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Junto e misturado

Equipada com motor de quatro cilindros em linha, com mais eletrônica e visual renovado, Kawasaki Versys 1000 tem vocação para viagens, com esportividade e conforto, e chega em duas versões

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 04/07/2019 04:21
A Versys 1000 Grand Tourer tem suspensão eletrônica, ajustada conforme o peso, e motor de 120 cavalos com mais eletrônica

Instalada oficialmente no Brasil, com fábrica em Manaus, a japonesa Kawasaki apresentou a nova Versys 1000, que será comercializada a partir da próxima semana, em duas versões: a topo de linha, Versys 1000 Grand Tourer, com preço sugerido de R$ 66.990, somente na cor verde, e a Standard, somente na cor laranja, por R$ 54.490. Para batizar o modelo, que faz parte de uma família para vários segmentos e mercados, o departamento de marketing da montadora criou o nome Versys, que tem sonoridade global, mas nada significa.

Versys é a junção das palavras vertex, que em latim quer dizer vértice, ápice, e system, que em inglês significa sistema. E é exatamente essa mistura que tem a missão de tentar reunir em um só modelo estilos e características divergentes, como estradeira, fora de estrada e esportiva. Para tanto, a nova Versys 1000 foi completamente reformulada, ganhando mais eletrônica no motor de quatro cilindros em linha, além do novo visual, especialmente na dianteira, com bloco óptico com inspiração na superesportiva H2.


Motor

A mistura continua no propulsor, que foi herdado do modelo naked Z 1000, que, por sua vez, tem origem na superesportiva ZX-10R. O tetracilíndrico de 1.043cm; fornece 120cv a 9.000rpm e torque máximo de 10,4kgfm a 7.500rpm. Porém, ajustes nas válvulas e na injeção eletrônica permitiram uma melhor e mais linear distribuição de força em relação ao modelo anterior, melhorando as retomadas e a pilotagem. A eletrônica também foi atualizada e o acelerador, alterado, para permitir a inclusão no piloto automático.


A versão Grand Tourer também conta com quick shifter de duas direções (tanto para subir as marchas quanto para reduzir, sem usar a embreagem) e quatro modos de pilotagem. Três preestabelecidos. Sport, para força total, Road para estrada, Rain para pisos escorregadios, e Rider, no qual o piloto pode personalizar, ajustando os sistemas, como o controle de tração em três níveis, e o controle de potência do motor em dois níveis (full e low), conforme sua predileção. Tudo interligado pela central de medição inercial (IMU).


Mistura

A mistura de estilos pode ser vista na parte estradeira, touring, da versão Grand Tourer, com um para-brisa maior e regulável, aquecedores de manopla, protetores de punho, faróis auxiliares, além de luzes de LED direcionais, que iluminam o interior das curvas conforme o grau de inclinação, malas laterais, top case traseiro, além de suspensões eletrônicas reguláveis. Podem ser ajustadas para o peso de somente o piloto, piloto e bagagem, e piloto, bagagem e garupa. Na dianteira, garfo invertido com tubos de 43mm. Na traseira, sistema mono, com 152mm de curso.

Já as características esportivas estão nas respostas do motor, no quadro de alumínio e nas rodas de liga leve com aros de 17 polegadas, que permitem maior agilidade nas curvas. A porção fora de estrada fica por conta da posição de pilotagem mais em pé, como nas big trail. Os freios contam com sistema ABS de curvas (duplo disco de 310mm na dianteira e 250mm na traseira). Entre as comodidades, entradas USB, painel em TFT colorido (no modelo Standard em LCD) e o completo espelhamento do celular e conexão com a moto através de aplicativo próprio, que permite seu monitoramento.



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