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Pais identificam demência da filha após notar sinal discreto

Por Lucas
15/01/2026
Em Saúde
Pais identificam demência da filha após notar sinal discreto

Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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A história de uma criança que começa a perder habilidades que já tinha dominado costuma acender um alerta importante para famílias e profissionais de saúde. Foi o que aconteceu com Poppy, que se desenvolveu como qualquer criança até os três anos, quando passou a regredir em capacidades simples do dia a dia. A menina, que gostava de desenhar a família com detalhes, passou a fazer apenas círculos, como se estivesse desaprendendo a coordenar os movimentos.

Esse tipo de mudança, somado a dificuldades para dormir e episódios de apneia, levou os pais a buscarem respostas durante anos. No início, então, o quadro recebeu o rótulo de deficiência intelectual isolada, o que não explicava todos os sintomas. Entretanto, a investigação só avançou quando Poppy foi encaminhada para um especialista em genética, já aos sete anos, mostrando como o caminho até o diagnóstico pode ser longo em doenças raras. Em suma, quando uma criança perde habilidades que já dominava, pais precisam insistir em avaliações complementares.

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O que é a síndrome de Sanfilippo tipo B?

A partir dos exames genéticos, foi identificado que Poppy tem síndrome de Sanfilippo tipo B, uma forma de demência infantil de origem genética. Nessa condição, o organismo não produz uma enzima necessária para “limpar” determinadas substâncias no cérebro. Portanto, sem essa enzima, ocorre acúmulo de material tóxico nas células cerebrais, o que leva à perda progressiva de funções cognitivas e motoras.

A síndrome de Sanfilippo pertence ao grupo das mucopolissacaridoses, doenças em que o corpo não consegue degradar adequadamente certos componentes presentes em tecidos e órgãos. No caso específico do tipo B, a falha enzimática está ligada a um gene alterado herdado dos pais. A criança nasce com a alteração genética, mas os sintomas costumam aparecer aos poucos, geralmente na primeira infância, muitas vezes confundidos com atraso global do desenvolvimento. Entretanto, ao contrário de atrasos isolados, a síndrome traz regressão clara de habilidades e um curso progressivo, o que, então, exige atenção redobrada.

Além disso, a síndrome de Sanfilippo tipo B integra o grupo das chamadas doenças de depósito lisossômico. Em suma, o lisossomo funciona como um “sistema de reciclagem” da célula; quando ele falha, substâncias se acumulam e, então, prejudicam especialmente o cérebro. Por isso, profissionais de saúde consideram essa condição uma demência infantil genética, com impacto direto na memória, no comportamento e na autonomia ao longo do tempo.

Sintomas e evolução da demência infantil genética

Os sinais da demência infantil relacionada à síndrome de Sanfilippo tipo B variam conforme o estágio da doença. Em um primeiro momento, podem surgir atrasos na fala, dificuldades de aprendizagem e alterações comportamentais. Com o tempo, a criança pode perder habilidades já adquiridas, como desenhar, falar frases completas, correr ou se alimentar sozinha. Em suma, o que antes parecia apenas um atraso leve passa, então, a se transformar em regressão evidente.

Além dos prejuízos cognitivos, a síndrome pode provocar pequenas alterações anatômicas, que mudam de acordo com o subtipo da doença. Existem quatro subtipos principais de síndrome de Sanfilippo, cada um associado à falta de uma enzima específica. Em comum, todos provocam acúmulo de substâncias no sistema nervoso central, o que, ao longo dos anos, compromete gravemente o funcionamento do cérebro e reduz a expectativa de vida, geralmente antes da terceira década. Entretanto, a velocidade de progressão varia entre as crianças, e o acompanhamento regular permite ajustar o plano de cuidados.

  • Perda de habilidades motoras finas, como desenhar ou escrever;
  • Dificuldade para dormir e episódios de apneia;
  • Alterações na fala e na compreensão;
  • Comportamento agitado ou regressão no comportamento;
  • Comprometimento progressivo da memória e da coordenação.

