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Exame de sangue pode prever crises de asma anos antes

Por Lucas
19/01/2026
Em Saúde
Exame de sangue pode prever crises de asma anos antes

Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

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Um exame de sangue capaz de prever crises de asma com anos de antecedência está em estudo e pode mudar a forma como essa doença respiratória é acompanhada. A proposta é identificar, entre pessoas com diagnóstico de asma aparentemente controlada, aquelas que têm maior probabilidade de enfrentar agravamentos no futuro. A pesquisa reúne instituições dos Estados Unidos e da Suécia e traz uma abordagem considerada inédita ao combinar informações metabólicas do organismo em longo prazo. Em suma, essa estratégia busca oferecer ao médico e ao paciente uma espécie de “mapa de risco” mais objetivo, indo além da simples observação dos sintomas do dia a dia.

O interesse por esse tipo de teste nasce de um problema conhecido nos consultórios: pacientes com sintomas discretos podem, de forma repentina, apresentar crises intensas, com necessidade de atendimento de urgência ou internação. Sem marcadores biológicos confiáveis, a previsão desses episódios ainda depende, em grande parte, da observação clínica e do histórico de cada indivíduo. Portanto, o novo método tenta reduzir essa incerteza, oferecendo um parâmetro adicional para o planejamento do cuidado. Além disso, ele pode auxiliar na conversa entre médico e paciente sobre adesão ao tratamento e mudanças de estilo de vida, tornando a decisão clínica mais compartilhada e fundamentada em dados objetivos.

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O que é asma e por que prever crises é tão importante?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto torácico. Estima-se que mais de meio bilhão de pessoas convivam com o problema em todo o mundo, o que a coloca entre as enfermidades respiratórias mais frequentes na população. As manifestações podem variar de leves a graves, com períodos de aparente controle intercalados por crises intensas. Então, entender esse padrão oscilante é essencial para desenvolver estratégias de prevenção realmente eficazes.

Esses episódios são geralmente desencadeados por fatores como contato com alérgenos, fumaça de cigarro, poluição, mudanças bruscas de temperatura ou esforço físico. As crises tendem a ocorrer com maior frequência à noite ou ao amanhecer, impactando o sono, o rendimento no trabalho e nos estudos e a rotina de familiares. Entretanto, o impacto da asma vai além dos sintomas respiratórios, pois afeta o bem-estar emocional, pode gerar ansiedade em relação às próximas crises e limita, em muitos casos, a prática de atividades físicas. Além do impacto diário, a asma está associada a custos significativos com internações, uso de medicamentos e perda de produtividade, o que reforça a importância de prever crises e agir antes que o quadro se agrave.

Exame de sangue para prever crises de asma: como funciona?

O estudo que propõe prever crises de asma com antecedência utilizou uma técnica chamada metabolômica, voltada à análise de pequenas moléculas circulantes no sangue. Pesquisadores acompanharam ao longo de décadas mais de 2,5 mil pessoas com asma, divididas em grandes grupos de pacientes, registrando exames e evolução clínica. Com esses dados, foi possível investigar quais padrões metabólicos se associavam a maior ou menor risco de descompensação da doença ao longo do tempo. Em suma, a metabolômica permite enxergar “assinaturas químicas” do organismo que antecipam mudanças clínicas.

Entre as substâncias analisadas, chamaram atenção dois conjuntos de moléculas produzidas pelo próprio organismo: os esfingolipídios e os esteroides. Os esfingolipídios compõem estruturas celulares e participam de processos inflamatórios nas vias aéreas. Já os esteroides incluem hormônios envolvidos na regulação da resposta imunológica e na modulação da inflamação. Em vez de avaliar apenas níveis isolados, o trabalho focou principalmente na proporção entre esses dois grupos no sangue. Portanto, o exame de sangue não funciona como um diagnóstico de asma, e sim como uma ferramenta complementar para estimar o risco futuro de crises em quem já tem a doença, o que é uma diferença importante para o uso adequado desse recurso na prática clínica.

Com base nessa relação, os cientistas desenvolveram um modelo capaz de estimar o risco de crises ao longo de um período de até cinco anos. Em determinadas situações, foi possível diferenciar pacientes de alto e baixo risco quase um ano antes do primeiro episódio grave. Então, esse intervalo oferece uma janela valiosa para ajustar tratamentos e intervenções preventivas. De acordo com os dados divulgados, o método alcançou elevada precisão na identificação daqueles que apresentariam piora clínica, mesmo quando o quadro aparente era de estabilidade. Entretanto, os autores ressaltam que se trata de um modelo em aprimoramento, que precisa ser testado em diferentes realidades de atendimento, inclusive em países com menor acesso a recursos de saúde.

Por que a proporção entre esfingolipídios e esteroides é relevante?

A proposta de olhar para a proporção entre esfingolipídios e esteroides parte da ideia de que o equilíbrio entre essas moléculas oferece um retrato mais fiel do funcionamento interno do organismo. Medidas isoladas de cada substância traziam apenas pistas fragmentadas sobre o risco de crise. Quando avaliadas em conjunto, porém, revelaram um padrão mais consistente, associado a diferentes perfis de evolução da asma ao longo do tempo. Em suma, a proporção funciona como um “indicador de equilíbrio” inflamatório e imunológico, mais robusto do que números isolados.

