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Problemas na tireoide: quais exames ajudam no diagnóstico

Por Lara
18/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / magicmine

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Distúrbios da tireoide fazem parte da rotina dos serviços de saúde e, ainda assim, muitos casos seguem sem diagnóstico por longos períodos. Alterações como hipotireoidismo, hipertireoidismo e presença de nódulos podem provocar sinais discretos, que se confundem com cansaço do dia a dia, mudanças de peso ou oscilações de humor. Por esse motivo, entender quais exames da tireoide existem, para que servem e em quais situações são indicados tornou-se uma necessidade prática na atenção à saúde.

Esses testes laboratoriais e de imagem ajudam a revelar se a glândula está produzindo hormônios em quantidade adequada e se há alterações estruturais, como aumento de volume ou nódulos. A escolha do exame não é aleatória: cada um traz informações específicas e costuma ser solicitado de acordo com o quadro clínico, idade, presença de outras doenças e histórico familiar.

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O que são exames da tireoide e como funcionam?

Os exames da tireoide englobam análises de sangue, estudos de imagem e, em casos selecionados, procedimentos minimamente invasivos. No sangue, avaliam-se principalmente os hormônios que regulam a glândula e os anticorpos que indicam inflamação autoimune. Já os métodos de imagem investigam o formato, o tamanho e o aspecto interno desse órgão localizado na parte anterior do pescoço.

De forma geral, os primeiros pedidos costumam incluir TSH (hormônio estimulante da tireoide) e T4 livre. O TSH, produzido pela hipófise, funciona como uma espécie de “sinalizador” para a glândula: quando o organismo percebe falta de hormônios tireoidianos, o TSH tende a subir; quando há excesso, tende a cair. O T4 livre mede a fração ativa do hormônio circulante. Em algumas situações específicas, o T3 também é analisado, sobretudo em quadros de hipertireoidismo.

Exames da tireoide: quais são e o que cada um avalia?

Entre os principais exames da tireoide, destacam-se os testes hormonais, os anticorpos antitireoidianos e os métodos de imagem, como o ultrassom. Cada categoria responde a perguntas diferentes sobre a saúde da glândula e orienta condutas distintas.

  • TSH e T4 livre: formam o eixo básico de avaliação da função tireoidiana. Alterações nesses marcadores sugerem hipo ou hipertireoidismo, inclusive em fases iniciais, chamadas de subclínicas.
  • Dosagem de T3: útil em casos em que há suspeita de produção excessiva de hormônios, especialmente em algumas formas de hipertireoidismo.
  • Anticorpos antitireoidianos:
    • Anti-TPO e anti-Tg: associados principalmente à tireoidite autoimune, como a de Hashimoto.
    • TRAb: relacionado à doença de Graves, causa frequente de tireoide hiperfuncionante em adultos e crianças.
  • Ultrassonografia de tireoide: exame de imagem que avalia tamanho, forma, textura do tecido e presença de nódulos ou cistos, usando classificações de risco para orientar o seguimento.
  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): procedimento realizado, em geral, guiado por ultrassom, indicado quando há nódulos com características suspeitas ou acima de determinados diâmetros, auxiliando na distinção entre lesões benignas e malignas.

Esses recursos, quando combinados, permitem mapear tanto o funcionamento hormonal quanto a integridade estrutural da glândula, oferecendo base sólida para decisões terapêuticas, que podem ir desde simples acompanhamento até tratamento medicamentoso ou avaliação cirúrgica.

Quando os exames da tireoide devem ser solicitados?

A indicação de exames da tireoide leva em conta sintomas persistentes, fatores de risco e situações clínicas específicas. A avaliação não se restringe a quem já apresenta queixas típicas, como sonolência exagerada ou palpitações; em muitos casos, o pedido é motivado por sinais discretos ou alterações em outros exames.

  1. Gestantes e mulheres em idade fértil: alterações hormonais da tireoide podem interferir na fertilidade, na evolução da gestação e no desenvolvimento fetal. Em 2025, diretrizes nacionais seguem recomendando atenção especial a gestantes com antecedentes pessoais ou familiares de doenças autoimunes, história de parto prematuro, abortos de repetição ou uso prévio de hormônios tireoidianos.
  2. Pessoas com doenças autoimunes: condições como diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e vitiligo costumam se associar a maior risco de tireoidite autoimune. Nesses cenários, a solicitação de TSH, T4 livre e, em alguns casos, anticorpos antitireoidianos, é frequente.
  3. Pacientes com sintomas inespecíficos prolongados: fadiga constante, alteração de peso sem causa definida, queda de cabelo acentuada, pele ressecada, constipação, palpitações, tremores ou intolerância ao frio e ao calor são exemplos de queixas que podem motivar o rastreamento.
  4. Presença de bócio ou nódulo palpável no pescoço: aumento visível ou palpável da região anterior do pescoço costuma indicar a necessidade de ultrassonografia, associada a exames de sangue. Se o exame de imagem mostrar nódulos com certos padrões, a PAAF pode ser sugerida.

Além desses grupos, indivíduos com histórico familiar de câncer de tireoide, radioterapia prévia em região cervical ou uso de determinados medicamentos também podem requerer investigação específica, conforme avaliação médica individualizada.