Portanto, quando a família percebe que a criança esquece palavras, cai com frequência, se mostra mais irritada e, então, não acompanha mais o ritmo escolar, a orientação é procurar avaliação com neuropediatra ou geneticista. Em suma, reconhecer o padrão de regressão e agitação ajuda a encurtar o tempo até o diagnóstico de demência infantil genética.

Como é feito o diagnóstico da síndrome de Sanfilippo tipo B?

O diagnóstico costuma combinar avaliação clínica, exames laboratoriais e testes genéticos. Em muitos casos, famílias passam por diversos especialistas até chegarem ao geneticista ou neurologista pediátrico. A confirmação exige a identificação da deficiência enzimática e, em seguida, a análise do gene envolvido. Portanto, o processo inclui tanto exames de rotina quanto testes mais específicos, que nem sempre aparecem na primeira consulta.

Como a síndrome tem origem hereditária, a descoberta em uma criança geralmente leva ao rastreamento de irmãos. No caso relatado, o irmão mais novo, Oliver, foi testado aos dois anos e também recebeu o diagnóstico da condição. Esse tipo de investigação em familiares permite iniciar o acompanhamento mais cedo, mesmo antes do aparecimento de sintomas marcantes. Em suma, quando um caso se confirma, a família inteira passa, então, a fazer parte da estratégia de cuidado e aconselhamento genético.

  1. Avaliação do desenvolvimento infantil e do comportamento;
  2. Exames de sangue e urina para investigar acúmulo de substâncias;
  3. Testes específicos de atividade enzimática;
  4. Estudo genético para identificar a mutação responsável;
  5. Avaliação complementar com neurologista, cardiologista e outros especialistas, conforme necessário.

Entretanto, o diagnóstico não se limita ao “nome” da doença. Ele orienta, então, o planejamento de terapias de reabilitação, o acompanhamento escolar, as adaptações em casa e, em suma, o preparo emocional da família. Portanto, quanto antes a confirmação ocorre, mais cedo se organiza uma rede de suporte abrangente.

Qual é o tratamento disponível hoje?

Até 2025, não há cura reconhecida para a síndrome de Sanfilippo tipo B. O tratamento padrão é voltado para o manejo de sintomas, buscando preservar a qualidade de vida pelo maior tempo possível. Isso geralmente envolve uma equipe multidisciplinar, com participação de neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais. Em suma, o foco recai sobre o conforto, a funcionalidade e o apoio contínuo à criança e à família.

Em paralelo ao cuidado diário, famílias têm se mobilizado em campanhas para financiar estudos de terapia de reposição enzimática diretamente no cérebro. A proposta dessas pesquisas experimentais é levar a enzima ausente ao sistema nervoso central, tentando reduzir o acúmulo de substâncias tóxicas e desacelerar a progressão da demência infantil. Essa abordagem ainda está em fase de testes e não é aprovada por agências reguladoras, mas tem reunido apoio em diferentes países. Portanto, muitas famílias acompanham de perto ensaios clínicos e, então, avaliam, com seus médicos, a possibilidade de participação.

  • Cuidados de reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional);
  • Controle de sintomas como apneia do sono e crises convulsivas, quando presentes;
  • Acompanhamento psicológico para a criança e para a família;
  • Participação em estudos clínicos, quando elegível e disponível.

Entretanto, mesmo sem cura, medidas simples do dia a dia fazem diferença. Adaptações no ambiente para evitar quedas, rotinas estruturadas para o sono, comunicação visual e apoio escolar especializado, então, ajudam a manter a criança mais segura e acolhida. Em suma, o tratamento combina ciência, cuidado cotidiano e suporte emocional.

