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Vírus da Mpox tem evolução inusitada e autoridades emitem alerta

Por Lucas
08/01/2026
Em Saúde
Vírus da Mpox evolui e autoridades emitem alerta

Créditos: depositphotos.com / flashback313@gmail.com

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A mpox, antes conhecida como varíola dos macacos, segue em observação por equipes científicas em diferentes países, mesmo após o fim da emergência de saúde pública declarada pela Organização Mundial da Saúde. O vírus, identificado em humanos desde a década de 1970, voltou ao centro do debate a partir de 2022, quando passou a circular de forma mais ampla em vários continentes. O foco atual não está apenas nos sintomas mais visíveis, como febre e erupções cutâneas, mas também em possíveis efeitos de longo prazo, especialmente no sistema reprodutor masculino. Em suma, pesquisadores querem entender não só como a mpox adoece no curto prazo, mas também como ela pode deixar marcas na saúde ao longo dos anos.

Estudos recentes com animais apontam que o agente da mpox pode permanecer por semanas no trato reprodutivo, levantando dúvidas sobre impactos na fertilidade e sobre rotas de transmissão ainda pouco compreendidas. Portanto, cientistas analisam com atenção os danos que o vírus causa em tecidos sensíveis, como os testículos. Os resultados obtidos em camundongos indicam alterações importantes nos testículos e redução da produção de espermatozoides, o que reforça a necessidade de acompanhar com atenção esse aspecto da doença. Entretanto, até o momento, não há confirmação de que o mesmo comportamento ocorra em seres humanos, e novas pesquisas são consideradas fundamentais para esclarecer essas questões e orientar estratégias de prevenção a longo prazo.

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O que é mpox e como essa infecção se manifesta?

A mpox é uma infecção causada por um ortopoxvírus, mesma família do vírus da antiga varíola humana. Então, não se trata de um agente totalmente desconhecido para a ciência, embora apresente particularidades próprias. A doença costuma provocar febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e linfonodos inchados, seguidos por lesões na pele que evoluem de manchas para bolhas e crostas. Essas alterações cutâneas podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, região genital e área perianal, variando em número e intensidade de acordo com o paciente.

O período de incubação geralmente fica entre 7 e 21 dias, com sintomas surgindo, em média, após cerca de 10 dias do contato com o vírus. Em muitos casos, o quadro é autolimitado, mas a infecção pode ser mais grave em pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas ou indivíduos com outras doenças de base. Em suma, quanto mais vulnerável está o sistema imune, maior tende a ser o risco de complicações. A taxa de letalidade varia conforme o clado viral e o acesso ao atendimento de saúde, o que justifica a vigilância constante, mesmo em períodos de menor número de casos. Portanto, reconhecer precocemente os sinais e buscar assistência médica continua essencial.

Transmissão da mpox: quais são as principais vias?

A transmissão da mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou materiais contaminados, como roupas de cama e toalhas. Então, o contato próximo no dia a dia, inclusive em ambientes domésticos, pode contribuir para a disseminação do vírus. O contato próximo e prolongado, incluindo abraços, beijos e relações íntimas, aumenta o risco. Há também possibilidade de contágio por gotículas respiratórias em situações de proximidade física prolongada, embora essa via seja considerada menos eficiente.

No surto global recente, observou-se alta proporção de casos entre homens que fazem sexo com homens, o que levou muitos grupos de saúde a reforçar medidas de prevenção específicas para esse público. Entretanto, especialistas destacam que a mpox não é uma infecção restrita a um grupo social ou orientação sexual. Em suma, qualquer pessoa que tenha contato próximo com alguém infectado pode se contaminar, independentemente de gênero ou comportamento sexual. A hipótese de que o trato reprodutivo masculino possa servir como reservatório viral, levantada por estudos em animais, alimenta a discussão sobre eventual transmissão sexual, embora essa via ainda não esteja totalmente caracterizada em humanos. Portanto, pesquisadores analisam amostras de sêmen, secreções genitais e tecidos para entender melhor esse possível caminho de transmissão.

  • Contato direto com lesões de pele ou secreções corporais;
  • Compartilhamento de objetos e superfícies contaminadas;
  • Proximidade prolongada com gotículas respiratórias de pessoas infectadas;
  • Possível envolvimento do trato genital, ainda em investigação.

Mpox pode afetar a fertilidade masculina?

Os dados mais recentes que relacionam mpox e fertilidade masculina vêm, sobretudo, de pesquisas laboratoriais com camundongos. Em alguns experimentos, o vírus do clado IIb, associado ao surto global de 2022, permaneceu detectável nos testículos dos animais por várias semanas. Durante esse período, pesquisadores observaram danos ao tecido testicular e redução na produção de espermatozoides, indicando uma possível interferência na capacidade reprodutiva. Em suma, esses resultados acendem um alerta, mas não representam uma sentença definitiva sobre o que ocorre em humanos.