Os esfingolipídios, envolvidos na estrutura das membranas celulares e em vias inflamatórias, podem refletir o grau de ativação de processos que estreitam os brônquios e favorecem sintomas respiratórios. Os esteroides, por outro lado, ajudam a regular a resposta imunológica, influenciando a intensidade e a duração da inflamação. Quando a balança entre esses dois grupos se desequilibra, o risco de agravamento da doença tende a se modificar, mesmo antes que os sintomas se tornem evidentes. Então, identificar esse descompasso de forma precoce permite pensar em ajustes de tratamento antes que ocorram danos mais intensos às vias aéreas.

Trabalhar com proporções, segundo os autores, torna o método mais estável frente a variações individuais, como idade, peso ou uso de determinados medicamentos. Essa abordagem também pode facilitar a adaptação do exame a diferentes laboratórios clínicos, o que é relevante caso a técnica avance para uso em larga escala. Portanto, a viabilidade prática do teste não depende apenas da descoberta científica, mas também da capacidade de padronizar a análise em contextos diversos, incluindo serviços públicos e privados. A ideia é que o teste se some a outros parâmetros, como espirometria, avaliação de sintomas e histórico de internações, para compor um painel mais completo de estratificação de risco em pacientes asmáticos.

Quais podem ser os impactos desse teste no cuidado da asma?

Se validado em novos grupos de pacientes, o exame de sangue para prever crises de asma pode abrir espaço para um acompanhamento mais personalizado. Identificar com antecedência quem está em maior risco permitiria, por exemplo, ajustar o plano terapêutico, intensificar o monitoramento ou reforçar orientações sobre uso correto de medicamentos inalatórios. Em indivíduos com aparente bom controle, mas com alterações no perfil metabólico, seria possível redobrar a vigilância antes que surjam sinais de piora. Em suma, isso aproxima o cuidado da asma de um modelo de medicina personalizada, em que decisões não se baseiam apenas em “tamanho único” de tratamento.

Entre as possíveis aplicações estão:

  • Estratificação de risco: separar pacientes com maior chance de crise daqueles com risco mais baixo, auxiliando na definição de quem precisa de consultas mais frequentes ou de planos de ação escritos para crises.
  • Ajuste de tratamento: apoiar decisões sobre intensificação ou manutenção da terapia de controle, como aumento ou redução de corticoides inalatórios, sempre com acompanhamento médico.
  • Monitoramento de longo prazo: acompanhar a evolução da asma para além dos sintomas do dia a dia, permitindo verificar se intervenções em estilo de vida e tratamento realmente se refletem no perfil metabólico.
  • Planejamento de recursos em saúde: estimar melhor a demanda por serviços de emergência e internação, o que ajuda gestores e sistemas de saúde a organizar estoques de medicamentos, equipes e leitos.

Ainda assim, os próprios pesquisadores ressaltam que o método se encontra em fase de investigação. São necessários estudos adicionais em populações com diferentes características, além de ensaios clínicos que avaliem se o uso do teste, na prática, reduz internações, melhora o controle da asma e se mostra viável em termos de custo. Portanto, antes de ser incorporado à rotina, esse exame precisa demonstrar benefícios concretos para pacientes e sistemas de saúde, e não apenas resultados promissores em pesquisas. Até lá, o exame é visto como uma promessa em desenvolvimento, que se soma aos esforços atuais de tornar o cuidado com a asma mais preventivo e menos centrado apenas na resposta às crises já instaladas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre o exame de sangue e crises de asma

1. Esse exame de sangue já está disponível em laboratórios comuns?
Ainda não. Embora os resultados iniciais sejam animadores, a técnica continua em fase de pesquisa. Portanto, ela só é utilizada em centros de estudo específicos, dentro de protocolos científicos. Em suma, o exame não faz parte, por enquanto, da rotina de pedidos médicos convencionais.

2. O exame substitui a espirometria ou a consulta com o pneumologista?
Não. O exame é pensado como um complemento, e não como substituto. Então, mesmo que venha a ser aprovado para uso clínico, continuará sendo essencial realizar espirometria, seguir em acompanhamento regular com o pneumologista ou alergista e manter o tratamento prescrito.

3. Crianças com asma poderão fazer esse teste no futuro?
Os estudos iniciais focaram principalmente em adultos, mas a intenção dos pesquisadores, entretanto, é avaliar a aplicabilidade também em crianças e adolescentes. Isso exigirá pesquisas específicas, pois o metabolismo e o desenvolvimento pulmonar são diferentes nessa faixa etária.

4. O que posso fazer hoje para reduzir o risco de crises, mesmo sem esse exame?
Em suma, as principais medidas incluem: usar corretamente os medicamentos prescritos (sobretudo os de controle), evitar gatilhos conhecidos como fumaça de cigarro e poeira, manter a vacinação em dia, praticar atividade física orientada e ter um plano de ação elaborado com o médico para saber como agir nos primeiros sinais de piora.

5. O exame envolve algum risco ou preparo especial?
Trata-se, em essência, de uma coleta de sangue comum. Entretanto, quando for disponibilizado, o médico poderá orientar se haverá necessidade de jejum ou suspensão temporária de algum medicamento antes da coleta, sempre avaliando o caso individual para manter a segurança e a eficácia do procedimento.

Tags: anos antesasmaexame de sanguesaúde
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