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Estudo sugere que DNA ‘escondido’ influencia o desenvolvimento do Alzheimer

Por Lucas
05/01/2026
Em Saúde
Estudo sugere que DNA 'escondido' influencia o desenvolvimento do Alzheimer

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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O Alzheimer tem sido tema constante na medicina moderna, principalmente por causa do envelhecimento da população e do impacto social da doença. Em 2025, pesquisadores de diferentes países ampliam o foco para além dos neurônios e começam a olhar com mais atenção para outras células do cérebro, como os astrócitos, e para regiões do DNA que antes eram vistas apenas como “preenchimento”. Em suma, essa mudança de olhar ajuda a entender melhor como a demência se instala, como ela progride ao longo dos anos e por que algumas pessoas parecem ter maior predisposição genética, mesmo quando não possuem histórico familiar evidente.

Entre os avanços recentes, estudos indicam que partes do chamado DNA não codificante, especialmente os chamados intensificadores de genes, podem ter influência na doença de Alzheimer. Essas regiões funcionam como reguladores finos da atividade genética em astrócitos, células que dão suporte e proteção aos neurônios. Portanto, quando esse sistema de controle falha, o cérebro fica mais vulnerável a processos neurodegenerativos, o que ajuda a explicar a progressão gradual do quadro clínico e, então, a perda de autonomia do paciente. Entretanto, os cientistas ainda investigam como fatores ambientais, como sono, alimentação e atividade física, interagem com esses reguladores genéticos.

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O que é a doença de Alzheimer e por que ela preocupa tanto?

A doença de Alzheimer é uma forma de demência caracterizada pela perda progressiva de memória e pelo comprometimento de outras funções cognitivas, como linguagem, atenção e capacidade de planejamento. Em geral, os primeiros sinais aparecem de forma discreta, com esquecimentos recentes, dificuldade em lembrar compromissos ou conversas, seguidos por maior desorientação em relação a tempo e espaço. Com o avanço, podem surgir alterações de comportamento, mudanças no humor e dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, como lidar com dinheiro, tomar medicamentos corretamente ou cozinhar com segurança.

No Brasil e em outros países, o Alzheimer representa a principal causa de demência em pessoas idosas, respondendo por uma parte expressiva dos diagnósticos em ambulatórios de geriatria e neurologia. Portanto, o impacto recai não apenas sobre o paciente, mas também sobre cuidadores e sistemas de saúde. A causa exata ainda não está totalmente esclarecida, mas há forte indicação de que fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida atuem em conjunto. Em suma, entre os elementos já estudados, destacam-se o acúmulo de proteínas anormais no cérebro, processos inflamatórios de longa duração e alterações em células de suporte, como os astrócitos e a microglia. Então, hábitos como controle de pressão arterial, prática regular de atividade física, dieta equilibrada e estímulo cognitivo podem, em alguns casos, retardar o aparecimento dos sintomas ou diminuir o risco.

DNA não codificante e Alzheimer: qual é o papel dos “interruptores genéticos”?

A palavra-chave central nesse debate é DNA não codificante, expressão que se refere a trechos do material genético que não produzem proteínas, mas exercem funções regulatórias. Dentro desse grupo estão os chamados enhancers ou intensificadores, que atuam como “interruptores genéticos”: eles podem aumentar ou reduzir a atividade de determinados genes, muitas vezes a longa distância no genoma. Em vez de carregar a receita da proteína, esses segmentos indicam quando, onde e em que intensidade um gene deve ser ativado. Portanto, o DNA não codificante funciona como uma camada extra de organização da informação genética, algo que vai além da simples sequência de A, T, C e G.

Na pesquisa recente sobre Alzheimer, esses intensificadores foram estudados especificamente em astrócitos. A hipótese é que alterações nessa rede de controle possam modificar a forma como genes ligados à demência são expressos. Assim, mesmo sem mexer diretamente na sequência de um gene clássico associado ao Alzheimer, mudanças sutis nesses “interruptores” seriam capazes de favorecer um ambiente cerebral mais propenso à degeneração, ao acúmulo de proteínas tóxicas e à perda de sinapses. Em suma, isso ajuda a explicar por que duas pessoas com variantes genéticas semelhantes podem ter evolução clínica diferente, pois a regulação fina da expressão gênica altera a resposta do cérebro ao longo do tempo.

Para avaliar esse mecanismo, técnicas modernas de edição e regulação gênica, como abordagens baseadas em CRISPR, vêm sendo usadas para silenciar de forma controlada determinadas regiões do DNA. Ao “desligar” temporariamente esses intensificadores em astrócitos cultivados em laboratório, os pesquisadores conseguem observar quais genes têm sua atividade alterada e, com isso, montar um mapa de conexões entre elementos regulatórios e risco de Alzheimer. Entretanto, esses experimentos ainda se concentram em modelos celulares e animais; portanto, o uso clínico direto dessas ferramentas em humanos exige cautela, testes de segurança rigorosos e discussão ética aprofundada.

Como os astrócitos entram na história do Alzheimer?

Durante muito tempo, os astrócitos foram vistos apenas como células de suporte, encarregadas de nutrir neurônios, manter o equilíbrio químico do cérebro e participar da barreira hematoencefálica. Hoje se sabe que eles têm papel ativo na comunicação entre neurônios, no controle da inflamação e na proteção do tecido nervoso frente a agressões variadas. Em quadros neurodegenerativos, no entanto, esses mesmos astrócitos podem entrar em um estado hiperativo, contribuindo para um ambiente inflamatório constante. Portanto, o equilíbrio entre astrócitos protetores e astrócitos “reativos” importa tanto quanto a saúde dos próprios neurônios.

