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Guia prático: como escolher frutos do mar frescos segundo chefs

Por Lara
15/01/2026
Em Gastronomia
Créditos: depositphotos.com / AntonMatyukha

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Escolher peixes e frutos do mar frescos é um dos pontos mais importantes para preparar receitas bem-sucedidas. Mesmo com boas técnicas de cozinha, um ingrediente passado do ponto pode comprometer todo o prato. Por isso, entender os sinais de frescor, conhecer a melhor forma de armazenar e saber quando desconfiar do que está no balcão da peixaria se tornou uma etapa essencial da rotina de quem cozinha em casa.

O tema ganhou ainda mais relevância com o aumento no consumo de peixes, camarões e mariscos em datas comemorativas e fins de semana. Muitos consumidores ainda sentem insegurança ao escolher esses alimentos, principalmente por não terem convivência direta com mercados de peixe ou regiões litorâneas. Alguns critérios simples, porém objetivos, ajudam a identificar um bom produto e a reduzir o risco de desperdício.

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Como escolher peixes e frutos do mar frescos na peixaria

A palavra-chave para qualquer compra é frescor. No caso dos peixes inteiros, alguns sinais costumam ser observados pelos profissionais: corpo firme, pele brilhante, escamas bem aderidas e guelras vermelhas ou rosadas. A carne não deve afundar ao toque nem se desprender com facilidade dos ossos. Já o chamado “cheiro de mar” é um dos indicadores mais citados: o odor precisa ser suave, lembrando água salgada, e não um cheiro forte e persistente.

Para quem compra filés já limpos, a atenção deve ser redobrada. A cor deve ser uniforme, sem manchas escuras ou amareladas, e a superfície não pode apresentar viscosidade exagerada. Filés muito moles, quebradiços ou com líquido em excesso na bandeja sugerem perda de qualidade. Em bancadas com gelo, é importante observar se os peixes e frutos do mar estão realmente bem refrigerados e se o gelo é claro e abundante, sem aspecto de água parada.

Como identificar peixe fresco para receitas do dia a dia?

Na prática, alguns passos simples ajudam a reconhecer um bom peixe fresco antes de levá-lo para casa. A avaliação pode seguir uma pequena sequência visual, tátil e olfativa, que se aplica tanto a compras em feiras quanto em peixarias de supermercado. Essa rotina reduz o risco de levar um produto já em início de deterioração, o que afeta sabor, textura e segurança alimentar.

  1. Olhar: observar olhos, pele, cor da carne e guelras;
  2. Tocar: pressionar levemente o corpo ou o filé para conferir firmeza;
  3. Cheirar: aproximar discretamente o rosto e identificar cheiro de mar, não de peixe forte;
  4. Analisar o balcão: conferir higiene, temperatura e condição do gelo;
  5. Perguntar a data: solicitar informação sobre o dia da pesca ou do recebimento.

Peixes de carne branca, como tilápia, robalo, pescada e linguado, costumam ser os mais procurados para o cotidiano, por aceitarem bem diversos tipos de preparo: grelhados, assados, cozidos em caldos, ensopados ou em moquecas. Esses cortes também absorvem temperos com facilidade, o que permite variações de marinadas com limão, alho, ervas frescas e azeite sem interferir na textura quando o produto está realmente fresco.

Frutos do mar frescos: camarão, lula, polvo e mariscos

Os frutos do mar frescos exigem cuidados próprios. O camarão deve ter casca firme, corpo inteiro, cabeça bem presa e ausência de manchas escuras na carapaça. Odor de amônia ou cheiro muito intenso é um sinal claro de que o produto não está adequado. Ao manusear camarão cru, a textura precisa ser elástica, sem aspecto esponjoso.

No caso de lula e polvo, o corpo precisa estar brilhante e resistente ao toque, com coloração uniforme. Mucosa excessiva, textura muito mole ou odor desagradável indicam perda de frescor. Já os mariscos bivalves — como mexilhões, ostras e vôngoles — oferecem outro tipo de pista: as conchas devem estar bem fechadas quando crus. Se estiverem abertas e não reagirem a um leve toque, é sinal de que o animal pode estar morto e impróprio para consumo.

  • Camarão: firme, sem cheiro forte nem líquido em excesso na bandeja;
  • Lula e polvo: cor viva, superfície brilhante e cheiro suave de mar;
  • Mexilhão, ostra e similares: conchas fechadas antes do cozimento e abertas após o preparo;
  • Produtos embalados: rótulo íntegro, sem cristais de gelo soltos no interior.

Armazenamento, congelamento e cuidados em casa

Depois da compra, a forma de guardar peixes e frutos do mar frescos influencia diretamente a qualidade final. O ideal é manter o produto o menor tempo possível fora de refrigeração, usando bolsas térmicas ou caixas com gelo em deslocamentos mais longos. Em casa, a recomendação é guardar em recipientes bem fechados, na parte mais fria da geladeira, e consumir em poucos dias.

Quando o congelamento é necessário, embalagens a vácuo ou bem vedadas com plástico filme ajudam a preservar sabor e textura, além de evitar odores na geladeira ou no freezer. O descongelamento deve ser feito preferencialmente sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente. Repetir ciclos de congelar e descongelar não é indicado, pois acelera a perda de umidade e favorece alterações na carne.

