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Por que a gratidão melhora a saúde mental, segundo a neurociência

Por Lucas
08/01/2026
Em Saúde
Por que a gratidão melhora a saúde mental, segundo a neurociência

Créditos: depositphotos.com / info.michaelheim-photographer.com

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Entre pesquisadores da área de saúde mental, a gratidão vem ganhando espaço como um dos hábitos emocionais mais estudados dos últimos anos. Em vez de ser vista apenas como uma forma de agradecer por algo positivo que aconteceu, ela passou a ser analisada como um recurso psicológico com impacto direto no cérebro, no corpo e nas relações sociais. Estudos recentes em neurociência mostram que o simples ato de reconhecer e valorizar experiências, pessoas ou acontecimentos pode desencadear mudanças mensuráveis em regiões cerebrais ligadas ao prazer, à motivação e à regulação emocional. Portanto, quando alguém treina o olhar para o que funciona, o cérebro responde de maneira concreta, fortalecendo conexões que favorecem bem-estar e clareza mental.

Esse interesse científico pela gratidão não surgiu por acaso. Em um cenário marcado por índices elevados de ansiedade, estresse crônico e adoecimento emocional, pesquisadores procuram entender como práticas simples, acessíveis e de baixo custo podem contribuir para a saúde mental. A gratidão aparece nesse contexto como uma ferramenta que não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas que pode complementar outras abordagens e fortalecer a capacidade de lidar com pressões cotidianas, frustrações e incertezas. Em suma, trata-se de um hábito que ajuda a construir uma espécie de “reserva emocional” para enfrentar fases difíceis com mais equilíbrio e senso de propósito.

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Como a gratidão atua no cérebro?

Em pesquisas com neuroimagem, a gratidão no cérebro é frequentemente observada por meio da ativação de áreas associadas a recompensa, tomada de decisão e regulação emocional. Quando uma pessoa se concentra em algo pelo qual se sente grata, há aumento de atividade em estruturas como o córtex pré-frontal, o estriado ventral e a amígdala. Esses sistemas são os mesmos envolvidos em respostas a recompensas naturais, como alimentação, interação social e sensação de alívio após situações de tensão. Portanto, ao praticar gratidão de forma repetida, o indivíduo estimula circuitos que favorecem mais motivação e menos reatividade impulsiva.

O córtex pré-frontal participa da organização de pensamentos, planejamento de ações e controle de impulsos. Ao envolver essa região em experiências de gratidão, o cérebro tende a integrar melhor emoções e raciocínio, favorecendo reações mais equilibradas diante de problemas. Então, em vez de responder apenas por impulso ou medo, a pessoa ganha alguns segundos a mais entre o que sente e o que escolhe fazer, o que já representa um avanço importante para a saúde mental.

Já o estriado ventral, componente central do circuito de recompensa, participa da sensação de motivação. A gratidão estimula esse sistema, o que pode ajudar a manter o foco em metas, reforçar comportamentos saudáveis e reduzir a sensação de apatia. Em suma, quando alguém registra conquistas, avanços e apoios recebidos, o cérebro associa esforço com recompensa emocional, facilitando a manutenção de hábitos que fazem bem, como terapia, atividade física e autocuidado básico.

A amígdala, por sua vez, é uma área conhecida pelo papel na resposta ao medo e na memória emocional. Quando experiências positivas de gratidão se repetem, ela passa a registrar não apenas acontecimentos ameaçadores, mas também lembranças de apoio, cuidado e superação. Esse equilíbrio pode contribuir para uma resposta menos reativa ao estresse, reduzindo a tendência a interpretar qualquer situação como ameaça iminente. Portanto, a gratidão não “apaga” emoções negativas, mas amplia o repertório emocional, permitindo que o cérebro acesse, também, memórias de segurança e acolhimento.

Gratidão é só um sentimento ou também um hábito treinável?