Pesquisas que relacionam os intensificadores de DNA não codificante ao Alzheimer sugerem que, em astrócitos, parte desses “interruptores” controla genes associados à resposta inflamatória, ao metabolismo energético e à remoção de resíduos no cérebro. Quando esses mecanismos de regulação sofrem alterações, os astrócitos podem deixar de exercer uma função protetora e passar a favorecer o dano neuronal. Em suma, esse desequilíbrio contribui para a perda progressiva de memória e outras capacidades mentais. Então, ao entender esses ajustes finos, os cientistas podem testar, no futuro, medicamentos que “reprogramem” astrócitos para um perfil mais protetor.

  • Funções principais dos astrócitos:
  • Fornecimento de nutrientes e suporte metabólico aos neurônios;
  • Regulação de substâncias químicas no espaço entre as células;
  • Participação na defesa imunológica do sistema nervoso central;
  • Auxílio na remoção de proteínas e resíduos do ambiente cerebral.

O que essas descobertas podem significar para o futuro do tratamento?

Os dados obtidos até agora não se traduzem em uma terapia imediata para a doença de Alzheimer, mas apontam novas pistas para o desenvolvimento de medicamentos e estratégias de prevenção. Ao conhecer com mais precisão quais regiões regulatórias do DNA influenciam genes ligados à demência em astrócitos, torna-se possível pensar em abordagens direcionadas a essas rotas de controle, em vez de focar apenas nas proteínas já conhecidas, como beta-amiloide e tau. Portanto, o cenário futuro de tratamento tende a combinar terapias que atuem tanto sobre as proteínas tóxicas quanto sobre a regulação gênica e a inflamação.

Ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas para analisar grandes volumes de dados genômicos e identificar outros intensificadores com função semelhante. Esse tipo de análise pode acelerar a descoberta de novos alvos terapêuticos e contribuir para a criação de testes de risco mais refinados, considerando não apenas variantes em genes codificadores, mas também mudanças em regiões regulatórias. Em suma, integra-se a genômica a dados de imagem cerebral, exames de sangue com biomarcadores e informações de estilo de vida, criando modelos preditivos mais completos.

  1. Mapear intensificadores ativos em astrócitos humanos;
  2. Relacionar essas regiões a genes associados ao risco de Alzheimer;
  3. Testar, em laboratório, o impacto de silenciar esses “interruptores”;
  4. Avaliar se as mesmas regiões se comportam de modo semelhante em cérebros afetados pela doença;
  5. Investigar como esses achados podem orientar estratégias preventivas ou terapêuticas.

Ainda há etapas importantes pela frente, como entender se esses mecanismos funcionam da mesma forma em diferentes fases da vida e em distintos estágios da demência. Entretanto, estudos de coorte que acompanham pessoas ao longo de décadas já começam a integrar dados genéticos, hábitos de vida e exames cerebrais. Mesmo assim, o foco no DNA não codificante e nos astrócitos amplia a compreensão da complexidade do Alzheimer e abre caminho para abordagens mais específicas, integrando genética, biologia celular e tecnologia de dados em uma mesma linha de investigação. Em suma, a expectativa é que, no futuro, o tratamento se torne cada vez mais personalizado, considerando o perfil genético, o ambiente e a resposta individual de cada paciente.

FAQ – Perguntas adicionais sobre Alzheimer, DNA não codificante e prevenção

1. Alzheimer tem cura atualmente?
Não. Atualmente, não existe cura para a doença de Alzheimer. Entretanto, alguns medicamentos e intervenções não farmacológicas (como estimulação cognitiva, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico) podem aliviar sintomas, retardar a progressão em certos casos e melhorar a qualidade de vida do paciente e da família.

2. Exames genéticos podem prever com certeza quem terá Alzheimer?
Não. Exames genéticos podem indicar maior ou menor risco, especialmente quando analisam variantes conhecidas em genes como APOE, bem como regiões regulatórias associadas à doença. Entretanto, eles não determinam com certeza que a pessoa terá Alzheimer, pois o estilo de vida, a idade, o nível educacional e outras doenças (como hipertensão e diabetes) também influenciam fortemente o risco.

3. O que posso fazer no dia a dia para reduzir o risco de Alzheimer?
Algumas medidas associadas a menor risco incluem: manter atividade física regular, dormir bem, controlar pressão arterial, diabetes e colesterol, não fumar, evitar consumo excessivo de álcool, seguir uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e peixes, além de manter o cérebro ativo com leitura, estudos, jogos de raciocínio e interação social. Em suma, um estilo de vida saudável contribui para a saúde do cérebro.

4. Astrócitos podem se tornar alvo direto de medicamentos no futuro?
Sim. Pesquisas atuais sugerem que astrócitos representam um alvo promissor. Portanto, medicamentos que modulam a atividade inflamatória, o metabolismo e a remoção de resíduos nessas células podem complementar as terapias que focam diretamente nos neurônios ou nas proteínas beta-amiloide e tau. Entretanto, tais abordagens ainda se encontram em fase de pesquisa pré-clínica e clínica inicial.

5. Inteligência artificial já é usada na prática clínica do Alzheimer?
De forma limitada. Hoje, a inteligência artificial auxilia principalmente em pesquisas, na análise de imagens cerebrais, na interpretação de grandes bancos de dados genômicos e na construção de modelos de risco. Então, algumas ferramentas já apoiam o diagnóstico em centros especializados, mas o uso amplo ainda passa por validação, regulamentação e treinamento das equipes de saúde.

Tags: AlzheimercausasDNAorigemsaudesintomas
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