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O que a psicologia diz sobre quem não gosta de animais

Por Larissa
10/01/2026
Em Curiosidades
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A relação entre pessoas, psicologia e animais desperta interesse em diversas áreas, especialmente quando alguém se sente desconfortável perto de cachorros, gatos ou outros animais. Em vez de interpretar esse afastamento como falta de empatia, pesquisadores destacam que memórias, crenças e condições físicas costumam ter papel central nessas reações.

Muitos relatos mostram que o primeiro contato com animais acontece na infância, fase em que o cérebro registra experiências de forma intensa. Situações como mordidas, sustos ou ameaças marcadas por gritos e correria podem ser gravadas como sinal de perigo. Com o tempo, o organismo aprende a reagir com tensão diante de qualquer cão ou gato semelhante, mesmo quando não há risco real. Portanto, a relação entre psicologia e animais aparece como chave para compreender por que algumas pessoas se afastam, enquanto outras se aproximam com naturalidade. Além disso, então, fatores como o temperamento da criança, o modelo de cuidado dos responsáveis e até o contexto escolar influenciam se esse contato gera curiosidade ou medo.

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Psicologia e animais: como os traumas influenciam o comportamento?

Especialistas em saúde mental explicam que lembranças traumáticas, mesmo antigas, podem se transformar em padrões de defesa. Quando um cachorro late de forma mais intensa, por exemplo, o cérebro de alguém com histórico de susto pode interpretar esse som como ameaça imediata. Em vez de analisar o contexto, o corpo reage com aceleração cardíaca, suor nas mãos e vontade de sair do ambiente. Esse ciclo reforça ainda mais o medo e cria uma associação entre animais e perigo. Em suma, o organismo passa a agir no “piloto automático”, priorizando a fuga e não a avaliação racional da situação.

Além das experiências diretas, as mensagens recebidas na infância também moldam o modo como cada pessoa enxerga cães e gatos. Frases repetidas por responsáveis, como “não chega perto” ou “é perigoso”, funcionam como alerta constante, mesmo em situações seguras. A criança aprende que o contato com animais exige cautela extrema, e essa visão pode ser levada para a vida adulta. Nesses casos, a psicologia e animais aparecem conectados não apenas pelo trauma, mas também por crenças transmitidas pela família, pela escola e pelo ambiente cultural. Entretanto, quando adultos revisam essas crenças em terapia, podem construir novas experiências mais seguras, usando técnicas de exposição gradual, psicoeducação e treino de respiração para reduzir o medo.

Quais fatores práticos afastam algumas pessoas dos animais?

Nem todo distanciamento está ligado a medo. Em muitos casos, a preferência por não conviver com pets envolve questões práticas do dia a dia. Um ponto recorrente é a preocupação com limpeza: pelos espalhados pela casa, odores, marcas em móveis e necessidade de higienização constante podem ser vistos como elementos que sobrecarregam rotinas já cheias de tarefas. Para quem trabalha muitas horas fora ou mora em espaços pequenos, a ideia de cuidar de um animal pode parecer pouco viável. Portanto, optar por não ter um pet pode representar uma forma de responsabilidade, e não de frieza.

Outro aspecto frequentemente citado é a alergia a animais. Pessoas sensíveis a pelos, saliva ou ácaros podem apresentar sintomas como espirros, falta de ar, coceira nos olhos e irritações na pele após algum tempo de contato. Nesses casos, manter distância não é escolha afetiva, mas medida de saúde. Além disso, em determinados contextos socioculturais, cães e gatos não são vistos como membros da família, e sim como animais de trabalho ou apenas de rua. Essa visão reduz o impulso de adotar um pet, mesmo em cidades onde o número de animais domésticos cresce ano a ano.

  • Rotina intensa: pouco tempo para passeios, brincadeiras e cuidados básicos.
  • Espaço limitado: moradias pequenas ou sem área externa.
  • Questões financeiras: custos com ração, veterinário, vacinas e medicamentos.
  • Conflitos familiares: divergências entre moradores sobre a presença de um animal.
  • Normas de condomínio: regras restritivas sobre tamanho ou quantidade de pets.

Preferir distância dos bichos diz algo sobre o caráter?