Também é importante observar o período de defeso, quando a pesca de determinadas espécies é restringida para preservar estoques naturais. Em épocas de proibição, muitos produtos são vendidos já descongelados como se fossem frescos, o que torna fundamental a leitura de rótulos e o questionamento ao atendente. Assim, a escolha de peixes e frutos do mar frescos passa a combinar critérios de segurança, sabor e respeito ao ambiente marinho.

FAQ sobre peixes e frutos do mar

1. Comer frutos do mar com frequência faz bem à saúde?
Em suma, o consumo regular e moderado de peixes e frutos do mar pode trazer benefícios, como aporte de proteínas de alta qualidade, ômega-3 e minerais essenciais. Entretanto, é importante variar as espécies e evitar preparações muito gordurosas ou frituras constantes. Portanto, incluir esses alimentos de duas a três vezes por semana, em preparos assados, cozidos ou grelhados, tende a ser uma estratégia equilibrada para a maioria das pessoas.

2. Crianças podem consumir frutos do mar sem problemas?
Crianças podem consumir peixes e frutos do mar desde que não tenham alergias e que os alimentos sejam bem cozidos. Entretanto, é fundamental evitar espinhas, conchas quebradas e preparos crus, pois oferecem risco de engasgo e contaminação. Portanto, comece com pequenas porções, observe possíveis reações e, então, adapte a frequência e o tipo de fruto do mar conforme orientação pediátrica.

3. Há risco de alergia ao comer frutos do mar?
Alergias a camarão, crustáceos e moluscos são relativamente comuns e podem se manifestar com coceira, inchaço, vermelhidão ou, em casos graves, dificuldade para respirar. Entretanto, muitas pessoas consomem esses alimentos sem qualquer problema ao longo da vida. Portanto, ao notar qualquer sintoma suspeito após o consumo, é essencial suspender o alimento, procurar atendimento médico e, então, seguir as recomendações especializadas.

4. Frutos do mar crus (como sushi e ceviche) são seguros?
Consumos de frutos do mar crus exigem ainda mais cuidado com a procedência, higiene e cadeia de frio. Entretanto, mesmo em condições ideais, o risco de contaminação nunca é totalmente eliminado, principalmente para gestantes, idosos e pessoas com imunidade baixa. Portanto, quem pertence a grupos de risco deve evitar preparos crus e, então, optar por versões bem cozidas para reduzir problemas de segurança alimentar.

5. Existe diferença nutricional entre peixe fresco e congelado?
Quando o congelamento é feito de forma adequada e rápida após a pesca, a perda nutricional costuma ser pequena. Entretanto, ciclos repetidos de congelamento e descongelamento podem afetar textura, sabor e alguns nutrientes. Portanto, um peixe corretamente congelado pode ser tão interessante quanto o fresco, desde que você observe o rótulo, a data de validade e, então, siga as orientações de armazenamento em casa.

6. Como evitar contaminação cruzada ao manipular frutos do mar?
É essencial separar tábuas, facas e utensílios usados com peixe cru daqueles usados para alimentos prontos para consumo. Entretanto, muitas pessoas subestimam esse cuidado e acabam misturando superfícies, o que aumenta o risco de contaminação. Portanto, lave bem as mãos, utensílios e bancadas com água e sabão após o manuseio e, então, mantenha os frutos do mar sempre protegidos de contato com outros ingredientes.

7. Posso reaproveitar sobras de peixe e frutos do mar já cozidos?
Sobras bem refrigeradas podem ser reaproveitadas em preparos como tortas, saladas, risotos e sopas. Entretanto, é importante não ultrapassar dois a três dias de armazenamento em geladeira e nunca deixar o alimento longos períodos em temperatura ambiente. Portanto, guarde as sobras em recipientes fechados, aqueça bem antes de consumir e, então, descarte qualquer porção que apresente cheiro estranho ou aparência duvidosa.

8. Frutos do mar têm muito colesterol?
Em suma, alguns frutos do mar, como camarão e certos mariscos, possuem teor mais elevado de colesterol em comparação a peixes magros. Entretanto, eles costumam ter pouca gordura saturada, o que influencia de forma diferente o perfil lipídico no organismo. Portanto, quem tem restrições deve conversar com um profissional de saúde para ajustar porções e frequência e, então, escolher preparos menos gordurosos e em quantidades moderadas.

9. É melhor comprar frutos do mar da época?
Respeitar a sazonalidade tende a garantir melhor qualidade, preço mais acessível e menor impacto ambiental. Entretanto, nem sempre o consumidor tem clareza sobre quais espécies estão em melhor safra ou fora do período de defeso. Portanto, informe-se com o atendente, consulte órgãos oficiais de pesca e, então, priorize espécies abundantes na estação para ter um produto mais fresco e sustentável.

10. Como reduzir o cheiro de peixe na cozinha depois do preparo?
Boa ventilação, uso de exaustor e limpeza imediata de panelas e superfícies ajudam a minimizar o odor. Entretanto, odores persistentes podem ficar em panos, óleo usado e lixo orgânico, prolongando a sensação de “cheiro de peixe” no ambiente. Portanto, descarte resíduos logo após o preparo, ferva água com limão ou vinagre para neutralizar o ar e, então, lave utensílios com água quente e detergente para remover a gordura que retém o cheiro.

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