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Correio Braziliense

Colina da primavera

A definição do nome da capital israelense mostra que a cidade tem clima leve, muitas cores, vários caminhos que levam a reflexões sobre a vida, a renovação, os destinos dos visitantes e o desenvolvimento espiritual


postado em 02/10/2019 04:17 / atualizado em 02/10/2019 11:52

 

(foto: Ziva & Amir/Flickr)
(foto: Ziva & Amir/Flickr)




Com pouco mais de 100 anos, a cosmopolita Tel-Aviv ostenta modernidade de sobra, noite movimentada, vida cultural intensa (o Museu da Diáspora deve ser visitado) e juventude explodindo de energia: para o visitante se situar, vale saber que a maioria da população da capital está na faixa de 35 a 37 anos, e há muitas empresas do setor de alta tecnologia. A capital israelense tem a maior parada gay do Oriente Médio, o que nem surpreende tal o número de bandeiras com as cores do arco-íris nas janelas e portas de apartamento e lojas.
(foto: Visitisrael/Divulgação)
(foto: Visitisrael/Divulgação)

Atente para os prédios no estilo Bauhaus, vanguarda alemã da arquitetura, que ganharam reconhecimento como patrimônio da humanidade. A grande concentração dos edifícios na Cidade Branca decorreu da perseguição dos nazistas aos judeus, obrigando arquitetos europeus a baterem em retirada na década de 1930. Nas andanças pela cidade, entre visitas a museus e curtição nos restaurantes, é um dever passear no Mercado Carmel, quase um túnel no tempo pela profusão de mercadorias, temperos aromáticos, produtos típicos, lembrancinhas para os amigos e familiares (pechinchar é preciso!), música ritmada e todos os idiomas se entrelaçando no ar.
(foto: Visitisrael/Divulgação)
(foto: Visitisrael/Divulgação)
 
O dinheiro local é o shekel, mas os comerciantes, em todo o país, aceitam tranquilamente o dólar. Compra-se até tâmaras nas barraquinhas. Uma boa dica: para facilitar a vida dos brasileiros, há voos diretos da Latam para Tel-Aviv saindo de Guarulhos (SP).


Contraste 

 

(foto: Visitisrael/Divulgação)
(foto: Visitisrael/Divulgação)
 
Bem perto da modernidade da capital israelense, e num contraste espetacular com a diversidade, fica a antiga Jaffa, com cerca de 3 mil anos, que se tornou bairro da capital e esbanja charme. Jaffa é a cidade-porto bíblica de Joppa e teria sido fundada por Jafé, filho de Noé. Com ruelas de pedra e arcos talhados para dar boas-vindas, o lugar tem muitas lojinhas, ateliês de artistas e vista magnífica. No alto da Igreja de São Pedro, num trecho ornamentado por jardins, o visitante desfruta da visão do Mediterrâneo. Sempre é bom ficar esperto e olhar bem onde pisa, pois as pedras são lisas demais e o visitante, num vacilo, pode cair. Portanto, vale um tênis de boa aderência, nada de mocassins e sapatos derrapantes.
(foto: Visitisrael/Divulgação)
(foto: Visitisrael/Divulgação)

Na volta para o hotel, caminhe pela praia ou calçadão. São alguns quarteirões que merecem o esforço, mesmo se a perna cansar. Há muito ainda para conhecer — e tudo vale a pena, se a alma não é pequena, já dizia o poeta. Os israelenses acreditam que “Tel-Aviv é leve, Jerusalém tem um clima mais forte”. Forte como a intensidade dos acontecimentos milenares e mantenho a certeza de que, neste lado do mundo, todos os caminhos conduzem a Jerusalém, independentemente da fé. Quem guia, mesmo, é o coração.




Fica a dica


 

  • Israel é um país que prima pela segurança, o que fica evidente tanto na entrada como na saída do país. É possível que o (a) funcionário (a) do controle de passaporte no aeroporto faça a você muitas perguntas. Portanto, tenha em mãos dados sobre o hotel e outros documentos que o identifiquem como turista

  • Se um receptivo foi contratado para  esperar você no aeroporto e não apareceu, mantenha a calma. É que eles costumam segurar várias placas de identificação com nomes e, na hora H, o de algum visitante fica encoberto

  • Mesmo com tantos conflitos, o país é seguro para o turista. Nos lugares de maior visitação, como museus e o Muro das Lamentações, entre tantos outros, a pessoa vai passar por equipamentos de raios X e ser revistada. Mantenha a calma

  • Na viagem a Israel e à Palestina, há muitas igrejas, mesquitas e sinagogas no roteiro. Em muitos locais, as mulheres não podem entrar com os ombros de fora ou sem cobrir a cabeça, muito menos de saia curta. Para não perder o passeio, vista-se adequadamente e leve uma echarpe na bolsa. Já os homens devem usar o quipá dos judeus, mas muitos lugares emprestam peças até de papel para proteger a cabeça

  • Há muitas ruas de pedra na Terra Santa, algumas de piso escorregadio. Nada, portanto, de sapatos com a sola lisa que facilite uma queda

  • No verão, o sol é escaldante, com temperatura acima dos 35 graus, ultrapassando os 40. Vale o velho conselho: hidratação, filtro solar e roupas leves o tempo todo

  • Todo mundo tem vontade de conhecer o Mar Morto. Mas não vá com muita sede ao pote. Usar sandália (tipo Havaianas) até perto da água se torna fundamental, pois a beirada é (muito) quente. Cuidado também para a água do mar não entrar nos olhos, pois uma gotinha provoca desconforto. O jeito, então, é correr (de sandália) para os chuveirões e esperar passar o ardor.



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