Quais cuidados complementam os exames da tireoide?

Os exames da tireoide representam apenas uma parte do cuidado, que inclui acompanhamento clínico, revisão de medicamentos em uso e atenção ao estilo de vida. O controle de fatores de risco cardiovasculares, como pressão alta, colesterol elevado, tabagismo e excesso de peso, costuma caminhar junto com o manejo das disfunções tireoidianas.

Algumas estratégias frequentemente associadas ao seguimento desses pacientes incluem:

  • manter consultas regulares para ajuste de doses de hormônio sintético ou outras terapias, quando indicadas;
  • reforçar a adesão ao tratamento, sobretudo em situações de uso contínuo de levotiroxina ou antitireoidianos;
  • monitorar, em intervalos definidos, TSH e T4 livre para verificar resposta ao tratamento;
  • avaliar periodicamente, por ultrassom, nódulos previamente identificados, observando crescimento ou mudança de aspecto;
  • orientar sobre alimentação equilibrada, com atenção ao consumo de iodo dentro das recomendações nutricionais, sem excessos.

Com esse conjunto de medidas, os exames da tireoide deixam de ser apenas números em um laudo e passam a integrar um plano de cuidado estruturado, voltado à identificação precoce de alterações, à prevenção de complicações e à manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

FAQ sobre tireoide

1. A tireoide pode afetar meu humor e minha saúde mental?
Em suma, sim. Alterações da tireoide podem influenciar humor, energia e concentração. O hipotireoidismo costuma se associar a tristeza, lentidão de pensamento e desânimo; já o hipertireoidismo, a ansiedade, irritabilidade e insônia. Entretanto, esses sintomas não são exclusivos de problemas da tireoide e podem ocorrer em outras condições. Portanto, quando houver mudanças persistentes de humor, o ideal é uma avaliação médica abrangente, que pode incluir exames da tireoide se houver suspeita clínica.

2. É verdade que todo nódulo na tireoide é câncer?
Não. A maior parte dos nódulos de tireoide é benigna e nunca se transforma em câncer. Entretanto, alguns nódulos merecem investigação mais detalhada, principalmente quando apresentam crescimento rápido, consistência endurecida, alterações na voz ou antecedente familiar de câncer de tireoide. Então, a realização de ultrassom e, se necessário, PAAF, ajuda a definir o risco e a melhor conduta.

3. Problemas de tireoide podem causar dificuldade para engravidar?
Em suma, podem. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo descompensados podem interferir na ovulação e no ciclo menstrual, dificultando a gestação. Entretanto, quando a função tireoidiana é adequadamente tratada e monitorada, muitas mulheres conseguem engravidar e levar a gestação normalmente. Portanto, quem planeja engravidar e tem suspeita ou diagnóstico prévio de doença da tireoide deve discutir o tema com o médico para ajustar doses e exames.

4. Dietas, jejum ou suplementos podem alterar meus exames da tireoide?
Alguns fatores podem interferir na dosagem laboratorial. O uso inadequado de suplementos com grandes quantidades de iodo ou hormônios “naturais” pode modificar TSH e hormônios tireoidianos. Entretanto, a maioria das dietas comuns não altera significativamente os resultados, desde que os exames sejam coletados de forma padronizada e sem uso de medicações não prescritas. Portanto, antes de fazer exames da tireoide, é importante informar ao profissional de saúde sobre todos os medicamentos, chás e suplementos em uso.

5. Quem já trata a tireoide precisa repetir exames por toda a vida?
Na maioria dos casos, sim. Doenças como hipotireoidismo crônico e tireoidite autoimune tendem a exigir acompanhamento contínuo. Entretanto, a frequência dos exames pode variar conforme a estabilidade do quadro, o tempo de tratamento e a presença de outras doenças. Então, em fases estáveis, muitos pacientes realizam controles apenas uma ou duas vezes ao ano; em ajustes de dose ou em situações especiais (gestação, mudança de medicação), o monitoramento costuma ser mais próximo.

6. Exercícios físicos influenciam a saúde da tireoide?
A prática regular de atividade física não cura doenças da tireoide, mas contribui para o controle de sintomas como fadiga, ganho de peso e alterações do colesterol, que frequentemente acompanham essas condições. Entretanto, em casos de hipertireoidismo não controlado, exercícios intensos podem sobrecarregar o coração. Portanto, antes de iniciar ou intensificar o treino, especialmente se houver diagnóstico de distúrbio tireoidiano, é prudente alinhar o plano de atividade física com o médico.

7. Posso ajustar por conta própria a dose do remédio da tireoide?
Em suma, não é recomendado. A dose de levotiroxina ou de antitireoidianos é calculada com base em exames, sintomas e condições individuais. Ajustes feitos sem orientação podem levar a hipo ou hipertireoidismo iatrogênico, com risco para coração, ossos e metabolismo. Entretanto, se surgirem novos sintomas após o início ou mudança da medicação, o paciente deve relatar ao médico para reavaliação. Portanto, qualquer alteração de dose deve ser feita de forma orientada e acompanhada por exames periódicos.

Tags: Examesexames de tireoideproblemas de tireoidesaúdetireoide
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