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Correio Braziliense

Mais leve que o mar


postado em 04/10/2019 10:00 / atualizado em 02/10/2019 12:24

 

(foto: Cecilia Pinto Coelho/Esp. CB/D.A Press - 4/2/08)
(foto: Cecilia Pinto Coelho/Esp. CB/D.A Press - 4/2/08)


O destino agora nesse “caminho das águas” é o Mar Morto, famoso por ser o ponto mais profundo na superfície terrestre, pelos cosméticos que dizem ser milagrosos e por um detalhe divertido: ninguém afunda na água, tal a concentração de sal. É impressionante ver gente de todas as idades flutuando, sem boia, batendo papo ou até lendo jornal. Essa foto, por sinal, é clássica.

A dica para não passar aperto é deixar os calçados bem perto da água, para não queimar os pés — o solo tipo argiloso parece fogo queimando a sola. Outro cuidado é não deixar uma gota sequer de água cair nos olhos, pois vai arder demais. Há chuveirões de água-doce espalhados pela praia, e, em caso de aperto, corra (com os chinelos) e tome um banho. Guardas vidas de prontidão ficam de sentinela orientando, até em português, para ninguém boiar com a barriga para baixo.
(foto: Thomas Coex/AFP)
(foto: Thomas Coex/AFP)

Quem visita o Mar Morto não pode deixar de ir a Massada, uma antiga fortaleza construída por Herodes. Há um teleférico até lá, num trajeto de poucos minutos. A vista é deslumbrante, apesar da aridez da região — estamos em pleno deserto da Judeia —, mas, com a história, se torna mais fascinante. Durante o Império Romano, os poucos judeus sobreviventes da revolta contra os romanos, no ano 70 a.C., surpreenderam na última luta. Os zelotas ou zelotes foram sitiados por três anos pelos romanos e, percebendo que era impossível resistir mais, os defensores se suicidaram, preferindo morrer como homens livres do que escravizados. A história virou filme, e vestígios desse episódio estão no Museu de Israel, em Jerusalém.
(foto: Wikimedia/Reprodução)
(foto: Wikimedia/Reprodução)

A região guarda preciosidade: as cavernas de Qumran, verdadeira revolução na arqueologia bíblica. No local, ocorreu uma das descobertas mais impactantes do século 20. Em 1947, dois pastores beduínos, procurando uma cabra perdida, acharam acidentalmente centenas de textos antigos, que passaram à história como Os manuscritos do Mar Morto e ficaram “em silêncio” por quase 2 mil anos.

Para resumir, trata-se de uma coleção de centenas de textos e fragmentos compilados por uma doutrina de judeus conhecida como essênios — viveram em Qumran do século 2 a.C. até aproximadamente 70. Atualmente, os rolos de couro, papiro e cobre estão guardados no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém, e continuam sendo estudados e decifrados.  

 

 

Mais leve que o mar  

(foto: Ministerio do Turismo de Israel/Divulgacao)
(foto: Ministerio do Turismo de Israel/Divulgacao)

O destino agora nesse “caminho das águas” é o Mar Morto, famoso por ser o ponto mais profundo na superfície terrestre, pelos cosméticos que dizem ser milagrosos e por um detalhe divertido: ninguém afunda na água, tal a concentração de sal. É impressionante ver gente de todas as idades flutuando, sem boia, batendo papo ou até lendo jornal. Essa foto, por sinal, é clássica.

A dica para não passar aperto é deixar os calçados bem perto da água, para não queimar os pés — o solo tipo argiloso parece fogo queimando a sola. Outro cuidado é não deixar uma gota sequer de água cair nos olhos, pois vai arder demais. Há chuveirões de água-doce espalhados pela praia, e, em caso de aperto, corra (com os chinelos) e tome um banho. Guardas vidas de prontidão ficam de sentinela orientando, até em português, para ninguém boiar com a barriga para baixo.
(foto: Baz Ratner/Reuters)
(foto: Baz Ratner/Reuters)

Quem visita o Mar Morto não pode deixar de ir a Massada, uma antiga fortaleza construída por Herodes. Há um teleférico até lá, num trajeto de poucos minutos. A vista é deslumbrante, apesar da aridez da região — estamos em pleno deserto da Judeia —, mas, com a história, se torna mais fascinante. Durante o Império Romano, os poucos judeus sobreviventes da revolta contra os romanos, no ano 70 a.C., surpreenderam na última luta. Os zelotas ou zelotes foram sitiados por três anos pelos romanos e, percebendo que era impossível resistir mais, os defensores se suicidaram, preferindo morrer como homens livres do que escravizados. A história virou filme, e vestígios desse episódio estão no Museu de Israel, em Jerusalém.

A região guarda preciosidade: as cavernas de Qumran, verdadeira revolução na arqueologia bíblica. No local, ocorreu uma das descobertas mais impactantes do século 20. Em 1947, dois pastores beduínos, procurando uma cabra perdida, acharam acidentalmente centenas de textos antigos, que passaram à história como Os manuscritos do Mar Morto e ficaram “em silêncio” por quase 2 mil anos.
(foto: Hazem Bader/AFP)
(foto: Hazem Bader/AFP)

Para resumir, trata-se de uma coleção de centenas de textos e fragmentos compilados por uma doutrina de judeus conhecida como essênios — viveram em Qumran do século 2 a.C. até aproximadamente 70. Atualmente, os rolos de couro, papiro e cobre estão guardados no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém, e continuam sendo estudados e decifrados.  

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