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Estudo revela que dançar pode diminuir significativamente o risco de demência

Por Lara
07/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / IgorBorodin

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Dançar aparece cada vez mais como uma aliada importante na proteção do cérebro ao longo do envelhecimento. Pesquisas recentes indicam que o hábito de mover o corpo ao som da música pode estar associado a um risco significativamente menor de desenvolver demência, especialmente entre pessoas idosas. A combinação de movimento, atenção, interação social e prazer parece criar um ambiente favorável para manter a mente ativa por mais tempo.

Entre as diferentes formas de atividade física, o ato de dançar se destaca por unir exercício aeróbico, coordenação motora e estímulo cognitivo. Em vez de repetir movimentos automáticos, quem dança precisa seguir ritmos, lembrar passos, adaptar-se ao espaço e, muitas vezes, se ajustar ao parceiro ou ao grupo. Esse tipo de desafio múltiplo exige bastante do cérebro e pode contribuir para mantê-lo em funcionamento mais eficiente com o passar dos anos.

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Como dançar ajuda a prevenir a demência?

Estudos de longo prazo com idosos mostram que pessoas que dançam com frequência, pelo menos uma vez por semana, apresentam menor risco de desenvolver quadros demenciais em comparação com aquelas que raramente participam dessa atividade. Esse efeito protetor é atribuído a uma combinação de fatores físicos, cognitivos e sociais que atuam ao mesmo tempo.

Do ponto de vista cerebral, dançar exige atenção dividida: acompanhar o ritmo musical, lembrar a sequência de passos, ajustar o corpo ao espaço e, em alguns casos, reagir aos movimentos de outra pessoa. Essa “multitarefas” estimula diversas áreas do cérebro simultaneamente, favorecendo a criação de novas conexões neurais. Alguns pesquisadores sugerem que esse processo pode aumentar a chamada reserva cognitiva, ajudando o cérebro a lidar melhor com as alterações típicas da idade.

Além disso, a dança é um tipo de atividade física aeróbica, que contribui para melhorar a circulação sanguínea e a oxigenação do cérebro. Movimentos que envolvem equilíbrio, giros e mudanças de direção também fortalecem músculos e articulações, o que reduz o risco de quedas e amplia a autonomia na terceira idade. Por fim, a convivência social em aulas, bailes ou grupos de dança ajuda a combater o isolamento, fator frequentemente associado ao declínio cognitivo.

Dançar é melhor que outras atividades físicas?

Outras práticas, como caminhada, natação ou ciclismo, também estão relacionadas à melhor saúde cerebral e menor risco de demência. No entanto, alguns trabalhos científicos apontam que a dança pode ter efeitos mais marcantes do que atividades repetitivas, justamente por exigir mais do cérebro em termos de coordenação, ritmo e memória. Ainda assim, especialistas reforçam que qualquer forma de movimento regular é positiva para o envelhecimento saudável.

Meta-análises recentes envolvendo idosos saudáveis indicam que modalidades de dança social reduzem o risco de quedas e melhoram o equilíbrio e a força da parte inferior do corpo. Para além da proteção contra demência, esse ganho funcional diminui internações, fraturas e perda de independência. Em alguns contextos clínicos, serviços de saúde já recomendam aulas de dança como parte da reabilitação de pessoas com distúrbios de movimento, como a doença de Parkinson, sempre com acompanhamento adequado.

  • Caminhada: melhora o condicionamento cardiovascular e o humor.
  • Natação: trabalha todo o corpo com baixo impacto nas articulações.
  • Dança: soma exercício, cognição e interação social em uma única prática.

A música também protege o cérebro?

Nem todo mundo se sente à vontade para dançar em público, mas a pesquisa mostra que a música por si só já pode trazer benefícios para o cérebro. Grandes estudos populacionais apontam que pessoas que escutam música na maior parte dos dias apresentam menor risco de desenvolver demência. A exposição frequente a sons e melodias estimula áreas cerebrais ligadas à memória, às emoções e à atenção.

O ato de ouvir música envolve reconhecer padrões, antecipar mudanças de ritmo e associar canções a lembranças antigas. Em idosos, esse estímulo pode facilitar o resgate de memórias e favorecer o engajamento em conversas, impactando de forma positiva o convívio social. Em alguns programas de cuidado, profissionais associam trilhas sonoras específicas a sessões de alongamento, dança leve ou exercícios cognitivos, criando uma rotina mais agradável e estruturada.

  1. Escolher estilos musicais que despertem lembranças positivas.
  2. Reservar alguns minutos diários para ouvir músicas com atenção.
  3. Combinar músicas com pequenos movimentos, mesmo sentado.
  4. Participar, quando possível, de grupos de canto ou coral.

Quais cuidados tomar ao usar a dança como estratégia de saúde?

Ao considerar a dança como parte de uma rotina de cuidado do cérebro, alguns pontos merecem atenção. A intensidade dos movimentos precisa ser compatível com a condição física e eventuais doenças pré-existentes. Em casos de problemas articulares, cardíacos ou neurológicos, a orientação profissional é importante para definir o tipo de dança, a duração das sessões e os limites de esforço adequados.

Outro aspecto fundamental é a regularidade. Benefícios mais consistentes aparecem quando a atividade é mantida ao longo do tempo, e não apenas em ocasiões esporádicas. Por isso, recomenda-se que a dança seja incorporada como um hábito prazeroso, e não como uma obrigação rígida. A criação de grupos em centros comunitários, clubes, igrejas ou unidades de saúde pode facilitar essa continuidade, sobretudo para idosos que moram sozinhos.