Pesquisas em psicologia mostram que a prática da gratidão não depende apenas de circunstâncias favoráveis. Ela pode ser cultivada de maneira intencional, como um treino de atenção direcionada ao que funciona, ao que foi aprendido ou ao que foi recebido de outras pessoas. Ao ser repetido, esse exercício tende a fortalecer circuitos neurais específicos, num processo conhecido como neuroplasticidade, no qual o cérebro se reorganiza conforme os estímulos que recebe com maior frequência. Então, quanto mais alguém treina perceber motivos de agradecimento, mais o cérebro se torna eficiente em localizar esses elementos no dia a dia.

Em vez de se limitar a uma reação espontânea diante de um presente ou de uma boa notícia, a gratidão pode assumir a forma de um estilo de pensamento mais atento ao contexto e às pequenas contribuições diárias. Essa mudança de foco não ignora dificuldades ou problemas, mas amplia o repertório emocional, permitindo reconhecer recursos disponíveis, pessoas que oferecem suporte e experiências que trazem aprendizado. Quanto mais esse padrão se repete, mais natural tende a se tornar a percepção de aspectos positivos mesmo em períodos desafiadores. Em suma, a pessoa não passa a viver em “fantasia positiva”, e sim desenvolve um olhar mais completo sobre a própria história.

  • Gratidão emocional: sensação interna de reconhecimento e apreço por algo vivido. Portanto, envolve o que se sente no corpo e na mente ao perceber que recebeu ajuda, oportunidade ou aprendizado.
  • Gratidão como atitude: escolha consciente de notar e registrar motivos de agradecimento. Então, não se trata apenas de esperar a emoção surgir, mas de dirigir a atenção, por exemplo, anotando três motivos de gratidão por dia.
  • Gratidão relacional: expressão desse reconhecimento a outras pessoas, fortalecendo laços. Entretanto, essa forma de gratidão não significa negar conflitos; ela inclui reconhecer esforços, reparações e gestos de cuidado mesmo em relações complexas.

Quais benefícios da gratidão para a saúde mental?

A relação entre gratidão e saúde mental vem sendo investigada em diferentes faixas etárias e contextos. Em muitos estudos, participantes que adotam práticas simples de agradecimento apresentam redução de sintomas de estresse e ansiedade, maior sensação de propósito e melhor qualidade de sono. Esses efeitos costumam ser explicados pela combinação entre alterações no cérebro, mudanças na forma de interpretar acontecimentos e maior percepção de apoio social. Portanto, a gratidão diária funciona como um fator de proteção psicológico, especialmente em períodos de incerteza.

Entre os principais impactos observados, destacam-se:

  • Redução da ruminação, isto é, da tendência a repetir mentalmente problemas e erros. Em suma, quando a mente conta apenas histórias de fracasso e ameaça, a gratidão introduz outros capítulos, lembrando também de recursos, conquistas e superações.
  • Aumento da sensação de segurança emocional, ao lembrar de situações em que houve ajuda ou acolhimento. Então, a pessoa passa a se perceber menos sozinha diante das dificuldades, o que diminui a sensação de desamparo.
  • Fortalecimento da resiliência, entendida como a capacidade de se adaptar a adversidades. Portanto, quem cultiva gratidão costuma reconhecer não só a dor, mas também o aprendizado e o apoio que surgem em momentos críticos.
  • Melhora da convivência, já que o ato de reconhecer publicamente a contribuição de outras pessoas favorece relações de confiança. Entretanto, isso não impede a existência de conflitos; apenas aumenta a disposição para diálogo respeitoso e reparação.

Além disso, a prática constante de gratidão parece estimular a motivação para comportamentos saudáveis, como manter acompanhamento psicológico, cuidar do sono e procurar atividades que tragam sentido. Ao reforçar internamente que determinados esforços geram resultados positivos, o cérebro tende a associar autocuidado com recompensa, o que facilita a continuidade desses hábitos ao longo do tempo. Em suma, gratidão não é só uma emoção agradável: ela se transforma em um combustível para escolhas consistentes de cuidado com a saúde mental.

Como incluir a gratidão no dia a dia de forma prática?

