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Estudo revela que glicose elevada compromete a saúde sexual masculina

Por Lara
16/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / kotin

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O tema da saúde sexual masculina costuma ser associado apenas à idade e à queda da testosterona, mas pesquisas recentes vêm mostrando um cenário mais amplo. Estudos de longo prazo com homens adultos apontam que pequenas alterações na saúde metabólica, como aumentos discretos de açúcar no sangue, podem influenciar o desempenho sexual, a fertilidade e o bem-estar reprodutivo ao longo dos anos. Esse olhar mais detalhado ajuda a entender por que homens da mesma faixa etária podem ter experiências tão diferentes em relação à função erétil e à qualidade do esperma.

Ao acompanhar homens saudáveis por vários anos, pesquisadores observaram que, mesmo quando os hormônios parecem dentro do padrão considerado normal, pequenas mudanças no metabolismo podem refletir diretamente na performance sexual e no sistema reprodutivo, especialmente em faixas de idade mais avançadas.

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O que é saúde sexual masculina e por que ela depende do metabolismo?

De forma geral, a saúde sexual masculina envolve três pilares principais: função erétil, libido (desejo sexual) e fertilidade, que inclui a produção e a qualidade dos espermatozoides. Para avaliar esse conjunto, estudos científicos analisam parâmetros como níveis hormonais, concentração e movimentação dos espermatozoides, além de testes metabólicos, como índice de massa corporal (IMC) e exames que medem o controle de glicose ao longo do tempo, como a hemoglobina glicada (HbA1c).

A ligação entre metabolismo e função sexual ocorre principalmente por meio dos vasos sanguíneos e dos hormônios. Alterações discretas na glicose podem prejudicar a circulação, interferir na sensibilidade dos nervos e afetar a forma como o corpo utiliza a testosterona. Assim, mesmo sem um diagnóstico formal de diabetes ou doença cardiovascular, mudanças consideradas “limítrofes” já podem impactar ereções e mobilidade dos espermatozoides.

Como o açúcar no sangue influencia a saúde sexual dos homens?

Estudos com homens de 18 a 85 anos, avaliados ao longo de vários anos, mostram que pequenos aumentos no açúcar no sangue, ainda abaixo do valor de corte para diabetes, podem estar associados à piora gradual da função erétil e da movimentação dos espermatozoides. Ou seja, não é necessário ultrapassar o limite diagnóstico de diabetes para que o sistema reprodutivo comece a sentir os efeitos.

Na prática, isso significa que a saúde sexual masculina pode ser afetada por um estado metabólico conhecido como “pré-alteração glicêmica”, em que a HbA1c se encontra em níveis intermediários. Nesse contexto, alguns pontos chamam atenção:

  • Função erétil: tende a diminuir em homens com glicose discretamente elevada, mesmo quando os vasos sanguíneos não apresentam doença avançada.
  • Motilidade dos espermatozoides: a capacidade de nado e deslocamento dos espermatozoides pode cair, afetando o potencial fértil.
  • Parâmetros básicos do sêmen: concentração e volume, em muitos casos, permanecem em faixas consideradas normais, o que reforça a importância de avaliar detalhes como qualidade e movimentação.

Um aspecto relevante observado em pesquisas é que a testosterona muitas vezes não apresenta queda drástica nesses homens, mas se mostra relacionada ao nível de desejo sexual. Assim, um indivíduo pode manter ereções razoáveis, porém com alteração de libido, demonstrando que a saúde sexual mascul ina é resultado da interação entre hormônios, circulação e metabolismo.

Quais cuidados ajudam a preservar a saúde sexual masculina?

Diante dessas evidências, a preservação da saúde sexual masculina passa, em grande parte, pelo controle da saúde metabólica ao longo da vida adulta. Não se trata apenas de evitar doenças como diabetes ou infarto, mas também de reduzir impactos sobre a função erétil, qualidade do sêmen e equilíbrio hormonal em idades mais avançadas.

Entre as principais medidas frequentemente indicadas por profissionais de saúde, destacam-se:

  1. Acompanhamento regular: realizar consultas periódicas com avaliação de glicemia, HbA1c, perfil lipídico, pressão arterial e, quando necessário, dosagem de testosterona e outros hormônios.
  2. Alimentação equilibrada: priorizar legumes, frutas, grãos integrais e fontes de proteína magra, limitando o consumo de ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas, que favorecem resistência à insulina.
  3. Atividade física: manter rotina de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, fator associado à melhora da sensibilidade à insulina, da circulação e do peso corporal.
  4. Controle do peso: buscar manter IMC dentro de faixas saudáveis, já que o excesso de gordura abdominal está ligado à piora hormonal e metabólica.
  5. Sono e manejo do estresse: sono insuficiente e estresse crônico podem afetar tanto a libido quanto a produção hormonal, além de prejudicar o controle da glicose.

Em alguns casos, profissionais também podem considerar intervenções médicas específicas, como ajustes de medicamentos, terapias hormonais quando indicadas ou tratamento de condições associadas, sempre após avaliação cuidadosa. A mensagem central que emerge das pesquisas recentes é que a saúde sexual masculina não depende apenas da idade cronológica, mas da forma como o organismo lida com açúcar, gordura e hormônios ao longo dos anos. Ao tratar o metabolismo como parte fundamental desse quebra-cabeça, torna-se possível traçar estratégias mais completas para preservar o bem-estar sexual e reprodutivo na maturidade.

