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Correio Braziliense

Imensidão da natureza

Nas três ilhas que formam o país, a beleza é arrebatadora. Em Comino está a Blue Lagoon, um dos locais mais admiráveis do mundo. Em Gozo, a atmosfera de cidade grande abriga praias mais tranquilas


postado em 31/01/2020 10:00 / atualizado em 30/01/2020 11:28

(foto: Frank Vincentz /wikimedia.org/Reprodução)
(foto: Frank Vincentz /wikimedia.org/Reprodução)


Malta é formada por três ilhas: a maior recebe o nome do país; as outras são Gozo e Comino. Esta última tem apenas 3,5 quilômetros quadrados e atualmente é inabitada. A ilha abriga um dos lugares mais maravilhosos e admiráveis do mundo: a Blue Lagoon. Lá, o azul-turquesa é extravagante e sobressai até mesmo ao das praias de Cancún, no México, e Maragogi, em Alagoas.

A água é cristalina, sendo possível avistar peixes nadando ao seu redor. O mar é calmo próximo à fortaleza de pedras. Mais distante, no entanto, o tom mais escuro do azul demonstra que tem profundidade maior, com correnteza mais forte. Se você não sabe nadar, não se intimide, é possível entrar no mar assim mesmo. Próximo às rochas, crianças costumam brincar sem precisar de boias.

Como quase toda praia em Malta, Comino é margeada por pedras e não areia, o que às vezes gera desconforto, principalmente para aqueles que gostam de deitar e pegar um bronzeado. O acesso ao local pode ser mais difícil se você tem dificuldade em andar em meio a pedras soltas. No entanto, é possível alugar uma espreguiçadeira e um guarda-sol no local; dessa maneira, não é necessário se deslocar para encontrar um lugar mais confortável para se deitar.

(foto: Bob Oliver/CB/D.A Press)
(foto: Bob Oliver/CB/D.A Press)

Há contrapontos, mas eles são mínimos quando se chega a Comino. Ainda que seja uma ilha tão pequena, a beleza de Blue Lagoon transmite fielmente a imensidão e o poder da natureza. Para alguns, ela retrata a divindade; para outros, o poder e a imensidão da natureza

Gozo é diferente. Muito mais verde do que Malta e muito maior (67 quilômetros quadrados) que Comino — onde vivem três pessoas nos seus dois quilômetros quadrados —, a ilha está longe de ser apenas um ponto turístico. Lá, mais de 37 mil moradores trabalham e utilizam transporte público, como em qualquer outra cidade global.

Pelo desenvolvimento das ilhas, é comum conhecer pessoas que moram em Malta e trabalham em Gozo, ou vice-versa. Devido ao grande fluxo de passageiros nessa rota, o ferry que conecta as duas maiores ilhas de Malta custa menos de 5 euros, ida e volta. Uma curiosidade é que, ao contrário do que ocorre no Brasil, no caso do ferry para Gozo só se paga o traslado na volta. Ou seja, se você só quiser ir e não voltar, não precisa pagar.

(foto: UrbanMalta /Wikimedia.og/Reprodução)
(foto: UrbanMalta /Wikimedia.og/Reprodução)

No entanto, por ser uma ilha maior, Gozo requer mais tempo para visita. Alguns turistas chegam a se hospedar na ilha, que oferece um ar mais fresco e mais rural do que as duas irmãs.

As praias em Gozo não perdem para as de Malta. O azul e a clareza do mar são nítidos e, em alguns casos, até mesmo por ser menos exploradas do que as de Malta, são mais bem cuidadas e despertam mais interesse em turistas que buscam a natureza em estado puro. A verdade é que se você for para Malta, não pode deixar de conhecer a segunda maior ilha do país.

 

Agitos do dia e à noite 

(foto: Wikimedia.org/Reprodução)
(foto: Wikimedia.org/Reprodução)

Malta também é famosa pela noite. Boates e pubs não faltam na ilha. O ponto de concentração dos nightclubs é a famosa Paceville, rua que abriga as principais casas noturnas de Malta, boates, bares e até de prostituição. Ao contrário do Brasil, normalmente não se paga para entrar nesses lugares em Malta; na ilha, é necessário pagar apenas a consumação.

Paceville é movimentada, colorida, iluminada e lembra muito a agitação de Las Vegas, com cassinos, casas de apostas, boates e gentleman’s clubs. Na capital da vida noturna de Malta, não existe dia de semana; lá, todo dia é sábado.

O curioso é que, das aproximadamente 30 casas noturnas e bares da região, quase metade é da mesma família. O milionário Hugo Chetcuti é o homem responsável pelo império que se transformou a companhia que leva seu nome como emblema.

Na noite de 6 de julho de 2018, enquanto celebrava a abertura de mais um estabelecimento de sua marca, Hugo foi esfaqueado por um sérvio de 36 anos, ex-empregado da companhia. O empresário chegou a ficar seis dias internado no hospital, mas acabou morrendo. (PL) 

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