilha visual ocorre nos dois polos da Terra. Ao Norte, o astrônomo Galileu Galilei nomeou o fenômeno como aurora boreal, em homenagem à deusa romana do amanhecer Aurora (Eos, na mitologia grega) e seu filho Bóreas, deus dos ventos nórdicos. Ao Sul, o mesmo fenômeno recebe o nome de aurora austral.

Países são mirantes

Em setembro, é dada a largada à caça da aurora boreal na região ártica. Um dos locais de melhor visualização do evento é na Lapônia, a famosa “Terra do Papai Noel”, que fica no Círculo Polar Ártico, uma região que abrange o território de quatro países, Finlândia, Noruega, Rússia e Suécia. A figura do bom velhinho, as temperaturas baixíssimas e a possibilidade de assistir a um dos fenômenos mais famosos e inspiradores formam uma receita certeira para escolher a Finlândia como destino de viagem.

Durante o período que separa os equinócios de setembro e março, o turismo na região é incrementado. É a temporada de ocorrência das luzes boreais. E também, mais ao final do ano, uma multidão deseja conhecer o habitat do barbudo simpático. “Na Lapônia, a província mais setentrional da Finlândia, onde mora Papai Noel, o período mais agitado é de dezembro até maio, quando há neve e possibilidade de observar aurora boreal. No Sul do país, o período mais frequentado é o verão de junho até agosto”, explica o embaixador da Finlândia no Brasil, Jouko Leinonen.
(foto: Markus Kiili/Visit Finland)
(foto: Markus Kiili/Visit Finland)

A natureza encantadora e hostil, a rica cultura do povo lapão, grupo étnico que constitui o maior de origem indígena europeu são um chamariz. “Além de Lapônia, onde se encontra nosso povo indígena, o povo Sámi (lapão), temos por exemplo a região das lagoas limpas, ao leste do país. São 188 mil lagoas, recorde no mundo. A Finlândia é muito grande na escala europeia, nosso país é do tamanho da Alemanha. Entretanto, só temos 5,5 milhões de habitantes”, afirma o embaixador.

“Além das belezas naturais, a Finlândia oferece muitas cidades históricas, numerosos museus, teatros e salas de concertos, especialmente durante os meses de maio até setembro, quando ocorrem milhares de eventos de cultura, música e teatro, no país inteiro. Mesmo com a população pequena, temos uma culinária nórdica de renome internacional e que usa muitos ingredientes locais. Eu indico provar, por exemplo, a carne da rena! Uma viagem ao país se destaca nos rankings mundiais, com certeza, por ser muito inspiradora para os brasileiros. Somos um pequeno país entre Ocidente e Oriente, então temos influências das duas direções”, indica Leinonen.

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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