A incorporação da gratidão diária na rotina não requer grandes mudanças. Em muitos casos, pequenos rituais, mantidos com regularidade, já produzem efeitos relevantes. O ponto central é que a prática seja concreta, específica e repetida, para que o cérebro possa consolidar novas conexões. Então, em vez de tentar transformar a vida inteira de uma vez, vale começar por ações simples, que caibam na rotina real de cada pessoa.

  1. Registro escrito: anotar, ao final do dia, três situações pelas quais se sente gratidão, mesmo que simples. Portanto, vale incluir desde um gesto de gentileza até um momento de pausa que ajudou a respirar melhor ao longo do dia.
  2. Foco em detalhes: especificar por que determinada experiência foi importante, em vez de escrever apenas frases genéricas. Em suma, trocar “sou grato pela minha família” por algo como “sou grato pela conversa honesta que tive hoje com…” aprofunda a experiência emocional.
  3. Expressão direta: sempre que possível, comunicar a outra pessoa que sua atitude fez diferença, seja por mensagem, telefonema ou conversa presencial. Então, além de fortalecer vínculos, essa expressão direta de gratidão ajuda a consolidar a memória positiva do acontecimento.
  4. Pausa consciente: em momentos de estresse, reservar alguns segundos para lembrar de algo que já foi superado ou de alguém que ofereceu apoio. Portanto, esse pequeno intervalo cria um espaço mental entre a tensão atual e a lembrança de que, em outros momentos, já houve saída e suporte.

Com o tempo, atitudes desse tipo tendem a transformar a gratidão em parte natural do modo de perceber o mundo, em vez de uma prática isolada. Ao atuar diretamente em regiões cerebrais ligadas ao prazer, à motivação e ao equilíbrio emocional, esse hábito pode contribuir para uma vida mental mais estável e para relações sociais mais consistentes, especialmente em um cotidiano marcado por pressa, sobrecarga e múltiplas demandas. Em suma, a gratidão funciona como um ajuste fino no olhar: não elimina desafios, mas amplia a capacidade de enxergar, ao mesmo tempo, dificuldade, apoio e possibilidade de crescimento.

FAQ sobre gratidão e saúde mental

1. Praticar gratidão significa ignorar emoções negativas?
Não. Gratidão não exige negar tristeza, raiva ou frustração. Entretanto, ela convida a incluir, na mesma narrativa, elementos de apoio, recursos e aprendizado. Portanto, a pessoa continua reconhecendo o que dói, mas deixa de olhar apenas para a dor.

2. Quanto tempo leva para perceber efeitos da gratidão?
Os estudos variam, mas muitas pesquisas relatam mudanças percebidas entre 2 e 8 semanas de prática consistente, como escrever um diário de gratidão três vezes por semana. Em suma, a regularidade importa mais do que a duração de cada exercício isolado.

3. Gratidão ajuda em casos de depressão e ansiedade?
A gratidão pode atuar como complemento, nunca como substituto de psicoterapia ou medicação prescrita. Portanto, ela contribui para reduzir ruminação, ampliar a sensação de apoio e favorecer o engajamento em tratamento, mas não deve servir para adiar ou evitar ajuda profissional.

4. Pessoas muito críticas conseguem desenvolver gratidão?
Sim. Então, nesses casos, o processo pode ser mais desafiador no início, porque o cérebro está muito treinado para notar falhas e riscos. Entretanto, ao começar com passos simples, como agradecer por algo específico uma vez ao dia, o cérebro passa, pouco a pouco, a equilibrar crítica e reconhecimento.

5. É possível exagerar na gratidão e se tornar passivo?
Gratidão saudável não impede a pessoa de se posicionar, estabelecer limites ou buscar mudanças. Portanto, se alguém usa a ideia de “ser grato” para aceitar situações abusivas ou injustas, isso não caracteriza uma prática equilibrada de gratidão, mas um padrão de submissão que merece atenção psicológica.

Tags: beneficiosgratidãoneurocienciaSAÚDE
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