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Estudo aponta que 10 minutos de exercício já ativam sinais anticâncer

Por Lucas
07/01/2026
Em Saúde
Estudo aponta que 10 minutos de exercício já ativam sinais anticâncer

Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

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A prática regular de atividade física já é apontada por órgãos de saúde como um dos pilares na prevenção do câncer colorretal. O que estudos mais recentes começam a mostrar é que não é necessário passar longos períodos em treinos para que o corpo responda de forma benéfica. Sessões curtas, com cerca de dez minutos em intensidade elevada, parecem ser suficientes para acionar mecanismos internos ligados à proteção contra tumores no intestino grosso. Portanto, mesmo quem tem pouco tempo no dia pode, em teoria, colher ganhos significativos quando escolhe se movimentar de forma consistente.

Nessa linha de pesquisa, cientistas têm observado o que acontece no organismo em nível molecular logo após um esforço intenso. Em vez de olhar apenas para condicionamento físico ou perda de peso, o foco recai sobre as alterações no sangue e na forma como essas mudanças podem interferir em células relacionadas ao câncer de cólon. Esse olhar mais detalhado ajuda a compreender por que a atividade física é constantemente citada em recomendações de prevenção e, além disso, reforça que a qualidade do movimento, e não apenas a quantidade, exerce papel crucial na defesa do organismo. Em suma, entender esses mecanismos internos amplia as possibilidades de estratégias práticas para reduzir o risco da doença.

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Como o exercício físico atua na prevenção do câncer de cólon?

A expressão exercício físico e câncer de cólon resume uma relação que envolve diversos processos biológicos. Durante um esforço vigoroso, o corpo libera hormônios, proteínas inflamatórias em menor grau, substâncias antioxidantes e outras moléculas que circulam pela corrente sanguínea. Então, quando esse “coquetel” chega a diferentes tecidos, pode influenciar a forma como as células se dividem, reparam danos no DNA e respondem a sinais de crescimento. Portanto, o exercício atua como um modulador sistêmico, ajustando o ambiente interno para que ele fique menos favorável ao surgimento e à progressão de tumores.

Em estudos com voluntários adultos com sobrepeso ou obesidade, grupo reconhecido como mais vulnerável ao câncer colorretal, amostras de sangue coletadas antes e depois de alguns minutos de ciclismo intenso mostraram alterações claras. Em laboratório, o soro obtido após o esforço foi colocado em contato com células de câncer de cólon cultivadas. Os pesquisadores observaram queda na atividade de genes ligados à proliferação tumoral e aumento na ativação de vias associadas ao reparo de danos genéticos, dois pontos centrais quando se fala em formação e progressão de tumores. Além disso, em alguns trabalhos se nota melhora em marcadores de inflamação e na sensibilidade à insulina, fatores que, por sua vez, também influenciam o risco de câncer colorretal. Em suma, o exercício intenso gera um ambiente bioquímico menos propício ao crescimento de células malignas.

Exercício físico e câncer de cólon: por que sessões curtas podem importar?

Uma questão central para quem estuda exercício físico e câncer de cólon é entender se pequenas doses de atividade conseguem, de fato, provocar respostas biologicamente relevantes. Os resultados disponíveis indicam que, mesmo em cerca de dez minutos de esforço intenso, o organismo já emite sinais mensuráveis. Isso é observado em especial em protocolos que incluem um aquecimento leve, seguido de um bloco curto de alta intensidade, como pedalar forte em bicicleta ergométrica. Portanto, não se trata apenas de longas sessões em academias, mas de estímulos pontuais e bem estruturados, que cabem melhor na rotina de muitas pessoas.

  • Resposta rápida: logo após a sessão, moléculas reguladoras são liberadas na circulação. Então, o corpo começa a ajustar processos ligados à inflamação, ao metabolismo da glicose e ao estresse oxidativo.
  • Ajuste genético: essas substâncias conseguem modular genes relacionados ao crescimento celular. Em suma, a expressão de genes que favorecem a multiplicação desordenada tende a diminuir, enquanto genes ligados à proteção e à reparação aumentam a atividade.
  • Proteção ao material genético: vias de reparo do DNA são estimuladas, reduzindo a chance de acúmulo de mutações. Portanto, cada sessão intensa pode funcionar como um pequeno “reforço” nos sistemas internos de vigilância celular.

Essa dinâmica sugere que o organismo reage a cada sessão individual, e não apenas ao volume acumulado de exercícios ao longo da semana. Para a saúde pública, essa informação ganha peso porque mostra que rotinas curtas podem ser uma alternativa realista para pessoas com dificuldade de manter treinos prolongados. Entretanto, é importante que essas sessões aconteçam com regularidade ao longo dos dias, respeitando limites individuais e, sempre que possível, com orientação profissional. Em suma, a combinação de frequência, intensidade adequada e constância parece mais importante do que a duração isolada de cada treino.

Pequenas sessões de exercício podem ajudar a reduzir o risco de câncer?

Quando se pergunta se blocos curtos de atividade física podem contribuir para reduzir o risco de câncer colorretal, os dados atuais apontam para uma resposta positiva, mas com cautela. Em termos biológicos, já se observa que uma sessão isolada é capaz de alterar o ambiente interno de forma menos favorável ao desenvolvimento tumoral. Entretanto, a redução concreta de risco para cada indivíduo ainda depende de estudos de longo prazo, com acompanhamento clínico e avaliação de vários fatores de estilo de vida. Portanto, é prudente enxergar o exercício como parte de um conjunto mais amplo de atitudes preventivas.

