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Excesso de água pode prejudicar a saúde? Especialista esclarece

Por Lara
19/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

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O consumo de água é reconhecido como um hábito essencial para o bom funcionamento do organismo, mas a ideia de que beber grandes quantidades de água acelera o emagrecimento ainda gera dúvidas. Em 2025, o tema ganhou espaço em reportagens, redes sociais e relatos de pessoas em busca de perda de peso rápida, muitas vezes baseadas em exemplos de celebridades e influenciadores. Nesse contexto, cresce o interesse em entender até que ponto a água ajuda a controlar o peso e quando o excesso começa a representar um risco à saúde.

Entre as mensagens mais repetidas está a recomendação genérica de ingerir “muitos litros” por dia, sem considerar diferenças individuais, rotina e clima. A partir disso, algumas pessoas passam a associar diretamente o emagrecimento à quantidade de água ingerida, como se apenas aumentar o consumo fosse suficiente para modificar a balança. Especialistas em nutrição e medicina, porém, vêm reforçando que hidratação adequada é importante, mas não substitui alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional.

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Beber muita água emagrece mesmo?

Segundo profissionais da área da saúde, a água pode colaborar com o processo de perda de peso de diferentes formas: ajuda na digestão, participa do metabolismo energético e pode contribuir para a sensação de saciedade em algumas situações. No entanto, a bebida por si só não queima gordura nem substitui mudanças estruturais na rotina alimentar.

Em termos práticos, a ingestão adequada de líquidos auxilia o corpo a desempenhar funções básicas, como transporte de nutrientes, regulação da temperatura e funcionamento dos rins. Em dietas de emagrecimento, a hidratação também pode evitar que a sede seja confundida com fome, o que às vezes leva a lanches desnecessários. Ainda assim, especialistas chamam atenção para o fato de que o emagrecimento saudável depende de um conjunto de fatores, como consumo regular de proteínas, fibras, sono de qualidade e acompanhamento clínico, e não apenas do aumento de copos de água ao longo do dia.

Quais são os riscos de beber água em excesso?

Quando o assunto é excesso de água, os alertas se tornam mais firmes. A ingestão muito elevada de líquidos, em curto período ou de forma contínua, pode provocar um quadro chamado hiponatremia. Nessa condição, o sódio no sangue fica diluído além do adequado, alterando o equilíbrio entre água e sais minerais nas células. Esse desequilíbrio afeta diretamente o cérebro, os músculos e o coração, órgãos que dependem de concentrações específicas de eletrólitos para funcionar de forma estável.

Entre os sinais associados à hiponatremia, especialistas costumam citar:

  • Dor de cabeça persistente;
  • Náuseas e mal-estar;
  • Confusão mental ou dificuldade de raciocínio;
  • Fraqueza intensa e sonolência;
  • Em situações graves, convulsões e risco de parada cardiorrespiratória.

Esse quadro costuma ser mais frequente quando a pessoa força a ingestão de água muito além da sede, seguindo metas rígidas de litros por dia, sem orientação. Em indivíduos que praticam exercícios intensos ou que suam muito, o risco aumenta se a reposição for feita apenas com água, sem correção de sais minerais. Nessas situações, profissionais frequentemente indicam soluções específicas com eletrólitos, de acordo com a avaliação clínica.

Como saber quanto de água beber por dia?

A pergunta “como saber quanta água devo beber por dia?” aparece com frequência em consultas e buscas online. Não existe um número único que sirva para todas as pessoas. A quantidade adequada depende de fatores como peso corporal, idade, nível de atividade física, temperatura do ambiente, alimentação e presença de doenças pré-existentes, como problemas renais ou cardíacos. Por isso, seguir metas fixas de 5 ou 6 litros diários, sem avaliação individual, pode ser inadequado para grande parte da população.

Algumas estratégias simples podem ajudar a monitorar a hidratação ao longo do dia:

  1. Observar a sede: a sensação de sede é um sinal fisiológico importante e não deve ser ignorada.
  2. Avaliar a cor da urina: em geral, uma urina clara ou levemente amarelada indica boa hidratação; tons muito escuros podem sugerir baixa ingestão de líquidos.
  3. Considerar a rotina de exercícios: pessoas que praticam esportes intensos ou trabalham em ambientes quentes tendem a precisar de mais líquidos e, em alguns casos, de reposição de eletrólitos.
  4. Verificar condições de saúde: indivíduos com doenças renais, cardíacas ou uso de certos medicamentos devem seguir orientações específicas de médicos e nutricionistas.

Em cenário de grande exposição nas redes, relatos de artistas e influenciadores sobre emagrecimento com altos volumes de água acabam ganhando visibilidade. Profissionais da saúde chamam atenção para a importância de não replicar essas rotinas sem avaliação. Cada organismo possui necessidades próprias e o que é tolerado por uma pessoa pode ser arriscado para outra. Assim, a água permanece como aliada importante na perda de peso, desde que seja consumida em quantidade adequada e integrada a um conjunto de hábitos saudáveis, e não como solução isolada para modificar o corpo.

