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Estudo revela que tadalafila pode facilitar reabilitação sexual após câncer de próstata

Por Lara
02/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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A relação entre câncer de próstata, preservação da vida sexual e tratamento oncológico tem ganhado espaço nas discussões sobre saúde masculina. A possibilidade de disfunção erétil após a terapia, mesmo que temporária, costuma ser uma das maiores preocupações após o diagnóstico. Ao lado do medo da doença em si, a perda da função sexual passa a fazer parte do impacto emocional, especialmente entre homens em idade ativa, que associam a ereção à autoestima, à fertilidade e à própria identidade.

Com o tempo, porém, muitos pacientes deslocam o foco da vida sexual para a necessidade de controlar o tumor e prolongar a sobrevida. Ainda assim, os efeitos colaterais na esfera íntima permanecem relevantes. A disfunção erétil relacionada ao câncer de próstata não se restringe à cirurgia: tratamentos como bloqueio hormonal e radioterapia também interferem no desejo, na resposta erétil e até na ejaculação, o que torna o tema central no acompanhamento global do paciente oncológico.

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Disfunção erétil após câncer de próstata: o que está em jogo?

A disfunção erétil é muitas vezes associada diretamente à prostatectomia radical, cirurgia em que a próstata é completamente retirada. Nesses casos, a proximidade de nervos e vasos responsáveis pela ereção explica por que uma parte dos pacientes apresenta dificuldade para obter ou manter a rigidez peniana logo após o procedimento. Mesmo em cirurgias robóticas ou com técnicas de preservação de nervos, a recuperação é gradativa e pode levar meses.

Em tratamentos com bloqueio hormonal, isolado ou combinado à radioterapia, o quadro é diferente, mas também impactante. A redução drástica da testosterona tende a diminuir o desejo sexual, alterar o padrão de ereções e, em muitos casos, comprometer o desempenho no longo prazo. Assim, o medo de perder a função erétil chega a superar, em determinados momentos, o receio em relação ao próprio câncer, o que interfere na escolha terapêutica e na adesão aos protocolos indicados.

Nesse contexto, ambulatórios específicos de oncossexualidade e oncofertilidade surgem como espaços dedicados a orientar, avaliar riscos e sugerir estratégias protetivas. Em vez de abordar a questão apenas depois que o problema aparece, esses serviços discutem, ainda na fase pré-tratamento, as chances de disfunção erétil, a possibilidade de preservação de esperma e os caminhos de reabilitação sexual.

Como a saúde sexual pode ser preservada durante o tratamento?

O cuidado com a função sexual no câncer de próstata tende a ser mais efetivo quando começa antes da intervenção principal. Em cirurgias como a prostatectomia radical, discute-se com antecedência se haverá possibilidade de preservar nervos responsáveis pela ereção e quais são as chances de recuperação. Em paralelo, medicamentos como a tadalafila, utilizados de forma contínua, podem ser indicados para proteger o tecido erétil e estimular a circulação peniana, acelerando a retomada da função em parte dos pacientes.

Além dos fármacos, o acompanhamento multidisciplinar é apontado como peça-chave. Urologistas, psicólogos, fisioterapeutas pélvicos e outros profissionais atuam juntos para lidar tanto com os efeitos físicos quanto com o componente emocional. O medo da morte, a ansiedade em relação ao desempenho e a mudança de rotina provocada pelo tratamento influenciam diretamente o comportamento sexual. Esses fatores, se não abordados, podem reforçar ou prolongar a disfunção erétil mesmo quando há condições clínicas para a recuperação.

  • Avaliação prévia da função sexual antes do início do tratamento;
  • Discussão sobre preservação de esperma com quem deseja ter filhos;
  • Uso orientado de medicamentos pró-ereção, como inibidores de fosfodiesterase;
  • Fisioterapia de assoalho pélvico para auxiliar no controle urinário e na circulação local;
  • Apoio psicológico para lidar com medo, luto antecipado e mudanças na autoimagem.

Quais são as opções quando a ereção não volta como antes?

Mesmo com técnicas avançadas e medidas preventivas, nem todos recuperam a ereção espontânea da mesma forma que tinham antes do câncer de próstata. Em casos em que a disfunção erétil persiste, existem alternativas que vão além dos comprimidos orais. Uma delas é o uso de injeções intracavernosas, aplicadas diretamente no pênis para provocar ereção suficiente para a relação sexual. Outra possibilidade é a prótese peniana, indicada em situações selecionadas, quando os demais recursos não tiveram resultado satisfatório.