O papel das famílias e das pesquisas na demência infantil

Diante de uma doença rara e progressiva, familiares têm buscado alternativas em pesquisa científica, arrecadando recursos para estudos clínicos internacionais. No caso de Poppy e Oliver, campanhas on-line já reuniram milhões de dólares destinados ao desenvolvimento de terapias experimentais. Esse movimento reforça a importância da divulgação de informações sobre demência infantil genética e do acesso a diagnóstico precoce. Portanto, a união entre famílias, médicos e pesquisadores se torna, então, um eixo central para o avanço dessa área.

Ao dar visibilidade para a síndrome de Sanfilippo tipo B e outras formas de demência infantil, pais, profissionais de saúde e pesquisadores contribuem para ampliar o entendimento público sobre essas condições. Isso inclui desde o reconhecimento dos primeiros sinais de regressão no desenvolvimento até a discussão ética e científica sobre tratamentos inovadores, ainda em avaliação. Em suma, o avanço do conhecimento na área tende a abrir caminhos para estratégias mais eficazes de cuidado e para novas opções terapêuticas no futuro. Entretanto, até que terapias curativas se tornem realidade, a informação de qualidade e o suporte continuado seguem como as principais ferramentas de enfrentamento.

FAQ – Perguntas frequentes sobre síndrome de Sanfilippo tipo B e demência infantil

1. A síndrome de Sanfilippo tipo B é a mesma coisa que autismo?
Não. Entretanto, no início, o quadro pode se parecer com o autismo, já que muitas crianças apresentam atraso de fala, hiperatividade e dificuldades de interação social. Em suma, a grande diferença é que, na síndrome de Sanfilippo tipo B, ocorre regressão progressiva de habilidades e perda de funções que a criança já dominava, o que, então, não faz parte do padrão típico do transtorno do espectro autista.

2. Em que idade os primeiros sintomas costumam aparecer?
Na maioria dos casos, os sinais surgem entre 2 e 6 anos de idade. Portanto, pais podem notar inicialmente atraso de fala, dificuldade de aprendizado, sono bastante agitado e comportamentos considerados “fora do esperado” para a idade. Em suma, quando essas alterações se associam à perda de habilidades, vale procurar avaliação especializada.

3. Existe exame no teste do pezinho para detectar a síndrome?
No Brasil e em muitos outros países, o teste do pezinho tradicional ainda não inclui a síndrome de Sanfilippo tipo B. Entretanto, alguns programas ampliados e testes particulares de triagem neonatal já começam, então, a investigar algumas doenças de depósito lisossômico. Portanto, famílias com histórico da doença podem discutir com o geneticista opções de rastreamento precoce.

4. A criança com demência infantil sempre vai precisar de cadeira de rodas?
Nem sempre. A evolução é variável. Entretanto, como a doença compromete coordenação motora e equilíbrio, muitas crianças passam, então, a usar cadeira de rodas ou outros recursos de mobilidade em fases mais avançadas. Em suma, o objetivo não é limitar a criança, mas garantir segurança, conforto e autonomia dentro do possível.

5. O que a escola pode fazer para ajudar um aluno com síndrome de Sanfilippo?
A escola pode adaptar atividades, oferecer apoio de profissionais de educação especial, ajustar a carga de estímulos e, então, criar um ambiente mais previsível e acolhedor. Em suma, comunicação constante entre família, equipe pedagógica e profissionais de saúde permite planejar estratégias específicas, como uso de imagens, rotinas visuais e flexibilização de objetivos acadêmicos.

6. Há algo que os pais possam fazer em casa para estimular a criança?
Sim. Em suma, manter rotinas estruturadas, propor brincadeiras que estimulem movimento seguro, linguagem e interação social, além de garantir um ambiente afetivo e previsível, ajuda bastante. Portanto, seguir as orientações de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais e, então, adaptar as atividades ao nível de energia da criança faz grande diferença no bem-estar diário.

Tags: DemênciaFilhapaissinaissinal
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