FAQ – Perguntas e respostas sobre glicose alta

1. Glicose alta sempre significa que a pessoa tem diabetes?
Nem toda glicose alta significa diagnóstico de diabetes. Valores elevados podem indicar desde uma alteração momentânea (após grandes refeições ou estresse intenso) até um estado de pré-diabetes. Portanto, apenas exames seriados e avaliação médica podem diferenciar uma oscilação pontual de um quadro crônico. Entretanto, níveis repetidamente altos merecem atenção e mudanças de estilo de vida para evitar a progressão para diabetes.

2. Quais são os sinais e sintomas mais comuns de glicose alta ao longo do dia?
Algumas pessoas relatam sede excessiva, aumento da vontade de urinar, cansaço, visão embaçada e maior fome. Entretanto, muitos indivíduos permanecem sem sintomas claros, especialmente nos estágios iniciais. Portanto, não sentir nada não significa que está tudo bem: exames de rotina são fundamentais. Então, se houver dúvida, é importante conversar com um profissional de saúde.

3. Glicose alta pode afetar outras áreas da saúde além da função sexual?
Em suma, sim. A glicose persistentemente elevada pode afetar vasos sanguíneos, nervos, rins, olhos e coração. Portanto, mesmo elevações leves, se mantidas por anos, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, neuropatias e problemas renais. Entretanto, mudanças precoces na alimentação, atividade física e sono podem reduzir significativamente esses riscos. Então, cuidar da glicose é uma forma de proteção global do organismo.

4. Existe diferença entre medir glicose em jejum e hemoglobina glicada (HbA1c)?
Em suma, sim, são exames complementares. A glicose em jejum mostra como está o açúcar no sangue em um momento específico, após algumas horas sem comer. A HbA1c, por sua vez, reflete a média da glicose nos últimos dois a três meses. Portanto, ela ajuda a entender se a pessoa tem mantido controle adequado ao longo do tempo. Entretanto, situações especiais, como algumas anemias, podem interferir na HbA1c, então o médico avalia o contexto antes de concluir.

5. Pessoas magras também podem ter glicose alta?
Podem sim. Embora o excesso de peso aumente o risco, fatores como genética, sedentarismo, alimentação rica em açúcares e gorduras e distúrbios hormonais também contribuem. Portanto, ser magro não garante automaticamente glicose normal. Entretanto, manter massa muscular adequada e praticar exercícios tende a melhorar a sensibilidade à insulina. Então, independente do peso, o estilo de vida saudável continua essencial.

6. A glicose alta pode ser controlada apenas com dieta e exercício?
Em muitos casos iniciais ou leves, mudanças de alimentação e aumento da atividade física são suficientes para melhorar significativamente os níveis de glicose. Portanto, essas são as primeiras recomendações na maior parte das diretrizes. Entretanto, quando há diabetes estabelecido ou fatores de risco importantes, pode ser necessário acrescentar medicamentos. Então, a decisão é sempre individual, feita em conjunto com o profissional de saúde.

7. O consumo ocasional de doces prejudica muito a glicose?
Em suma, o impacto depende da quantidade, da frequência e do contexto da dieta geral. Um consumo esporádico, em pequenas porções e dentro de um padrão alimentar equilibrado, tende a ter efeito limitado. Entretanto, o hábito de ingerir doces diariamente ou em grandes volumes favorece picos de glicose e resistência à insulina. Portanto, o ideal é encarar doces como exceção, e não regra. Então, equilíbrio e moderação são palavras-chave.

8. Estresse e falta de sono podem aumentar a glicose no sangue?
Sim. O estresse crônico libera hormônios que elevam a glicose, como cortisol e adrenalina. Da mesma forma, noites mal dormidas pioram a sensibilidade à insulina. Portanto, cuidar da saúde mental e da qualidade do sono é parte importante do controle glicêmico. Entretanto, muitas pessoas subestimam esse impacto e focam apenas na alimentação. Então, estratégias de relaxamento, rotina de sono regular e, se necessário, apoio psicológico podem fazer diferença significativa.

9. Beber álcool interfere nos níveis de glicose?
O álcool pode tanto aumentar quanto reduzir a glicose, dependendo da quantidade e da situação. Doses altas podem causar picos ou, em uso abusivo e prolongado, contribuir para alterações metabólicas mais complexas. Portanto, a recomendação geral é moderação. Entretanto, quem já tem pré-diabetes ou diabetes deve conversar com o médico sobre limites seguros. Então, o consumo consciente ajuda a evitar oscilações perigosas da glicose.

10. Com que frequência um adulto deveria checar a glicose?
Adultos sem fatores de risco importantes costumam ser orientados a avaliar glicose periodicamente em exames de rotina, conforme a faixa etária e as diretrizes médicas locais. Pessoas com histórico familiar de diabetes, sobrepeso, sedentarismo ou outros problemas metabólicos podem precisar de monitoramento mais frequente. Portanto, a melhor estratégia é definir um plano com o profissional de saúde. Entretanto, ignorar o acompanhamento por anos pode atrasar o diagnóstico. Então, incluir a glicose nos check-ups é uma medida simples e preventiva.

Tags: fertilidadeglicoseglicose altasaúdesaúde sexual masculina
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