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Homem conviveu por dois anos com sintoma clássico do câncer de intestino; saiba qual

Por Lucas
07/01/2026
Em Saúde
Homem conviveu por dois anos com sintoma clássico do câncer de intestino; saiba qual

Créditos: depositphotos.com / KostyaKlimenko

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O sangramento nas fezes é um sintoma que muitas pessoas tendem a minimizar ou atribuir a problemas simples, como hemorroidas. Entretanto, esse sinal pode estar relacionado a doenças mais graves, entre elas o câncer de intestino, que inclui tumores de cólon e reto. Em diversos casos relatados nos últimos anos, o primeiro indício da doença foi justamente a presença de sangue no vaso sanitário ou no papel higiênico, mesmo em indivíduos jovens. Portanto, sempre que esse sintoma surgir, a investigação médica imediata torna‑se fundamental.

O câncer de intestino costuma se desenvolver de maneira lenta, a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que podem levar anos para crescer e sofrer alterações malignas. Em suma, esse ritmo gradual faz com que os sintomas iniciais apareçam de forma discreta, desapareçam por um período e depois voltem. Então, essa característica favorece atrasos na investigação, já que o paciente pode ficar tranquilo demais com exames iniciais normais ou com o simples desaparecimento do sangramento. Entretanto, a oscilação dos sintomas não significa cura espontânea; ao contrário, pode indicar evolução silenciosa da doença.

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O que é o câncer de intestino e por que ele preocupa?

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal ou de cólon e reto, abrange tumores que surgem no intestino grosso e no reto. No Brasil, ele está entre os tipos de câncer mais diagnosticados e também entre os que mais causam mortes, segundo dados atualizados de órgãos de saúde. Portanto, representa um importante problema de saúde pública. A relevância do tema aumentou com o registro de casos em faixas etárias mais jovens, abaixo dos 50 anos, faixa em que o rastreamento de rotina ainda não é amplamente adotado.

Especialistas destacam que se trata de um tipo de câncer potencialmente evitável e tratável quando identificado no início. Isso porque muitos tumores começam como pólipos benignos, que podem ser removidos por meio de colonoscopia antes de se transformarem em câncer. Em suma, quando o pólipo é retirado precocemente, o risco de evolução para tumor maligno cai de maneira expressiva. Por outro lado, quando o diagnóstico ocorre em fases avançadas, com comprometimento de linfonodos ou metástases em órgãos como fígado e pulmões, as chances de controle e cura se reduzem de forma importante. Então, investir em prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce transforma o prognóstico de muitos pacientes.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

A palavra-chave para entender os sinais do câncer de intestino é mudança. Mudanças no funcionamento habitual do intestino, na forma das fezes ou na presença de sangue merecem atenção especial. Em muitos relatos, o primeiro sintoma percebido é o sangramento retal, que pode aparecer misturado às fezes, pingar no vaso sanitário ou ficar evidente no papel higiênico. Então, esse achado nunca deve ser ignorado. O sintoma pode surgir de forma isolada ou acompanhado de outros sinais.

Entre os sintomas mais descritos pelos profissionais de saúde estão:

  • Sangue nas fezes – vermelho vivo ou escuro, contínuo ou intermitente; portanto, qualquer padrão diferente do habitual exige avaliação;
  • Alteração do hábito intestinal – diarreia ou prisão de ventre persistentes, especialmente quando surgem sem motivo aparente;
  • Dor ou desconforto abdominal – cólicas, gases excessivos ou sensação de inchaço, que podem piorar progressivamente;
  • Perda de peso sem explicação – quando não há mudança na alimentação ou nos exercícios, levantando suspeita de doença sistêmica;
  • Cansaço intenso e anemia – em decorrência de pequenos sangramentos contínuos, muitas vezes não visíveis a olho nu;
  • Sensação de evacuação incompleta – vontade de ir ao banheiro logo após evacuar, como se o reto nunca esvaziasse totalmente.

Esses sintomas podem ser confundidos com outras condições, como hemorroidas, fissuras anais, síndrome do intestino irritável ou infecções intestinais. Entretanto, sinais persistentes ou recorrentes devem ser avaliados com cuidado, principalmente se houver histórico familiar de câncer colorretal ou outros fatores de risco. Em suma, não basta apenas tratar “crises” com remédios sintomáticos: é preciso investigar a causa. Portanto, diante de qualquer suspeita, a consulta com gastroenterologista ou coloproctologista torna‑se o passo seguinte mais adequado.

Por que o câncer de intestino costuma passar despercebido?

Um dos motivos para o câncer de cólon e reto ser diagnosticado tardiamente é o fato de muitos sintomas serem inespecíficos. Sangramento discreto, alteração ocasional nas fezes ou dor abdominal leve podem ser facilmente atribuídos a problemas comuns. Então, a pessoa posterga a ida ao médico, tenta remédios por conta própria ou aceita explicações simplistas. Além disso, em pessoas jovens, a suspeita de câncer geralmente é menor, o que pode levar a investigações mais superficiais em um primeiro momento.

Outro ponto é a possibilidade de exames iniciais virem normais. Testes de sangue oculto nas fezes ou análises laboratoriais de rotina podem não detectar alterações em fases muito iniciais. Em suma, um exame simples normal não descarta totalmente a doença. Quando os sintomas desaparecem temporariamente, a tendência é interromper a busca por respostas. Essa combinação de fatores ajuda a explicar por que parte dos casos surge apenas quando o tumor já está maior ou envolvendo linfonodos próximos. Portanto, a persistência nos exames e o seguimento com o especialista fazem muita diferença no desfecho.