  1. As evidências indicam que o sangue pós-exercício interfere em genes associados ao crescimento de células malignas. Então, o cenário dentro do organismo passa a desencorajar a expansão dessas células.
  2. Essas alterações foram vistas em laboratório, em culturas de células, e não diretamente em pacientes com câncer. Em suma, os resultados são promissores, mas ainda precisam de confirmação em estudos com pessoas ao longo de anos.
  3. A repetição frequente dessas sessões pode, em teoria, reforçar a proteção, mas isso precisa ser confirmado em grandes pesquisas populacionais. Portanto, recomenda-se manter um padrão de atividade regular, aliado a alimentação equilibrada, sono adequado e controle de outros fatores de risco.

Dessa forma, a mensagem central que se desenha é que qualquer quantidade de movimento é relevante, especialmente quando se trata de pessoas com fatores de risco para câncer de cólon, como idade acima de 50 anos, excesso de peso, dieta pobre em fibras e histórico familiar da doença. Em suma, para quem não pode ou não gosta de treinos longos, vale priorizar pequenas sessões distribuídas ao longo da semana, alternando caminhadas rápidas, subidas de escada, treinos intervalados e outras formas de atividade que elevem a frequência cardíaca de maneira segura.

Quais são os limites das descobertas sobre exercício e câncer colorretal?

Embora o papel do exercício físico na prevenção do câncer colorretal esteja cada vez mais documentado, os especialistas ressaltam algumas limitações. Muitos trabalhos avaliam apenas respostas imediatas, poucas horas após a atividade, e ainda não conseguem medir com precisão o impacto acumulado ao longo de anos. Além disso, ensaios em laboratório, com uso de células isoladas, não reproduzem por completo o ambiente complexo do corpo humano, que envolve sistema imunológico, microbiota intestinal, hormônios e outros fatores. Portanto, os resultados atuais indicam caminhos promissores, mas ainda não permitem definir uma “dose exata” de exercício para cada pessoa.

Outro ponto importante é que a prática de atividade física não substitui métodos de rastreamento, como a colonoscopia, nem anula a influência de outros hábitos, entre eles tabagismo, consumo exagerado de álcool e alimentação rica em produtos ultraprocessados. O exercício entra como um componente relevante de uma estratégia mais ampla de prevenção, alinhada às recomendações de entidades como o Instituto Nacional de Câncer. Em suma, a prevenção eficaz integra movimento, alimentação saudável, exames periódicos e abandono de comportamentos de risco.

Mesmo com essas ressalvas, a tendência para os próximos anos é que novas pesquisas busquem entender como combinar programas de atividade física, mudanças no estilo de vida e terapias específicas para potencializar a proteção contra o câncer de cólon. A ideia é aproveitar melhor esses sinais biológicos desencadeados pelo movimento, especialmente aqueles ligados ao reparo do DNA e ao controle da multiplicação celular, em benefício da saúde da população. Portanto, quem começa hoje a incluir exercícios na rotina já se antecipa a recomendações futuras, construindo um cenário mais favorável para a própria saúde intestinal e geral.

FAQ – Perguntas frequentes sobre exercício físico e câncer de cólon

1. Qual é o melhor tipo de exercício para ajudar na prevenção do câncer de cólon?
Não existe um único tipo de exercício “ideal”. Entretanto, combinar atividades aeróbicas (como caminhada rápida, corrida leve, bicicleta e natação) com exercícios de força (musculação, treino com elásticos ou com o peso do próprio corpo) traz benefícios amplos. Em suma, o mais importante é escolher modalidades que você consiga manter com regularidade e que elevem a frequência cardíaca de forma segura.

2. Quantos dias por semana eu devo treinar para obter algum efeito protetor?
Em geral, diretrizes de saúde indicam ao menos 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, distribuídos em 3 a 5 dias. Entretanto, para o contexto de sessões curtas e intensas, você pode começar com 2 a 3 dias por semana e aumentar progressivamente, sempre respeitando sua condição física e, se possível, com liberação médica. Portanto, a regularidade ao longo dos meses conta mais do que treinos esporádicos e muito longos.

3. Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal devem treinar de forma diferente?
Quem tem histórico familiar precisa, antes de tudo, seguir rigorosamente as orientações de rastreamento (como colonoscopias mais precoces) dadas pelo médico. Em relação ao exercício, em suma, as mesmas recomendações de atividade aeróbica e de força se aplicam. Entretanto, vale reforçar a importância de manter constância, controlar o peso, evitar sedentarismo prolongado (ficar muitas horas sentado) e associar o movimento a uma dieta rica em fibras, frutas, legumes e grãos integrais.

4. Exercícios de alta intensidade são seguros para todos?
Não. Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, articulares importantes ou outras condições crônicas devem conversar com um profissional de saúde antes de incluir treinos intensos. Portanto, o ideal envolve começar com intensidade leve a moderada, avaliar a resposta do corpo e, então, progredir gradualmente. Em suma, segurança vem sempre em primeiro lugar, e adaptações individuais garantem que o exercício ajude, sem gerar riscos desnecessários.

5. Se eu já tive câncer de cólon, ainda vale a pena fazer exercício?
Sim, em muitos casos o exercício contribui para a reabilitação, melhora da qualidade de vida e possível redução do risco de recidiva, desde que ocorra com supervisão e autorização da equipe médica. Portanto, converse com o oncologista ou com o profissional de fisioterapia para definir o tipo e a intensidade mais adequados para o seu momento de tratamento ou pós-tratamento. Em suma, movimento planejado e seguro pode se tornar um aliado importante na recuperação.

Tags: 10 minutosanticâncerexercíciossaúde
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