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Saúde mental: por que o início do ano pode ser mais estressante

Por Larissa
02/01/2026
Em Bem-estar
Saúde mental: por que o início do ano pode ser mais estressante

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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O início de janeiro costuma trazer a sensação de que tudo precisa ser redefinido ao mesmo tempo: rotina, corpo, trabalho, finanças e relações pessoais. Em muitos casos, esse conjunto de expectativas cria um cenário de cobrança intensa que não leva em conta o ritmo individual de cada pessoa. Portanto, para a saúde mental, a combinação entre fim das festas, reajuste financeiro e pressão social por metas pode funcionar como um gatilho importante de estresse.

Por que a pressão por um recomeço perfeito aumenta a ansiedade?

A pressão para transformar a vida de uma vez, especialmente no início do ano, está associada a metas rígidas e pouco flexíveis. Planos como treinar todos os dias, mudar completamente a alimentação ou reorganizar toda a rotina em poucas semanas costumam ignorar limitações de tempo, dinheiro e energia. Portanto, quando essas metas não são cumpridas, surgem sentimentos de frustração, culpa e impotência. Em suma, o problema não é desejar mudança, mas tentar encaixá-la em um padrão irreal.

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Do ponto de vista da saúde emocional, mudanças desse tipo tendem a ser difíceis de sustentar porque não respeitam processos gradativos. Então, em vez de favorecer pequenos avanços, o foco fica concentrado no ideal de resultado imediato. Entretanto, a mente responde melhor a ajustes progressivos, que permitam erros, pausas e retomadas. Esse cenário também é reforçado por campanhas publicitárias, conteúdos em redes sociais e discursos que associam o “novo ano” à obrigação de alta produtividade desde o primeiro dia útil.

  • Metas inflexíveis aumentam a probabilidade de desistência precoce.
  • Comparações constantes com outras pessoas alimentam a insegurança.
  • Autocrítica excessiva reduz a motivação e prejudica o autocuidado real.

Como cuidar da saúde mental em janeiro de forma realista?

Uma forma mais cuidadosa de lidar com a saúde mental no início do ano é adotar metas graduais e compatíveis com a rotina real, e não com um modelo idealizado. Em vez de mudanças drásticas, a proposta é priorizar ajustes possíveis, que possam ser mantidos ao longo dos meses.

  1. Reconhecer o cansaço acumulado: observar sinais como irritação, dificuldade de concentração, alterações de sono e desânimo pode ajudar a identificar a necessidade de pausa. Então, ao notar esses indícios, vale reduzir o ritmo quando possível, delegar tarefas e incluir momentos simples de descanso na rotina.
  2. Reorganizar a rotina aos poucos: retomar horários de sono, alimentação e trabalho de maneira gradual reduz o impacto na mente e no corpo. Portanto, ajustar um hábito por vez, como dormir um pouco mais cedo ou planejar as refeições da semana, costuma ser mais eficiente do que tentar mudar tudo em um único dia.
  3. Definir poucas metas por vez: priorizar o que é mais importante, em vez de tentar mudar tudo simultaneamente, facilita o acompanhamento do próprio progresso. Em suma, metas claras, específicas e possíveis, como caminhar três vezes por semana ou reservar 10 minutos diários para leitura, ajudam a construir confiança e continuidade.
  4. Reservar momentos de descanso: incluir pausas intencionais no dia, mesmo que curtas, contribui para recuperação emocional. Então, práticas como respirar profundamente por alguns minutos, desconectar-se das telas em determinados horários ou criar pequenos rituais de relaxamento podem fazer diferença concreta na saúde mental.
  5. Buscar apoio qualificado: quando o sofrimento se torna intenso ou persistente, o acompanhamento profissional é uma alternativa relevante. Portanto, psicoterapia, grupos de apoio e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico oferecem espaço seguro para compreender emoções, organizar pensamentos e construir estratégias de enfrentamento mais saudáveis.

Janeiro precisa ser um mês de grandes mudanças?

A associação de janeiro a grandes viradas se apoia em construções culturais, religiosas e comerciais. No entanto, do ponto de vista da saúde mental, não há evidências de que o primeiro mês do ano seja, por si só, o melhor momento para transformações profundas. Mudanças duradouras podem começar em qualquer data, desde que respeitem limites pessoais e sejam sustentáveis no cotidiano. Então, não há “data certa” universal; há, sim, o momento em que cada pessoa consegue, de fato, se organizar para mudar.

Entender o início de ano como um período de transição, e não como um teste definitivo de produtividade ou disciplina, tende a reduzir a sensação de pressão. Enxergar janeiro como um mês de ajuste, avaliação e planejamento, e não apenas de execução, pode aliviar a cobrança interna. Em vez de condicionar o bem-estar a um calendário, a proposta é olhar para janeiro como um espaço para ajuste de ritmo, avaliação de prioridades e construção de hábitos que possam ser mantidos ao longo de 2025.

FAQ sobre saúde mental em janeiro

1. Como diferenciar um cansaço “normal” de fim de ano de um possível quadro de adoecimento mental?
Então, de modo geral, o cansaço esperado melhora com descanso, sono regulado e redução do ritmo. Quando há adoecimento mental, entretanto, os sintomas tendem a se manter ou a piorar, mesmo com pausas. Sinais de alerta incluem: tristeza intensa por várias semanas, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, alterações importantes de sono e apetite, dificuldade grande para realizar tarefas simples e sensação frequente de inutilidade ou culpa. Nesses casos, portanto, é recomendável buscar avaliação profissional.

2. As redes sociais realmente podem piorar a saúde mental em janeiro?
Em suma, sim, podem influenciar bastante. Janeiro é um mês em que muitas pessoas exibem viagens, conquistas e planos grandiosos, o que intensifica a comparação social. Portanto, quem já está se sentindo atrasado ou inseguro pode interpretar esses conteúdos como prova de fracasso pessoal. Uma estratégia possível é limitar o tempo de uso, silenciar perfis que despertam gatilhos e buscar conteúdos mais realistas e educativos sobre saúde mental e bem-estar.

3. Quem já tem ansiedade ou depressão sente mais impacto nesse período?
Frequentemente, sim. Então, a combinação entre mudanças de rotina, pressão por metas e exigências familiares ou profissionais pode ampliar sintomas já existentes. Entretanto, isso não significa que a piora seja inevitável. Planejar o início do ano com antecedência, manter o acompanhamento terapêutico, organizar horários de descanso e negociar prazos sempre que possível são atitudes que reduzem o impacto dessa fase.

4. Como famílias podem apoiar a saúde mental de todos em janeiro?
Portanto, conversar abertamente sobre expectativas, limites financeiros e divisão de tarefas é um bom começo. Em suma, acordar coletivamente quais compromissos serão priorizados, como será a rotina de férias escolares e quais momentos de descanso cada pessoa precisa ajuda a diminuir conflitos. Além disso, validar emoções — em vez de minimizar queixas com frases como “ano novo, vida nova” — cria um ambiente mais acolhedor e seguro.

5. E se eu não quiser fazer planos ou metas para o ano novo?
Então, isso também é uma escolha válida. Não há obrigação de criar listas de objetivos para que o ano seja significativo. Muitas pessoas se beneficiam mais de um foco em pequenas ações diárias do que de grandes resoluções. Portanto, se metas formais geram mais pressão do que motivação, vale experimentar um início de ano centrado em observar necessidades, fortalecer rotinas básicas e ajustar o que já existe, em vez de buscar mudanças radicais.

Tags: bem-estarsaúdesaúde mental
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