Como é feito o diagnóstico do câncer de intestino?

O diagnóstico do câncer de intestino passa por algumas etapas. Normalmente, o médico inicia com uma avaliação clínica, incluindo histórico de sintomas, exame físico e, se necessário, exames de sangue. Então, a partir dessa primeira análise, o profissional define quais testes complementares se encaixam melhor em cada situação. Em seguida, podem ser solicitados testes específicos, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes ou exames de imagem.

O exame considerado padrão para investigação detalhada é a colonoscopia, que permite visualizar o interior do intestino grosso e do reto por meio de uma câmera acoplada a um tubo flexível. Durante o procedimento, o profissional pode retirar pólipos suspeitos ou coletar pequenos fragmentos de tecido (biópsias). A confirmação do câncer depende da análise microscópica desse material. Em suma, sem biópsia não existe diagnóstico definitivo.

Após a confirmação, realizam‑se exames complementares, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para avaliar a extensão da doença e verificar se há comprometimento de linfonodos ou outros órgãos. Portanto, o estadiamento define se o tumor está localizado, regional ou com metástases à distância. Essas informações orientam a escolha do tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação dessas abordagens. Então, o planejamento terapêutico torna‑se individualizado, levando em conta estágio do tumor, idade, comorbidades e preferências do paciente.

Quais são os principais fatores de risco e formas de prevenção?

O risco de câncer colorretal aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos. No entanto, também pesam o histórico familiar da doença, a presença de síndromes hereditárias, doenças inflamatórias intestinais crônicas, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, além de fatores ligados ao estilo de vida. Entre eles, destacam‑se excesso de peso, sedentarismo, consumo frequente de carnes processadas e baixa ingestão de fibras, frutas e vegetais. Em suma, dieta pobre e rotina sedentária criam um ambiente intestinal desfavorável ao longo dos anos.

Algumas medidas estão associadas à redução do risco:

  1. Manter alimentação rica em fibras, com boa quantidade de frutas, legumes e grãos integrais; portanto, priorizar alimentos in natura e minimizar ultraprocessados;
  2. Reduzir o consumo de carnes processadas e limitar carnes vermelhas na rotina, equilibrando o prato com fontes vegetais de proteína;
  3. Praticar atividade física regular, de acordo com a orientação profissional, pois o movimento ajuda o intestino a funcionar melhor;
  4. Evitar tabagismo e moderar o consumo de bebidas alcoólicas, já que ambos contribuem para inflamação e danos às células;
  5. Acompanhar periodicamente a saúde intestinal, principalmente em pessoas com fatores de risco, realizando colonoscopia de rastreamento conforme recomendação médica.

Campanhas de saúde reforçam que qualquer sangue nas fezes ou mudança persistente no ritmo intestinal merece ser investigada, mesmo quando exames iniciais parecem tranquilos. Portanto, não espere que a dor piore ou que o sangramento aumente para buscar ajuda. Em suma, a identificação precoce do câncer de intestino, ainda em estágios iniciais ou mesmo na fase de pólipos, aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido e de retomada da rotina após o tratamento. Então, cuidar do intestino hoje representa um investimento direto na qualidade de vida no futuro.

FAQ – Perguntas frequentes sobre câncer de intestino

1. Pessoas jovens também precisam se preocupar com câncer de intestino?
Sim. Embora a maior parte dos casos ocorra após os 50 anos, o número de diagnósticos em adultos jovens vem aumentando. Portanto, qualquer sintoma suspeito (sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, perda de peso inexplicada) em pessoas abaixo de 50 anos também exige avaliação especializada, principalmente quando existe histórico familiar.

2. Com que idade, em geral, se inicia a colonoscopia de rastreamento?
Em suma, para indivíduos sem fatores de risco, muitas diretrizes sugerem iniciar o rastreamento por volta dos 45 a 50 anos. Entretanto, quem tem parente de primeiro grau com câncer colorretal costuma precisar começar mais cedo, em idade definida pelo médico, normalmente 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado.

3. Toda presença de sangue nas fezes significa câncer?
Não. Hemorroidas, fissuras anais e outras condições benignas também causam sangramento. Entretanto, não há como diferenciar com segurança apenas pela observação em casa. Portanto, a regra é simples: apareceu sangue, investigue. Só depois dos exames o médico consegue excluir ou confirmar causas mais graves.

4. Mudanças na alimentação realmente ajudam na prevenção?
Sim. Em suma, uma dieta rica em fibras, frutas, legumes e grãos integrais, aliada a baixo consumo de carnes processadas, reduz o risco de câncer de intestino ao longo do tempo. Além disso, beber água com regularidade e manter rotina ativa complementam esse efeito protetor.

5. Câncer de intestino tem cura?
Tem, especialmente quando o diagnóstico ocorre em estágio inicial. Então, tumores pequenos e localizados podem ser removidos cirurgicamente com altas taxas de controle e sobrevida. Mesmo em fases mais avançadas, tratamentos modernos ampliam a possibilidade de controle da doença e de prolongamento da vida, tornando o seguimento contínuo essencial.

Tags: câncerintestinosinaissintoma clássicosintomas
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