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Crises de enxaqueca: veja os fatores que mais provocam a dor

Por Lara
12/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / Milkos

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A enxaqueca é uma condição neurológica crônica que interfere diretamente na rotina, no trabalho e nas relações sociais. Diferente de uma dor de cabeça comum, costuma ser incapacitante, com crises que podem durar horas ou até dias. Por isso, entender o que desencadeia o problema e como preveni-lo é um passo importante para quem convive com esse tipo de dor.

Dados recentes indicam que milhões de pessoas no Brasil apresentam sintomas compatíveis com enxaqueca, muitas vezes sem diagnóstico formal. Em diversos casos, a pessoa apenas se acostuma a tomar analgésicos com frequência, sem buscar um tratamento estruturado. Essa prática tende a agravar o quadro, favorecendo crises mais intensas e recorrentes ao longo dos anos.

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O que é enxaqueca e como ela se manifesta?

A enxaqueca é caracterizada por dor de cabeça forte, geralmente pulsátil, que costuma aparecer em um dos lados da cabeça, embora possa atingir toda a região. Em muitos episódios, a dor vem acompanhada de sintomas como náusea, sensibilidade à luz, ao som e a cheiros, o que limita atividades simples do dia a dia. Trata-se de uma condição com influência genética, ou seja, costuma aparecer em famílias.

Algumas pessoas apresentam o que é chamado de aura, um conjunto de sinais neurológicos que surge pouco antes da crise de dor. Entre esses sinais estão alterações visuais, como pontos brilhantes ou embaçamento, formigamentos em partes do corpo, dificuldade para falar e sensação de fraqueza. Mesmo sem aura, a dor pode ser intensa a ponto de impedir o trabalho, o estudo e o lazer.

Além da dor propriamente dita, muitos pacientes relatam sintomas menos evidentes, porém frequentes, como dificuldade de concentração, cansaço extremo, alterações de humor e sensação de pressão na cabeça, no pescoço ou na face. Esses sinais podem aparecer antes, durante ou depois da crise, indicando que a enxaqueca é um distúrbio amplo, e não apenas um episódio isolado de dor.

Principais gatilhos de enxaqueca no dia a dia

Gatilhos são fatores que aumentam a chance de o cérebro entrar em crise de dor. Eles variam de pessoa para pessoa, mas alguns aparecem com muita frequência nos relatos de pacientes e em estudos clínicos recentes.

  • Estresse físico e emocional: períodos de tensão prolongada no trabalho, problemas familiares ou falta de descanso adequado costumam anteceder muitas crises.
  • Alterações no sono: dormir menos, dormir demais ou mudar bruscamente os horários de descanso são situações associadas ao aumento das dores.
  • Calor intenso e desidratação: temperaturas altas, exposição prolongada ao sol e baixa ingestão de líquidos tornam o organismo mais vulnerável às crises.
  • Estímulos sensoriais: luz muito forte, barulho constante, cheiros marcantes e superfícies reflexivas, como areia clara ou pisos brilhantes, podem desencadear ou piorar a dor.
  • Movimentos em veículos: viagens de carro, ônibus, barco ou avião podem provocar mal-estar, náusea e desencadear a enxaqueca em pessoas sensíveis ao movimento.

Além desses pontos, algumas pessoas identificam piora da enxaqueca em situações como jejum prolongado, consumo excessivo de cafeína ou de certos alimentos processados. O registro desses episódios em um diário de crises costuma ser uma estratégia útil para mapear padrões individuais.

Como evitar crises de enxaqueca no cotidiano?

A prevenção da enxaqueca envolve um conjunto de medidas voltadas a reduzir a exposição aos gatilhos e a estabilizar o funcionamento do organismo. Em primeiro lugar, a regularidade na rotina de sono, alimentação e hidratação tem impacto direto na frequência das crises. Horários fixos para dormir, acordar e fazer refeições tendem à diminuição de oscilações bruscas que podem irritar o cérebro.

No dia a dia, algumas atitudes simples podem auxiliar:

  1. Manter uma garrafa de água por perto e fracionar a ingestão ao longo do dia.
  2. Evitar longos períodos em jejum, priorizando refeições leves e equilibradas.
  3. Usar óculos escuros em ambientes com luminosidade intensa e, quando possível, limitar a exposição direta ao sol em horários de maior calor.
  4. Fazer pausas durante o trabalho para alongar o corpo e descansar a visão.
  5. Adotar técnicas de manejo do estresse, como respiração profunda, caminhadas leves ou outras atividades relaxantes.

Outra medida relevante é observar como o corpo reage a viagens e deslocamentos maiores. Para quem apresenta sensibilidade ao movimento, planejar paradas, sentar em locais com menor balanço e evitar leitura em veículos pode ajudar a reduzir sintomas de mal-estar e, assim, diminuir o risco de dor. Em alguns casos, o médico pode orientar medicamentos específicos antes de viagens.

Tratamento da enxaqueca: quais são as opções atuais?

O tratamento da enxaqueca combina, de forma individualizada, medicamentos e mudanças no estilo de vida. A abordagem costuma ser dividida em duas frentes: tratamento das crises agudas, quando a dor já começou, e tratamento preventivo, voltado a reduzir o número e a intensidade dos episódios ao longo do tempo.

