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Frutas fazem mal para quem tem diabetes? Cientistas respondem

Por Lara
19/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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Pessoas com diabetes costumam ouvir orientações distintas sobre o consumo de frutas, o que gera muitas dúvidas na rotina alimentar. A presença natural de açúcar nesses alimentos faz com que parte do público tema aumentos bruscos da glicemia, ao mesmo tempo em que médicos e nutricionistas destacam os benefícios nutricionais das frutas inteiras. Em meio a tantas informações, ganha espaço a discussão sobre quais frutas são mais adequadas e em que quantidade devem ser oferecidas ao longo do dia.

Relatórios recentes de instituições internacionais de saúde reforçam que as frutas podem integrar o cardápio de quem tem diabetes, desde que consumidas com atenção à porção, ao tipo de fruta e às combinações feitas na refeição. Em vez de excluir o grupo alimentar, a recomendação atual aponta para escolhas mais estratégicas, privilegiando opções com mais fibras e menor impacto glicêmico, sem ignorar preferências e hábitos culturais de cada pessoa.

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Frutas vermelhas para diabetes: por que são aliadas?

Esses alimentos aparecem com frequência em materiais educativos sobre diabetes, principalmente por causa do perfil nutricional desses alimentos. Morango, framboesa, amora e mirtilo apresentam, em geral, menor concentração de açúcares por porção quando comparados a frutas mais densas, além de alta quantidade de fibras solúveis e compostos antioxidantes. Esses elementos atuam de forma conjunta na resposta glicêmica após a refeição.

Ao consumir frutas vermelhas, a tendência é que o açúcar natural presente na polpa seja liberado de forma mais lenta na corrente sanguínea. A fibra funciona como uma espécie de barreira física, dificultando a absorção rápida da glicose no intestino. Além disso, esses alimentos fornecem vitaminas, como a vitamina C, e substâncias bioativas que vêm sendo estudadas por seu possível papel na sensibilidade à insulina. Não se trata de um “alimento milagroso”, mas de um grupo de frutas que costuma se encaixar bem no planejamento alimentar de pessoas com diabetes.

Outras frutas com perfil semelhante também ganham destaque nas orientações, como o kiwi e algumas variedades de tangerina, incluindo a clementina. Em comum, essas opções apresentam quantidade moderada de carboidratos, boa oferta de fibras e sabor marcante, o que favorece a saciedade com porções relativamente pequenas. Assim, a combinação entre prazer ao comer e controle de glicose se torna mais viável no dia a dia.

Como incluí-las na rotina de quem tem diabetes?

A principal recomendação para incluí-las no cardápio de diabéticos é prestar atenção ao tamanho das porções e ao momento do consumo. Orientações amplamente divulgadas por centros acadêmicos indicam, de forma geral, até três porções de frutas inteiras ao dia, distribuídas entre as refeições. Em muitos planos alimentares, uma porção corresponde a cerca de uma xícara de frutas picadas ou a uma fruta de tamanho médio, enquanto frutas mais densas, como banana ou manga, costumam ter porção equivalente a meia xícara.

Uma estratégia prática envolve o fracionamento dessas porções ao longo do dia, evitando concentrar grandes quantidades de carboidratos em um único horário. Ao espalhar o consumo desses alimentos em lanches intermediários ou como sobremesa após as refeições principais, a carga total de açúcar absorvida em cada momento tende a ser menor. Dessa forma, os picos de glicemia podem ser mais suavizados, desde que o restante da refeição também seja planejado.

  • Usar morangos picados junto com aveia em flocos;
  • Adicionar framboesas ou amoras ao iogurte natural sem açúcar;
  • Preparar saladas de frutas com porções menores de frutas mais doces e maior volume de frutas vermelhas;
  • Congelar frutas vermelhas para uso em preparações frias, sem adição de açúcar;
  • Ajustar a quantidade de frutas conforme a orientação individual do profissional de saúde.

Quais combinações ajudam a evitar picos de glicose?

Além da escolha das frutas vermelhas, a forma de combinação com outros alimentos interfere diretamente na glicemia. Incluir fontes de fibras, proteínas ou gorduras consideradas saudáveis na mesma refeição tende a retardar a digestão e a absorção dos carboidratos. Essa abordagem vem sendo reforçada em materiais educativos voltados a pessoas que convivem com a doença.

Entre as combinações mais usadas, destacam-se preparações simples que cabem na rotina doméstica:

  1. Frutas com iogurte natural: a proteína do leite aumenta a saciedade e ajuda a modular a resposta glicêmica.
  2. Frutas com oleaginosas: amêndoas, nozes ou castanhas fornecem gorduras insaturadas e fibras adicionais.
  3. Frutas com sementes: chia, linhaça ou gergelim podem ser misturadas às frutas, criando um “gel” que torna a absorção mais lenta.
  4. Frutas com cereais integrais: aveia em flocos grossos ou granola sem açúcar somam fibras e tornam o lanche mais completo.

Essas combinações não anulam o açúcar natural da fruta, mas alteram a velocidade com que esse açúcar alcança o sangue. A soma de nutrientes contribui para uma curva de glicose mais gradual, o que costuma ser um objetivo importante para o manejo do diabetes tipo 1 e tipo 2. A escolha final, porém, precisa considerar restrições individuais, uso de medicamentos e metas definidas em acompanhamento profissional.

