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Correio Braziliense

Cruzeiros são boa opção de férias para turistas da terceira idade

A terceira idade busca alternativas mais cômodas, com menos burocracia para conhecer o mundo. Cruzeiros são opções que unem boa hospedagem, belos roteiros e a tranquilidade de viajar no hotel


postado em 13/11/2019 04:08 / atualizado em 13/11/2019 13:22

(foto: Needpix.com/Reprodução)
(foto: Needpix.com/Reprodução)
“Para o ignorante, a velhice é o inverno;
para o instruído, é a estação da colheita”


Provérbio judaico

Avançar pelo mundo com a certeza de que o mais belo e mais surpreendente é poder desfrutar o agora. Saborear novos ares, encantar-se com descobertas nada tardias, pois sempre há tempo para inaugurar conhecimentos e partilhar vida. Ser um eterno aprendiz é a chama motriz de muitos idosos que fazem das viagens uma oportunidade única de sentir a vivacidade e o sangue vibrando nas veias.

Há 15 anos operando viagens destinadas ao público da terceira idade, a Bancorbrás já atendeu mais de 3 mil clientes em excursões nacionais e internacionais. Os pacotes aéreos e térreos são velhos conhecidos dos viajantes, entretanto, há três anos, a agência ampliou sua oferta incluindo roteiros náuticos. Nesse período, cerca de 350 idosos embarcaram em grupo para curtir águas europeias.

Detalhe por detalhe

 

(foto: Jim G/Flickr/Reprodução)
(foto: Jim G/Flickr/Reprodução)
 


A preocupação e o cuidado iniciam desde a fase de planejamento dos roteiros e se estendem até o regresso do turista. “As viagens são planejadas com pelo menos seis meses de antecedência. Todos os destinos são inspecionados para ver as condições de acessibilidade, como, por exemplo, no restaurante, as mesas e os banheiros ficam no mesmo andar. As condições de clima também interferem diretamente na escolha do local e da época”, explica Junior.

A troca de informação entre cliente e agência é essencial, o excursionista é colocado a par de tudo. “Duas semanas antes da viagem, nós nos reunimos com o grupo e explicamos todas as peculiaridades do destino. Também pedimos que preparem os medicamentos e uma receita com o nome científico do remédio, não o nome popular, caso haja a necessidade de comprar em outro país. O cliente também deve contar suas limitações, suas restrições alimentares, para que possamos atendê-lo da melhor forma possível”, diz o diretor.



É importante que o idoso se sinta acolhido e cuidado, mas o constante acompanhamento de profissionais durante a viagem é fundamental. “Além dos guias locais que são contratados, uma equipe da agência os acompanham desde o embarque e sempre há alguém disponível para se deslocar junto a um hospital, em caso de necessidade. A gente não abre mão do seguro e da assistência de viagem”, afirma Junior.

Viajar aquece o coração


As viagens em grupo proporcionam uma experiência única de comunhão e partilha de vida e sentimentos. “Esse cruzeiro do rio Reno foi o que eu mais gostei, pois, em navios grandes, as pessoas não se unem. Neste, eu amei o clima entre os viajantes, todos da mesma idade, e estava tudo muito organizado e havia muito respeito entre todos ali. Superaconchegante”, conta Myrialva.

O diretor da agência lembra um episódio “digno de filme”, como ele cita, que marcou sua experiência com o público da terceira idade. “Dois amigos que não se viam há mais de 30 anos se reencontraram em um dos passeios que oferecemos. Foi aquela festa de -é você mesmo?- e incluindo a família na renovação dos votos de amizade. É muito gratificante trabalhar com eles (idosos). É ter um olhar de 360 graus com todo o cuidado, como se fosse com nossa avó ou mãe”.

Habituée no universo das viagens, Myrialva já visitou repetidas vezes alguns destinos, mas pretende empreender nas novidades a partir de agora. “Já fui três vezes a Paris, três vezes a Nova Iorque, por exemplo. Viajar é a melhor coisa do mundo, mas não gosto mais tanto assim de repetir, a gente tem que ir pra frente. Quero conhecer a Áustria por causa da música e a Holanda, pela paisagem. Tenho orgulho dos meus 76 anos e tenho sorte de estar bem e com tanta disposição para realizar estes sonhos, quero viajar até não poder mais”, diz.


Longe da burocracia


Os cruzeiros fluviais são uma alternativa interessante para os destinos múltiplos, pois dispensam uma série de protocolos presentes em todas as viagens do gênero. Menos tempo gasto em burocracia e mais tempo reservado ao que realmente interessa. O turista percorrerá menos trechos aéreos, fugindo das filas nos aeroportos. O meio de transporte é também a hospedagem.

As comodidades colocam esses passeios no radar dos viajantes. Junior Lins, diretor executivo da agência de viagens Bancorbrás, explica que a rota é inteiramente desenhada pensando nas necessidades deste tipo de público. “Criamos um modelo de oferta de serviços que favorece o perfil de idade, como único checkin e checkout. Nós operamos apenas cruzeiros fluviais, então, não existe aquele balanço comum em cruzeiros marítimos e que é a queixa de quem viaja embarcado, o barco é muito estável e os rios e canais não têm essa característica de movimentação”, diz.

Viajante de carteirinha e desbravadora nata, Myrialva Beviláque já esteve em 23 países e em 119 cidades brasileiras. “Desde quando eu era solteira, eu amava viajar, na época da faculdade, com meus 18 anos, já me organizava com amigos para fazer passeios em grupo. Durante 15 anos, participei de um grupo de viagens de Januária, Minas Gerais, no qual passeávamos pelo Brasil. Agora, participo de excursões internacionais com a turma da minha idade, mas também viajo muito com meus dois filhos e com a minha neta”, conta.

Myrialva esteve embarcada no último cruzeiro da Bancorbrás que navegou pelo rio Reno, passando pela Alemanha, França e Suíça, ocorrido em abril. “Já havia feito dois cruzeiros, um partindo da Suécia até São Petersburgo e outro, do Brasil a Buenos Aires. Existe a facilidade de fazer só um check in em aeroporto e também em hotel. Nas próximas, eu pretendo viajar novamente de cruzeiro, você fica tranquilo, está tudo organizado no navio”.

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