A partir desses achados, alguns cientistas levantam a hipótese de que o trato reprodutivo masculino possa funcionar como um local de persistência do vírus. Se esse comportamento se repetir em seres humanos, isso poderia ter duas implicações centrais: risco de impacto temporário ou prolongado na fertilidade e participação de secreções genitais na transmissão da mpox. Entretanto, até agora, faltam estudos clínicos robustos em humanos que confirmem essa relação. Então, não se pode afirmar, com base apenas em modelos animais, que todos os homens infectados terão problemas de fertilidade ou transmitirāo o vírus pelo sêmen.

Enquanto essas respostas não são obtidas, especialistas recomendam atenção a sinais como dor ou inchaço na região genital durante ou após a infecção, além de acompanhamento médico para pessoas que pretendem avaliar a fertilidade depois de um episódio de mpox. Portanto, consultas com urologistas ou especialistas em medicina reprodutiva podem incluir exames de imagem e análises de sêmen, quando indicado. A eventual identificação de alterações espermáticas em pacientes poderá auxiliar a compreender se os efeitos observados em camundongos também ocorrem em homens. Em suma, o monitoramento clínico contínuo ajudará a diferenciar efeitos passageiros de possíveis consequências duradouras.

Como a vacinação e a vigilância ajudam a controlar a mpox?

A prevenção da mpox inclui uma combinação de vacinação, informação e detecção precoce de casos. Existem imunizantes desenvolvidos originalmente contra a varíola humana que demonstram proteção cruzada contra o vírus da mpox. Em vários países, inclusive no Brasil, lotes de vacina têm sido destinados principalmente a grupos com maior risco de exposição, como pessoas com múltiplos parceiros sexuais, profissionais de saúde e contatos próximos de casos confirmados. Portanto, a vacinação atua como uma camada adicional de proteção, mas não substitui práticas de sexo mais seguro, higiene e isolamento em caso de sintomas.

  1. Esquema vacinal: normalmente envolve duas doses, com intervalo de algumas semanas entre as aplicações, para garantir resposta imune mais consistente. Em suma, respeitar o calendário recomendado aumenta a chance de proteção mais duradoura.
  2. Tempo para proteção: após a segunda dose, o organismo leva um tempo para desenvolver defesa adequada, o que reforça a importância de manter medidas de cuidado mesmo depois de vacinado. Então, evitar contato íntimo com pessoas com lesões suspeitas e manter atenção a sintomas continua indispensável.
  3. Monitoramento contínuo: sistemas de vigilância acompanham o surgimento de novos clados e avaliam se as vacinas continuam eficazes contra variantes emergentes. Portanto, a coleta de dados em tempo real e a notificação de casos contribuem para ajustes rápidos nas estratégias de saúde pública.

A mpox continua sendo observada como uma “caixa de surpresas” por parte da comunidade científica, devido à capacidade de o vírus originar surtos em diferentes momentos e contextos. Em suma, o cenário atual exige cautela, mas não pânico. A combinação de estudos em laboratório, monitoramento de casos humanos e atualização de estratégias de vacinação é vista como ferramenta central para reduzir novas ondas de transmissão e esclarecer pontos em aberto, como o possível impacto na fertilidade masculina. Portanto, informação de qualidade, acesso a serviços de saúde e engajamento da população permanecem no centro do controle da mpox.

FAQ sobre mpox e saúde reprodutiva masculina

1. Mpox pode causar impotência sexual?
Até o momento, não existem evidências sólidas de que a mpox cause impotência sexual de forma direta. Entretanto, dor, fadiga, ansiedade e estresse durante a infecção podem reduzir o desejo sexual temporariamente. Em suma, se alterações na função erétil persistirem após a recuperação, vale buscar avaliação com um urologista.

2. Após ter mpox, por quanto tempo devo esperar para tentar engravidar minha parceira?
Como ainda há dúvidas sobre quanto tempo o vírus pode permanecer no trato genital, muitos especialistas sugerem, de forma prudencial, aguardar alguns meses após a recuperação completa antes de tentar engravidar, especialmente se houve lesões na região genital. Portanto, conversar com um médico para avaliação individual ajuda a definir o melhor momento.

3. Homens que tiveram mpox precisam fazer exame de espermograma?
O espermograma não é obrigatório para todos. Entretanto, ele pode ser útil para quem teve infecção genital significativa, dor ou inchaço duradouro nos testículos, ou já apresentava histórico de dificuldade para ter filhos. Em suma, o exame auxilia a identificar alterações no número, na forma ou na movimentação dos espermatozoides.

4. A mpox pode passar da mãe para o bebê durante a gestação?
Casos em gestantes ainda são relativamente raros, mas há relatos de possível transmissão vertical de outros ortopoxvírus. Portanto, grávidas com suspeita de mpox devem procurar atendimento imediato, pois o acompanhamento pré-natal especializado reduz riscos e permite avaliar medidas de proteção tanto para a mãe quanto para o bebê.

5. Uso de camisinha protege contra mpox?
O preservativo reduz o risco de exposição a fluidos genitais possivelmente contaminados. Entretanto, como a mpox também se transmite por contato com lesões na pele e por objetos contaminados, a camisinha não oferece proteção completa. Em suma, evitar contato com feridas visíveis, adiar relações em caso de sintomas e manter diálogo aberto com parceiros sobre sinais de doença permanecem atitudes essenciais.

Tags: evoluçãompoxsaúdesintomasvariola dos macacos
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