Vale lembrar que alguns impactos são permanentes. Após determinados tipos de cirurgia ou radioterapia, a ejaculação pode deixar de ocorrer, mesmo que a ereção e o orgasmo sejam preservados. Nesse quadro, o prazer sexual ainda é possível, mas a emissão de sêmen deixa de acontecer, o que compromete a fertilidade. Por isso, homens com desejo reprodutivo futuro costumam ser orientados a considerar o congelamento de esperma antes dos procedimentos, especialmente quando há risco maior de alteração definitiva.

  1. Identificar precocemente o câncer de próstata por meio de rastreamento adequado;
  2. Discutir, no consultório, objetivos de vida sexual e desejo de ter filhos;
  3. Conhecer, com clareza, os efeitos potenciais de cada tratamento na função erétil;
  4. Iniciar, quando indicado, terapia medicamentosa de proteção peniana antes da cirurgia ou radioterapia;
  5. Buscar reabilitação sexual contínua, e não apenas pontual, após o tratamento.

Como hábitos e tabus influenciam a disfunção erétil no câncer de próstata?

A saúde sexual após o câncer de próstata também depende de fatores gerais do organismo. Hábitos que favorecem o sistema cardiovascular, como prática regular de atividade física, sono adequado e alimentação equilibrada, tendem a beneficiar diretamente o pênis, já que ereção está intimamente ligada ao fluxo sanguíneo. Assim, o controle de pressão arterial, colesterol, diabetes e obesidade contribui para reduzir o risco de disfunção erétil ou atenuar seus efeitos.

Ao mesmo tempo, persiste um componente cultural forte. Em muitos contextos, pênis e testículos ainda são vistos como símbolos de virilidade, o que dificulta a procura por ajuda médica. Parte dos homens evita consultas de rotina, posterga exames preventivos e ignora sinais iniciais de alteração urinária por receio de descobrir um câncer ou enfrentar eventuais consequências na vida sexual. Esse comportamento ajuda a explicar diagnósticos tardios e maior mortalidade, mesmo em um cenário de campanhas anuais como o Novembro Azul.

Quanto mais cedo o câncer de próstata é identificado, maiores são as chances de cura e de preservação da função erétil. O acesso a ambulatórios de oncossexualidade e oncofertilidade, abertos inclusive para pessoas em tratamento fora dos grandes centros, amplia a possibilidade de orientação adequada. Falar abertamente sobre disfunção erétil, libido, ejaculação e fertilidade deixa de ser apenas um tema íntimo e passa a integrar o cuidado integral com a saúde masculina, com foco tanto na sobrevida quanto na qualidade de vida após o tratamento.

FAQ sobre câncer de próstata

1. Quais são os sintomas iniciais mais comuns do câncer de próstata?
O câncer de próstata em estágios iniciais costuma ser silencioso, sem sintomas específicos. Entretanto, alguns homens podem notar alterações urinárias, como jato fraco, necessidade de urinar com frequência à noite ou dificuldade para iniciar a micção. Esses sinais também podem estar ligados ao crescimento benigno da próstata, portanto não significam, por si só, a presença de câncer. Então, diante de qualquer mudança persistente, é fundamental procurar avaliação urológica.

2. Em que idade é recomendado começar o rastreamento do câncer de próstata?
Para a maioria dos homens sem fatores de risco conhecidos, recomenda-se discutir o rastreamento com o urologista por volta dos 50 anos. Entretanto, para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau ou para homens negros, essa conversa costuma ser antecipada para cerca de 45 anos. Portanto, a decisão deve ser individualizada, considerando expectativa de vida, condições de saúde e preferências pessoais. Então, o ideal é não esperar aparecer sintomas para marcar a primeira consulta.

3. Câncer de próstata é sempre uma doença agressiva?
Não. Existem tumores de próstata de crescimento muito lento, que podem nunca causar sintomas importantes durante a vida do paciente. Entretanto, há também formas agressivas, com maior risco de espalhamento para ossos e outros órgãos. Portanto, a avaliação de risco leva em conta biópsia, PSA, exame de toque e exames de imagem. Então, em alguns casos, a conduta pode ser apenas vigilância ativa, enquanto em outros é necessário tratamento mais intensivo.