FAQ sobre hidratação

1. Hidratação só vem da água ou outras bebidas também contam?

Em suma, a principal fonte de hidratação é a água pura, mas outras bebidas, como chás sem açúcar, água de coco e até parte dos sucos naturais, também contribuem para o volume de líquidos diário. Entretanto, bebidas açucaradas, alcoólicas ou muito cafeinadas podem trazer efeitos indesejados, como aumento de calorias ou efeito diurético excessivo. Portanto, é recomendável priorizar água e opções com pouco ou nenhum açúcar, usando as demais bebidas de forma moderada.

2. Alimentos também ajudam na hidratação?

Sim. Frutas e verduras ricas em água, como melancia, laranja, pepino e tomate, podem contribuir significativamente para a hidratação diária. Entretanto, mesmo com uma alimentação rica em alimentos com alto teor de água, ainda é importante manter o consumo regular de líquidos. Portanto, pense na combinação de água + alimentos ricos em água como um conjunto que trabalha a favor do equilíbrio hídrico do organismo.

3. A hidratação influencia na saúde da pele?

Estar bem hidratado favorece o funcionamento geral do organismo, e isso se reflete também na pele, que tende a ficar com aspecto mais viçoso e menos ressecado. Entretanto, é importante lembrar que a hidratação da pele depende não só da ingestão de água, mas também de fatores como uso de protetor solar, alimentação equilibrada e cuidados tópicos. Portanto, a água é uma aliada, mas não resolve sozinha todos os problemas de pele.

4. Tomar muita água de uma vez é melhor do que beber aos poucos?

Em suma, o organismo aproveita melhor a água quando ela é ingerida em pequenas quantidades ao longo do dia. Beber grandes volumes de uma só vez pode aumentar a vontade de urinar rapidamente, sem que haja tempo para um uso eficiente desse líquido pelo corpo. Entretanto, isso não significa que você precise ficar controlando obsessivamente cada gole. Portanto, uma boa estratégia é ter água por perto e ir bebendo de forma fracionada, respeitando a sede.

5. Café e chá prejudicam a hidratação?

O café e alguns chás possuem efeito diurético leve por causa da cafeína, o que pode aumentar um pouco a produção de urina. Entretanto, em pessoas que os consomem de forma moderada, essas bebidas ainda somam líquido ao total diário. Então, o que mais prejudica é o excesso de cafeína e de açúcar, não o consumo responsável em si. Portanto, a orientação é não substituir totalmente a água por essas bebidas e evitar exageros.

6. Hidratação tem impacto no desempenho físico e mental?

Mesmo uma desidratação leve pode reduzir a capacidade de concentração, provocar sensação de cansaço e diminuir o rendimento em atividades físicas. Entretanto, muitas pessoas só percebem esse impacto quando já estão com sinais evidentes, como dor de cabeça ou tontura. Portanto, manter a hidratação adequada ao longo do dia é uma forma simples de apoiar tanto o desempenho físico quanto o cognitivo.

7. É possível estar desidratado mesmo sem sentir sede?

Em suma, sim, especialmente em idosos, crianças pequenas e em pessoas muito focadas em tarefas que acabam “esquecendo” de beber água. Nesses casos, a sede pode não ser um indicador tão confiável. Entretanto, outros sinais, como boca seca, urina escura, cansaço fora do habitual e dor de cabeça, podem sugerir falta de líquidos. Portanto, para alguns grupos, é útil criar lembretes ou rotinas de ingestão de água, mesmo que a sede não seja intensa.

8. A hidratação muda em dias frios?

Sim: no frio, tende-se a sentir menos sede, mas o corpo continua perdendo água pela respiração e pela urina, e isso pode levar à desidratação silenciosa. Entretanto, como o suor é menos evidente nesse período, muitas pessoas subestimam a necessidade de líquidos. Portanto, mesmo no inverno, é importante manter o hábito de beber água regularmente, ajustando quantidades de acordo com a rotina e as atividades.

9. Existe diferença entre beber água gelada ou em temperatura ambiente?

Para a hidratação em si, ambas cumprem o mesmo papel, pois o que importa é a quantidade total de água ingerida. Água gelada pode ser mais agradável em dias quentes e pode oferecer leve sensação de refrescância maior. Entretanto, algumas pessoas com sensibilidade gástrica preferem a temperatura ambiente, pois sentem mais conforto digestivo. Portanto, escolha a temperatura que seja mais fácil de manter o hábito de consumo ao longo do dia.

10. Pessoas que quase não suam precisam se preocupar menos com hidratação?

O suor é apenas uma das vias de perda de líquidos; o corpo também elimina água pela respiração, fezes e urina. Entretanto, quem sua pouco pode ter uma falsa impressão de que perde pouca água e acabar reduzindo demais a ingestão. Portanto, mesmo com baixa sudorese aparente, é importante observar sinais gerais do corpo e manter um padrão regular de ingestão de líquidos, ajustando se houver prática de exercícios ou condições climáticas mais extremas.

Tags: consumo de águaexcesso de águahidrataçãohiponatremiaperigossaúde
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