Os especialistas também ressaltam que não existe solução única para prevenir demência. A doença resulta da combinação de fatores genéticos, estilo de vida, alimentação, estresse e exposições ambientais. Assim, a dança e a música funcionam como peças de um conjunto maior, que inclui sono adequado, controle de doenças crônicas, estímulos intelectuais e relações sociais ativas. Integrar esses elementos de forma equilibrada tende a oferecer um cenário mais favorável para um envelhecimento cerebral saudável.

FAQ sobre dança, envelhecimento e cérebro

1. Quem nunca dançou pode começar na terceira idade?
Sim. Em suma, pessoas que nunca tiveram contato com aulas formais de dança podem iniciar na terceira idade, desde que respeitem seus limites físicos. O ideal é começar por modalidades mais lentas e com passos simples, como dança de salão básica ou danças circulares. Portanto, a adaptação progressiva é fundamental para evitar dores e lesões. Entretanto, é sempre recomendável uma avaliação médica prévia para idosos com doenças crônicas.

2. Quanto tempo de dança por semana é recomendado para perceber benefícios?
Não há um único número perfeito, mas muitas pesquisas usam de 60 a 150 minutos semanais de dança leve a moderada como referência. Isso pode ser dividido em duas ou três sessões por semana. Então, o mais importante é a constância ao longo de meses e anos, e não apenas períodos curtos de prática intensa. Portanto, escolher um ritmo e uma frequência que sejam sustentáveis é essencial.

3. A dança pode ajudar também na saúde emocional, como ansiedade e depressão?
A dança costuma ter impacto positivo sobre o humor, porque combina movimento, música e interação social. Esses elementos juntos favorecem a liberação de substâncias ligadas ao bem-estar, como endorfinas. Portanto, muitas pessoas relatam redução de sintomas de ansiedade leve e melhora da autoestima. Entretanto, em casos de depressão ou ansiedade moderada a grave, a dança deve ser vista como complemento, e não substituto, de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

4. Dançar em casa sozinho traz benefícios semelhantes aos de aulas em grupo?
Dançar em casa, mesmo sozinho, já oferece vantagens físicas e cognitivas, pois exige coordenação, atenção ao ritmo e memorização de movimentos. Em suma, isso é melhor do que permanecer inativo. Entretanto, aulas em grupo acrescentam o componente social, que é importante para a saúde cerebral e emocional. Portanto, o ideal é combinar momentos de dança individual em casa com oportunidades de interação em grupo, sempre que possível.

5. Existem estilos de dança mais indicados para idosos iniciantes?
De modo geral, estilos de menor impacto e com passos estruturados tendem a ser mais seguros para iniciantes, como bolero, forró mais lento, valsa, danças circulares ou dança sênior. O importante é que o ritmo permita conversar sem ficar ofegante e que os movimentos não exijam saltos ou giros bruscos no começo. Portanto, a escolha deve considerar preferências pessoais, limitações articulares e a experiência do professor com o público idoso.

6. Quem usa bengala ou tem mobilidade reduzida pode participar de atividades de dança?
Pode, desde que haja adaptação adequada. Existem programas de “dança adaptada” ou “dança sentada”, em que muitos movimentos são realizados apoiados ou na cadeira. Então, o foco é trabalhar coordenação de braços, tronco, expressão corporal e ritmo, reduzindo a sobrecarga nas pernas. Entretanto, é fundamental acompanhamento de um profissional capacitado para avaliar os riscos de queda e ajustar o nível de esforço.

7. Dançar em ambientes muito cheios é seguro para pessoas com risco de queda?
Ambientes lotados podem aumentar o risco de tropeços, empurrões e desequilíbrios, especialmente para idosos com dificuldades de marcha ou visão. Esses contextos exigem atenção redobrada. Portanto, quem tem risco de queda deve preferir aulas estruturadas, com limite de participantes e espaço adequado. Entretanto, se optar por bailes cheios, é importante ficar em áreas com menos circulação e, se possível, ter apoio de acompanhantes.

8. É preciso aquecer e alongar antes de dançar?
Sim, o aquecimento prepara músculos, articulações e sistema cardiovascular para o esforço. De 5 a 10 minutos de movimentos leves, como caminhar devagar e mobilizar ombros, quadris e joelhos, já fazem diferença. Portanto, alongamentos suaves antes e depois da dança ajudam a reduzir desconfortos musculares posteriores. Entretanto, pessoas com problemas articulares específicos devem seguir as orientações de fisioterapeutas ou médicos sobre quais alongamentos evitar.

9. A dança pode ser combinada com exercícios de fortalecimento muscular?
A combinação costuma ser bastante benéfica. A dança melhora coordenação, equilíbrio e condicionamento, enquanto o fortalecimento (com elásticos, pesos leves ou exercícios com o próprio corpo) aumenta a força muscular. Portanto, juntos, eles ajudam a prevenir quedas e mantêm a autonomia funcional. Entretanto, essa integração deve respeitar o nível de condicionamento de cada pessoa, evitando excesso de carga ou volume de treino.

10. Pessoas com dificuldades de memória já instaladas podem se beneficiar da dança?
Sim. Mesmo quando há comprometimento cognitivo leve ou demência em estágios iniciais, a dança pode auxiliar na manutenção de funções preservadas, na socialização e na melhora do humor. Então, sequências simples, repetidas e associadas a músicas familiares costumam funcionar melhor. Entretanto, é essencial supervisão próxima, prevenção de quedas e adaptação do nível de complexidade dos passos à capacidade da pessoa naquele momento.

Tags: dançaDemênciasaúde
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