4. O exame de toque retal é realmente necessário?
O toque retal continua sendo um método simples e útil para avaliar a textura e o tamanho da próstata. Entretanto, muitas pessoas têm resistência por tabus culturais e vergonha, o que pode atrasar o diagnóstico. O PSA sanguíneo não substitui completamente o toque, pois alguns tumores não alteram tanto o exame de laboratório. Portanto, a combinação de PSA e toque oferece uma avaliação mais completa. Então, conversar abertamente com o urologista ajuda a quebrar barreiras e esclarecer dúvidas sobre o procedimento.

5. Câncer de próstata tem relação com vasectomia ou atividade sexual?
As evidências científicas atuais não mostram relação direta entre vasectomia e aumento do risco de câncer de próstata. Da mesma forma, a frequência de atividade sexual, por si só, não é considerada um fator determinante para o surgimento do tumor. Entretanto, alguns mitos ainda circulam e podem gerar medo desnecessário. Portanto, é importante basear-se em informações de fontes confiáveis e em orientações médicas. Então, decisões como fazer ou não vasectomia devem levar em conta planejamento reprodutivo, e não o temor de câncer.

6. Estilo de vida pode realmente influenciar o risco de câncer de próstata?
Um estilo de vida saudável parece estar associado a menor risco de vários tipos de câncer, inclusive o de próstata. Dietas ricas em vegetais, frutas, gorduras boas e pobres em alimentos ultraprocessados podem contribuir para um melhor equilíbrio metabólico. Entretanto, isso não significa que hábitos saudáveis garantam proteção total, já que fatores genéticos e idade também pesam muito. Portanto, cuidar do peso, evitar tabagismo, moderar o álcool e praticar atividade física regular traz benefícios globais para a saúde. Então, mesmo após o diagnóstico, essas medidas ajudam na recuperação e na qualidade de vida.

7. Quais são as principais modalidades de tratamento além da cirurgia e da radioterapia?
Além da prostatectomia radical e da radioterapia, há opções como vigilância ativa, hormonioterapia, braquiterapia e, em situações específicas, terapias sistêmicas (quimioterapia, terapias-alvo ou novas drogas hormonais). A vigilância ativa é indicada para tumores de baixo risco, acompanhando de perto sem intervir imediatamente. Entretanto, quando a doença é mais agressiva ou avançada, pode ser necessário combinar tratamentos locais e sistêmicos. Portanto, a escolha terapêutica depende do estágio do tumor, idade, comorbidades e expectativas do paciente. Então, uma discussão detalhada com a equipe oncológica é essencial para alinhar riscos e benefícios.

8. Quais exames auxiliam no estadiamento do câncer de próstata?
Após o diagnóstico pela biópsia, exames complementares ajudam a definir a extensão da doença. São utilizados, conforme o caso, ressonância magnética de próstata, cintilografia óssea, tomografia computadorizada e PET-PSMA, entre outros. Entretanto, nem todos os pacientes precisam de todos esses exames; a indicação é guiada pelo risco de espalhamento. Portanto, entender que o objetivo é diferenciar doença localizada de doença metastática ajuda a compreender o motivo de tantos testes. Então, com o estadiamento correto, o plano de tratamento torna-se mais preciso.

9. Após o tratamento, como é feito o acompanhamento a longo prazo?
O seguimento envolve consultas regulares, dosagem seriada de PSA e, quando necessário, exames de imagem. Nos primeiros anos após o tratamento, os intervalos costumam ser mais curtos, ampliando-se ao longo do tempo se estiver tudo estável. Entretanto, alterações no PSA ou surgimento de sintomas podem exigir reavaliação antecipada. Portanto, manter o comparecimento às consultas é tão importante quanto o próprio tratamento inicial. Então, o acompanhamento também é oportunidade para discutir função urinária, saúde sexual, saúde óssea e aspectos emocionais.

10. O câncer de próstata pode voltar depois de tratado?
Existe a possibilidade de recidiva, principalmente em tumores mais agressivos ou diagnosticados em estágios avançados. A elevação do PSA após um período de queda é um dos primeiros sinais de alerta. Entretanto, uma eventual recaída não significa, automaticamente, falta de opções terapêuticas. Portanto, nesses casos, podem ser indicados novos ciclos de radioterapia, hormonioterapia ou outras abordagens, dependendo do local e da extensão da recidiva. Então, mesmo após a fase inicial de cura, é essencial manter o seguimento para detectar precocemente qualquer alteração.

Tags: câncer de próstatadisfunção erétilreabilitação sexualsaúdetadalafila
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