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Por que alguns vivem mais de 110 anos? Genética brasileira pode explicar

Por Lucas
06/01/2026
Em Saúde
Por que alguns vivem mais de 110 anos? Genética brasileira pode explicar

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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Viver além dos 110 anos, entrando no grupo dos chamados supercentenários, ainda é um fenômeno raro em qualquer parte do planeta. Mesmo assim, esse tema tem ganhado espaço em laboratórios, consultórios e debates sobre saúde pública. No Brasil, o interesse é ainda maior, porque alguns indivíduos conseguem atingir idades extremas com níveis de independência, lucidez e vitalidade que destoam do padrão observado na maioria dos idosos. Portanto, a discussão sobre como envelhecer bem, e não apenas sobre quanto tempo viver, torna-se cada vez mais central.

Nesse cenário, a longevidade extrema deixa de ser vista apenas como um caso isolado e passa a ser tratada como objeto de estudo detalhado. Genética, ambiente, estilo de vida e história populacional se misturam na tentativa de explicar por que algumas pessoas ultrapassam com folga a marca dos 100 anos. A cada novo supercentenário documentado, pesquisadores ganham pistas adicionais sobre os limites do corpo humano e sobre como o envelhecimento pode seguir trajetórias diferentes. Em suma, compreender esses casos excepcionais ajuda a construir estratégias para que mais pessoas alcancem idades avançadas com qualidade de vida.

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Longevidade extrema no Brasil: o que a ciência está investigando?

O Brasil ocupa uma posição particular na pesquisa sobre longevidade extrema. Estudos recentes com supercentenários brasileiros vêm mostrando que esses indivíduos não se destacam apenas pelo número de anos vividos, mas também pela forma como envelhecem. Em muitos casos, eles mantêm capacidade funcional preservada, autonomia para atividades do dia a dia e clareza cognitiva mesmo depois dos 110 anos. Então, a pergunta que pesquisadores fazem é: o que existe de especial nesse grupo para que consigam manter tanta vitalidade?

Entre os casos documentados, há exemplos de pessoas que foram registradas oficialmente como as mais velhas do mundo, bem como homens que atingiram 112 e 113 anos. Alguns participaram de rotinas religiosas ou comunitárias ativas até idades muito avançadas, o que chama a atenção de equipes multidisciplinares que reúnem geneticistas, geriatras, imunologistas e epidemiologistas. Esses dados reforçam a ideia de que a longevidade extrema no Brasil pode revelar mecanismos biológicos ainda pouco conhecidos. Entretanto, os pesquisadores também enfatizam o papel de fatores sociais, como apoio familiar, senso de propósito e engajamento comunitário, que parecem atuar como um “amortecedor” contra o declínio acelerado típico do envelhecimento.

Por que a diversidade genética brasileira é chave para entender a longevidade?

Um ponto central nos estudos sobre supercentenários brasileiros é a diversidade genética do país. A formação da população mistura ancestralidades indígenas, africanas, europeias e, em menor escala, asiáticas, criando um mosaico genético que não se repete em outras regiões do mundo. Essa combinação amplia a chance de surgirem variantes raras associadas à proteção contra doenças típicas do envelhecimento, como câncer, demências e problemas cardiovasculares. Portanto, investigar o genoma dessa população torna-se uma via estratégica para descobrir novos marcadores de saúde e de risco.

Pesquisas de larga escala com genomas de brasileiros já identificaram milhões de variantes que não aparecem em grandes bancos de dados internacionais. Em muitos casos, essas variantes ainda não têm função claramente definida, mas podem estar ligadas a resiliência biológica, melhor resposta imunológica ou maior eficiência em processos de reparo celular. Ao incluir supercentenários nessas análises, cientistas conseguem comparar indivíduos de vida longa com a população geral, em busca de padrões específicos. Em suma, ao cruzar dados genéticos, clínicos e de estilo de vida, torna-se possível mapear quais combinações favorecem um envelhecimento mais saudável.

  • Proteção contra inflamação crônica, associada a várias doenças da velhice;
  • Manutenção da saúde cardiovascular em idades avançadas;
  • Preservação de circuitos neuronais ligados à memória e atenção.

O que o corpo dos supercentenários revela sobre envelhecer bem?

Quando células e tecidos de supercentenários são analisados, surgem algumas características que ajudam a explicar a longevidade saudável. Em muitos desses indivíduos, mecanismos de limpeza celular funcionam de forma eficiente, evitando o acúmulo de proteínas danificadas e resíduos que costumam se intensificar com a idade. Esse processo está ligado à manutenção da integridade dos órgãos ao longo das décadas. Portanto, a capacidade de “limpeza interna” do organismo aparece como peça-chave para retardar o aparecimento de doenças degenerativas.

Outro aspecto frequentemente observado é um sistema imunológico mais organizado do que o esperado para a faixa etária. Em vez de apresentar queda acentuada de defesa, alguns supercentenários mostram resposta imune forte frente a infecções. Há relatos de indivíduos que atravessaram infecções respiratórias graves, como a Covid-19 em fases iniciais da pandemia, produzindo altos níveis de anticorpos mesmo antes de serem vacinados. Esses achados sugerem que a forma como o organismo lida com infecções ao longo da vida pode influenciar a capacidade de atingir idades extremas. Entretanto, os especialistas lembram que exposição excessiva a infecções sem cuidados adequados pode, ao contrário, acelerar processos inflamatórios crônicos.

