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Treinar em jejum ajuda a emagrecer? Especialistas quebram mito

Por Larissa
09/01/2026
Em Bem-estar
Treinar em jejum ajuda a emagrecer? Especialistas quebram mito

Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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Muitas pessoas acreditam que treinar em jejum seria uma estratégia mais eficiente para queimar gordura e, em consequência, emagrecer. A ideia parece simples: se não há alimento recente disponível, o corpo precisaria recorrer às reservas de gordura. Entretanto, pesquisas recentes indicam que essa relação não é tão direta quanto costuma ser divulgada e, portanto, exige análise cuidadosa e individualizada.

Exercício em jejum ajuda mesmo a queimar gordura corporal?

Estudos feitos em universidades e centros de pesquisa, como a Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, mostram que realmente há um aumento do uso de gordura como fonte de energia durante o exercício em jejum. Então, nesse momento específico, o organismo tende a oxidar mais ácidos graxos. Porém, esse efeito é pontual, limitado ao período da atividade física. Nas horas seguintes, o organismo tende a compensar, ajustando o apetite, o gasto calórico e até o nível de disposição para se movimentar ao longo do dia.

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Quando se avalia a perda de gordura corporal ao longo de semanas ou meses, a vantagem do treino em jejum praticamente desaparece. O organismo é altamente adaptável e tende a manter um certo equilíbrio energético. Assim, ao gastar mais gordura em um momento, pode buscar compensar em outro, seja diminuindo o gasto calórico em repouso, seja estimulando maior ingestão de alimentos depois do exercício. Em suma, o fator decisivo para o emagrecimento continua sendo o balanço energético total, não apenas o uso instantâneo de gordura durante a sessão de treino.

Além disso, quando se fala em composição corporal, não importa apenas perder peso na balança, mas também preservar ou ganhar massa muscular. Então, em muitos casos, treinar sempre em jejum pode dificultar a manutenção de intensidade e carga, o que prejudica o ganho de força e de músculos.

Quais são os riscos e desconfortos do treino em jejum?

Além da discussão sobre queima de gordura, o treino em jejum levanta questões de segurança e bem-estar, especialmente em exercícios mais intensos ou prolongados. Quando a pessoa inicia uma atividade sem ter feito uma refeição prévia, há maior chance de queda de glicose no sangue, o que pode provocar sintomas desagradáveis e atrapalhar o desempenho.

  • Tonturas e mal-estar: a falta de energia disponível pode levar a sensação de fraqueza, visão embaçada e necessidade de interromper o treino. Em suma, o corpo sinaliza que precisa de combustível.
  • Náuseas e enjoo: o desconforto gastrointestinal é descrito em alguns casos, principalmente em exercícios de alta intensidade. Então, sessões muito intensas logo ao acordar, sem refeição, costumam não funcionar bem para todos.
  • Queda de performance: corridas longas, treinos de força pesados ou sessões acima de 60 minutos tendem a ser prejudicados pela ausência de carboidratos antes do esforço. Portanto, quem busca evolução de desempenho geralmente se beneficia de algum aporte energético prévio.

Especialistas em fisiologia do exercício destacam que, para atividades com duração superior a uma hora ou com intensidade elevada, fazer uma pequena refeição antes pode favorecer tanto a performance quanto a recuperação. Lanches leves com carboidratos de fácil digestão costumam ser recomendados para garantir energia suficiente sem provocar sensação de estômago pesado. Um ajuste simples no pré-treino já melhora o rendimento e reduz riscos, especialmente para pessoas menos adaptadas ao exercício em jejum.

O que realmente importa para emagrecer com saúde?

Quando o objetivo é perda de peso e melhora de saúde, os estudos indicam que o ponto central não é se o treino ocorre em jejum ou alimentado, mas sim a regularidade da prática de exercícios e a combinação com uma alimentação equilibrada. Portanto, insistir apenas em estratégias pontuais, como pular o café da manhã, não compensa uma rotina sedentária ou uma dieta desorganizada.

  1. Frequência de exercício: realizar atividades físicas na maior parte dos dias da semana favorece o gasto calórico acumulado. Então, caminhar, treinar musculação, pedalar ou nadar com consistência gera resultados muito mais sólidos do que focar só no jejum.
  2. Intensidade adequada: alternar treinos moderados e vigorosos ajuda a manter o condicionamento e o metabolismo ativos. Portanto, planejar dias de treino mais forte e dias de recuperação ativa costuma promover adaptações melhores, tanto em jejum quanto alimentado.
  3. Alimentação ajustada: uma dieta organizada, com quantidades adequadas de calorias, proteínas, gorduras e carboidratos, sustenta o emagrecimento. Em suma, sem controle de porções e qualidade dos alimentos, o treino em jejum não compensa excessos nas refeições.
  4. Sono e estresse: noites mal dormidas e níveis elevados de estresse podem interferir na regulação do apetite e do peso. Então, cuidar da higiene do sono, da gestão emocional e da rotina diária ajuda o corpo a responder melhor a qualquer tipo de treino.

Dessa forma, o exercício em jejum deixa de ser tratado como solução rápida para emagrecer e passa a ser visto como uma escolha que precisa considerar segurança, conforto e, principalmente, o contexto geral de estilo de vida. Então, quem combina atividade física regular, alimentação planejada e acompanhamento adequado costuma alcançar resultados mais consistentes, com menos frustração.

FAQ: perguntas frequentes sobre exercício em jejum

1. Treino em jejum emagrece mais rápido do que treinar alimentado?
Em suma, não. O treino em jejum pode aumentar o uso de gordura como energia durante a sessão, entretanto, ao longo de semanas o que manda é o déficit calórico total. Portanto, se a pessoa come mais depois ou gasta menos energia no restante do dia, a vantagem desaparece.

2. Quem faz musculação deve evitar o exercício em jejum?
Não necessariamente, porém quem busca ganho de massa muscular e aumento de cargas costuma render melhor com algum carboidrato e proteína antes ou depois do treino. Então, para força e hipertrofia, treinar sempre em jejum pode limitar a intensidade e a recuperação.

3. Qual é o melhor tipo de exercício para fazer em jejum?
De forma geral, atividades aeróbias leves a moderadas, como caminhada rápida, pedal leve ou corrida suave, costumam ser melhor toleradas em jejum. Portanto, sessões muito intensas, como sprints, HIIT pesado ou treinos de força muito longos, funcionam melhor com algum aporte alimentar prévio para muitas pessoas.

4. Exercício em jejum faz perder massa muscular?
Em suma, o risco aumenta quando a pessoa fica muitas horas sem comer, treina muito intenso e consome pouca proteína ao longo do dia. Entretanto, se a ingestão proteica diária está adequada e o volume de treino é bem planejado, o jejum pontual não causa perda muscular significativa na maioria dos praticantes.

5. Quanto tempo de jejum conta como “treino em jejum”?
Na prática, quando alguém treina após um período de cerca de 8 a 12 horas sem comer (como ao acordar antes do café da manhã), já se considera exercício em jejum. Então, janelas muito maiores exigem mais cuidado, principalmente em treinos intensos ou em pessoas com doenças pré-existentes.

Tags: bem-estarjejumsaúdetreino
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