Profissionais que estudam psicologia e animais destacam que a ausência de afinidade com pets, isoladamente, não é indicador de falta de empatia ou de traços negativos de personalidade. Em muitos casos, essa escolha revela apenas prioridade diferente na forma de se relacionar com o mundo: há quem direcione o cuidado principalmente a crianças, idosos, causas sociais ou atividades profissionais, por exemplo, sem incluir animais na rotina afetiva. Em suma, gostar de animais representa apenas um recorte da vida emocional, não um resumo do caráter inteiro.

O cenário se torna preocupante quando o incômodo se transforma em atitudes de crueldade, abandono ou agressões repetidas. Pesquisas em comportamento apontam que maus-tratos a animais podem estar associados a falhas graves de valores e, em alguns casos, a traços antissociais. Nesses episódios, entram em jogo responsabilidades legais, éticas e sociais, já que a proteção aos animais é prevista em leis e regulamentos em vários países, inclusive no Brasil. Portanto, diferenciar quem sente desconforto de quem pratica violência é fundamental para evitar julgamentos injustos e, ao mesmo tempo, não minimizar comportamentos realmente perigosos.

Em ambientes onde algumas pessoas veem os pets como parte da família e outras se sentem desconfortáveis, o ponto central passa a ser o respeito mútuo. Especialistas sugerem acordos simples para convivência mais tranquila, como manter animais vacinados, recolher fezes em locais públicos, controlar latidos excessivos e evitar forçar aproximação com quem não se sente à vontade. Dessa forma, a relação entre psicologia e animais serve como base para negociações mais equilibradas dentro de casas, condomínios e espaços de trabalho.

  1. Estabelecer regras claras em ambientes compartilhados.
  2. Respeitar limites de quem tem medo, alergia ou desconforto.
  3. Garantir bem-estar do animal, evitando situações estressantes.
  4. Buscar apoio profissional em casos de fobia ou agressividade.

Para quem deseja entender melhor seu próprio incômodo, a psicologia clínica oferece abordagens voltadas a medos específicos e fobias relacionadas a animais. Processos terapêuticos podem ajudar a diferenciar risco real de ameaça imaginada, reduzindo a intensidade das reações físicas e permitindo escolhas mais conscientes, com ou sem a presença de um pet em casa. Em um contexto em que animais circulam cada vez mais por áreas urbanas, comércios e ambientes corporativos, reconhecer a diversidade de sentimentos em relação a eles contribui para convivências mais respeitosas, nas quais afeto ou ausência de afeto por bichos não são usados como medida de valor humano.

FAQ – Perguntas frequentes sobre psicologia e animais

1. Quem tem medo de animais pode aprender a gostar de pets?
Sim. Entretanto, essa mudança costuma acontecer de forma gradual. Com apoio psicológico, exposição controlada e experiências positivas, muitas pessoas passam de um medo intenso para um nível de tolerância ou até de carinho. Portanto, não se trata de forçar contato, e sim de construir segurança passo a passo.

2. Terapia sempre precisa envolver contato direto com o animal?
Não. Em muitos casos, o processo começa apenas com conversa, imaginação guiada, vídeos ou fotos. Então, o contato presencial surge depois, quando a pessoa se sente mais preparada. Assim, o tratamento respeita o ritmo individual e reduz o risco de novas experiências traumáticas.

3. É possível educar crianças para respeitar animais sem obrigá-las a gostar?
Sim. Adultos podem ensinar cuidado, não violência e responsabilidade, mesmo que a criança não queira tocar ou brincar com o animal. Em suma, a meta é mostrar que todo ser vivo merece respeito, ainda que não faça parte das preferências afetivas dela.

4. Animais de apoio emocional ajudam quem tem medo de bichos?
Depende. Animais de apoio emocional ajudam muito quem busca companhia e conforto, mas não servem como solução imediata para fobias severas. Portanto, em casos de medo intenso, o ideal é começar pela terapia psicológica e, somente depois, avaliar se a presença de um animal pode contribuir para o bem-estar.

5. Morar em cidades grandes aumenta o estresse na convivência com pets?
Frequentemente, sim. Então, fatores como barulho, falta de áreas verdes, prédios cheios e regras rígidas de condomínio podem gerar tensão entre tutores e vizinhos. Entretanto, com planejamento, enriquecimento ambiental para o animal e diálogo entre moradores, a vida com pets em áreas urbanas torna-se mais leve e saudável para todos.

Tags: animaiscachorroCuriosidadespsicologia
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