  • Eliminação eficaz de proteínas defeituosas;
  • Menor intensidade de processos inflamatórios de longa duração;
  • Resposta imune robusta frente a vírus e bactérias;
  • Preservação de força muscular e mobilidade em alguns casos.

Longevidade extrema é apenas genética ou a família também conta?

A herança familiar aparece como um componente importante na longevidade extrema. Em determinadas famílias, há concentração de parentes com mais de 100 anos, muitas vezes mantendo independência para atividades cotidianas. Casos em que uma pessoa alcança 110 anos e possui vários parentes centenários apontam para uma combinação de genes favoráveis compartilhados entre gerações. Portanto, quando se observa uma “árvore genealógica longa”, isso costuma indicar tanto fatores biológicos herdados quanto estilos de vida semelhantes.

Relatos incluem, por exemplo, sobrinhas de supercentenárias que, já centenárias, ainda participavam de práticas esportivas amadoras, como natação. Situações assim sugerem que determinados arranjos genéticos podem se repetir dentro de uma mesma linhagem. Ao mesmo tempo, fatores de estilo de vida — como rotina de sono, alimentação, exposição ao sol, vínculo social e nível de atividade física — tendem a ser parecidos entre membros da mesma família, o que reforça esse padrão de repetição. Em suma, família influencia tanto pelo DNA quanto pelos hábitos que são transmitidos no dia a dia, como jeito de lidar com estresse, relação com o trabalho e com o lazer.

  1. Genética compartilhada: variantes que podem proteger contra doenças crônicas.
  2. Hábitos semelhantes: alimentação, ritmo de trabalho e convivência social parecidos.
  3. Ambiente comum: exposição similar a fatores como poluição, acesso à saúde e estrutura urbana.

Como os estudos sobre longevidade extrema podem impactar a saúde pública?

Os dados obtidos com supercentenários brasileiros ajudam a deslocar o foco da pergunta “como viver mais anos?” para “como viver mais anos com qualidade de vida?”. Ao entender por que algumas pessoas chegam aos 110 anos preservando autonomia, pesquisadores podem buscar estratégias para ampliar o chamado tempo de vida saudável na população em geral, mesmo que nem todos alcancem idades tão altas. Portanto, as descobertas feitas com um grupo pequeno, mas muito especial, acabam beneficiando políticas voltadas a milhões de pessoas.

Esses conhecimentos podem orientar desde o desenvolvimento de novos medicamentos até políticas públicas que incentivem práticas associadas a um envelhecimento mais equilibrado. Ao mesmo tempo, reforçam a necessidade de incluir populações diversas em grandes consórcios internacionais de pesquisa, evitando que descobertas fiquem restritas a grupos de origem genética limitada. Nesse sentido, os supercentenários brasileiros passam a ser vistos como um recurso científico estratégico, oferecendo pistas concretas sobre como o corpo humano pode resistir ao tempo de maneira mais eficiente. Em suma, entender a longevidade extrema significa abrir caminho para sistemas de saúde mais preventivos, cidades mais amigáveis para idosos e programas que valorizem autonomia, inclusão social e bem-estar ao longo de toda a vida.

FAQ – Perguntas frequentes sobre longevidade extrema

1. É possível aumentar minhas chances de chegar aos 100 anos ou mais?
Sim, embora a genética tenha peso importante, fatores modificáveis contam muito. Manter alimentação equilibrada (rica em alimentos naturais e com pouca ultraprocessados), praticar atividade física regular, dormir bem, evitar tabagismo, moderar o consumo de álcool e cultivar relações sociais sólidas está associado a maior expectativa e qualidade de vida.

2. Existe uma “dieta dos supercentenários”?
Não há uma dieta única, entretanto padrões alimentares semelhantes aparecem com frequência: consumo alto de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, feijões, oleaginosas e uso moderado de gorduras saudáveis, como azeite. Em suma, dietas com menos açúcar refinado, menos frituras e menos produtos industrializados tendem a favorecer um envelhecimento mais saudável.

3. Atividade física intensa é obrigatória para viver muito?
Não necessariamente. O que se observa, então, é a presença de movimento constante ao longo da vida: caminhadas, trabalho ativo, tarefas domésticas, jardinagem e exercícios leves a moderados. Práticas estruturadas, como musculação leve, alongamento e atividades aeróbicas, ajudam a preservar massa muscular e função cardiovascular, mas não precisam ser de alta intensidade.

4. Saúde mental influencia a longevidade?
Influencia bastante. Pessoas que cultivam propósito de vida, mantêm curiosidade intelectual, preservam laços afetivos e lidam com o estresse de forma mais equilibrada exibem menor risco de diversas doenças crônicas. Portanto, cuidar da saúde emocional, buscar apoio psicológico quando necessário e manter hobbies são atitudes que também favorecem um envelhecimento mais longo e saudável.

5. Crianças e jovens podem se beneficiar desses estudos agora?
Podem, e muito. Hábitos formados na infância e na juventude impactam diretamente o risco de doenças na velhice. Então, incentivar alimentação saudável, atividade física, sono adequado e controle de fatores como obesidade e sedentarismo desde cedo aumenta as chances de uma vida longa e com boa qualidade no futuro.

Tags: centenáriosgenética brasileiraIdosossaúde
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