No controle das crises, são utilizados fármacos que atuam na dor e nos sintomas associados, como náusea e sensibilidade à luz. Já na prevenção, o profissional pode indicar medicamentos de uso contínuo, que modulam a atividade do sistema nervoso e deixam o cérebro menos suscetível aos gatilhos. Nos últimos anos, surgiram terapias mais específicas para a enxaqueca, direcionadas a substâncias envolvidas no processo inflamatório e na transmissão da dor.

Além dos remédios, o acompanhamento multiprofissional tem ganhado espaço. Participam dessa rede, por exemplo, neurologistas, clínicos, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. O objetivo é ajustar fatores como alimentação, postura, atividade física e gerenciamento do estresse, criando um plano completo de cuidado. Quanto mais cedo o tratamento estruturado é iniciado, maior a chance de reduzir o impacto da enxaqueca na rotina.

Em síntese, a enxaqueca não se resume à dor de cabeça eventual. Trata-se de uma condição crônica que pode ser controlada com diagnóstico adequado, identificação dos gatilhos e uso consistente das estratégias terapêuticas disponíveis. Com acompanhamento especializado e ajustes no dia a dia, muitos pacientes alcançam redução significativa das crises e conseguem retomar atividades que antes eram frequentemente interrompidas pela dor.

FAQ sobre dores de cabeça

1. Toda dor de cabeça é enxaqueca?
Em suma, não. Existem vários tipos de cefaleia, como a tensional, a em salvas e as secundárias (decorrentes de outras doenças, como sinusite ou infecções). A enxaqueca é apenas um tipo específico, com características próprias. Portanto, quando a dor é frequente, intensa ou diferente do habitual, é importante avaliação médica para definir o tipo de cefaleia e o tratamento adequado.

2. Quando a dor de cabeça pode ser sinal de algo mais grave?
A dor de cabeça merece atenção imediata quando surge de forma súbita e muito intensa, quando é a pior dor da vida, quando vem acompanhada de febre alta, rigidez na nuca, confusão mental, dificuldade para falar, perda de força ou visão dupla. Nesses casos, entretanto, não se deve esperar a dor passar sozinha: é fundamental procurar pronto-atendimento, pois pode haver risco de condições neurológicas graves, como AVC ou meningite.

3. Crianças e adolescentes também podem ter enxaqueca?
Em suma, sim. A enxaqueca pode começar ainda na infância ou na adolescência e, muitas vezes, é confundida com “dor de cabeça por cansaço” ou problemas de visão. Entretanto, crianças podem apresentar sintomas um pouco diferentes, como dor bilateral, vômitos mais frequentes e irritabilidade. Portanto, se o jovem sente dor recorrente que atrapalha escola, sono ou lazer, é indicado procurar avaliação pediátrica ou neurológica.

4. Uso frequente de analgésico pode piorar a dor de cabeça?
O uso frequente e sem orientação de analgésicos pode levar à chamada dor de cabeça por uso excessivo de medicação. A pessoa toma o remédio para aliviar, mas, com o tempo, a dor passa a ser mais frequente e resistente. Entretanto, muitos pacientes não percebem essa relação e acabam aumentando a dose por conta própria. Portanto, se você precisa de analgésico várias vezes por semana, então é sinal de que precisa rever o tratamento com um médico.

5. Atividade física ajuda ou piora a enxaqueca?
Durante a crise aguda de enxaqueca, movimentos e esforço físico tendem a piorar a dor, por isso é comum o paciente preferir repouso em ambiente escuro e silencioso. Entretanto, praticar atividade física de forma regular, fora das crises, pode reduzir a frequência das dores, melhorar o sono e controlar o estresse. Portanto, o ideal é iniciar exercícios leves, com orientação profissional, e aumentar gradualmente, observando como o corpo reage.

6. Mudanças hormonais podem influenciar as dores de cabeça?
Sim. Muitas pessoas, especialmente mulheres, relatam piora da dor de cabeça em períodos de variação hormonal, como antes da menstruação, na gravidez, no pós-parto ou na menopausa. Entretanto, cada organismo reage de maneira diferente, e o impacto dos hormônios pode variar bastante. Portanto, é importante registrar essas relações em um diário de sintomas e discutir com o médico, que pode ajustar o tratamento – inclusive contraceptivos ou terapia hormonal – conforme o padrão das crises.

7. Existe cura definitiva para a enxaqueca?
A enxaqueca é considerada uma condição crônica, ou seja, não há uma “cura” garantida e definitiva para todos os casos. Entretanto, há controle muito eficaz: muitos pacientes conseguem passar longos períodos sem crises ou com dores bem mais leves e espaçadas. Portanto, o foco do tratamento é controle e prevenção, então adesão às orientações médicas e ajustes no estilo de vida fazem grande diferença a longo prazo.

8. O que posso fazer em casa, de forma segura, ao sentir dor de cabeça?
Algumas medidas simples podem ajudar: descansar em ambiente calmo e escuro, aplicar compressa fria na testa ou na nuca, hidratar-se e, se já houver prescrição, usar o medicamento orientado para crises. Entretanto, automedicação com remédios diferentes e em doses crescentes não é recomendada. Portanto, se as dores forem novas, muito intensas, diferentes do padrão ou estiverem piorando, então é essencial buscar avaliação profissional para afastar causas graves e definir o tratamento correto.

Tags: crises de enxaquecaenxaquecagatilhossaúde
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