Frutas que pedem mais atenção e versões alternativas

Especialistas costumam reforçar que qualquer fruta pode integrar o plano alimentar de quem tem diabetes, desde que em moderação. Entretanto, algumas pedem maior atenção ao tamanho da porção, especialmente as mais ricas em carboidratos, como banana, manga, uva e caqui. Nesses casos, a orientação frequente é reduzir a quantidade, distribuir o consumo ao longo da semana e priorizar a combinação com alimentos ricos em fibras e proteínas.

Outra questão envolve o tipo de processamento. Em geral, frutas inteiras preservam mais fibras e promovem mastigação, o que desacelera a ingestão. Já sucos filtrados tendem a concentrar açúcar e perder parte relevante da fibra, favorecendo aumentos rápidos na glicemia. Por isso, versões líquidas costumam ser indicadas com bem mais cautela para quem tem diabetes, mesmo quando preparadas em casa.

  • Frutas congeladas sem açúcar: mantêm boa parte dos nutrientes e podem substituir as frescas em preparações caseiras;
  • Frutas desidratadas: concentram açúcar e, por isso, são recomendadas em pequenas quantidades, como de duas colheres de sopa a 1/4 de xícara;
  • Frutas em conserva: opções armazenadas em água ou suco natural tendem a ser preferidas em relação às versões em calda açucarada.

O equilíbrio entre o consumo de frutas vermelhas, frutas cítricas e outras variedades, aliado à atenção com porções e combinações, compõe hoje uma das bases das orientações de alimentação para pessoas com diabetes. A adaptação do plano alimentar à realidade de cada indivíduo, com acompanhamento periódico, continua sendo um dos pontos centrais para manter a glicemia sob controle sem abrir mão da diversidade de sabores presente nas frutas.

FAQ: frutas e alimentação saudável

1. Frutas à noite fazem mal ou engordam mais?
Em suma, o horário do consumo delas não é o principal fator para ganho de peso ou piora da saúde. O que conta mais é o total de calorias e carboidratos ao longo do dia e como isso se encaixa na sua rotina. Entretanto, algumas pessoas relatam desconforto digestivo se comem grandes volumes de frutas muito tarde, próximo da hora de dormir. Portanto, vale priorizar porções moderadas e observar como o seu corpo reage. Então, se o consumo estiver dentro do seu plano alimentar, comer fruta à noite não é, por si só, um problema.

2. É melhor comer fruta com ou sem casca?
Sempre que a casca for comestível e estiver bem higienizada, a recomendação tende a ser consumi-la junto com a polpa. A casca concentra fibras, vitaminas e compostos antioxidantes importantes para a saúde intestinal e metabólica. Entretanto, em casos de desconforto intestinal, alergias ou orientações específicas do profissional de saúde, pode haver necessidade de retirar a casca. Portanto, avalie a tolerância individual. Então, como regra geral, cascas comestíveis e bem lavadas são bem-vindas na alimentação saudável.

3. Frutas orgânicas são sempre mais saudáveis?
Frutas orgânicas costumam ter menor exposição a determinados agrotóxicos, o que pode ser um benefício relevante. O perfil básico de vitaminas, minerais e fibras, porém, é semelhante ao de cultivadas de forma convencional. Entretanto, o mais importante para a maioria das pessoas é aumentar a variedade e a frequência de consumo de frutas e hortaliças, orgânicas ou não. Portanto, se o custo for um limitador, priorize o aumento do consumo de vegetais em geral. Então, quando possível, escolha orgânicos de forma estratégica, como para frutas que você costuma comer com casca.

4. Posso usar frutas para adoçar receitas no lugar do açúcar?
Usar frutas in natura ou em forma de purê (como banana amassada ou maçã cozida) pode reduzir a necessidade de açúcar refinado em bolos, mingaus e outras receitas. Entretanto, é importante lembrar que, mesmo naturais, as frutas também contêm açúcar e somam carboidratos à refeição. Portanto, para quem tem diabetes ou busca perda de peso, o ideal é ajustar as porções e considerar o contexto da refeição como um todo. Então, como estratégia, vale substituir o açúcar por frutas, mas mantendo atenção à quantidade utilizada.

5. Existe um limite de porções de frutas para quem não tem diabetes?
Recomendações gerais para a população costumam sugerir algo em torno de 2 a 3 porções de frutas por dia, dentro de um consumo total de 400 g a 500 g de frutas e hortaliças. Entretanto, pessoas fisicamente ativas, com maior gasto energético, podem comportar mais porções, enquanto indivíduos com necessidade de restrição calórica podem precisar de ajustes. Portanto, o limite não é rígido e deve considerar objetivos, nível de atividade e demais componentes da dieta. Então, em caso de dúvida, um nutricionista pode personalizar esse número para a sua realidade.

6. Frutas em smoothies e vitaminas são tão saudáveis quanto as frutas inteiras?
Smoothies e vitaminas caseiras podem ser opções interessantes, pois preservam a polpa e parte das fibras, principalmente se não forem coados. Entretanto, é comum usar mais de uma porção de fruta na mesma bebida, o que aumenta rapidamente a carga de carboidratos e calorias. Além disso, bater a fruta pode facilitar a ingestão rápida, diminuindo a sensação de saciedade em comparação à mastigação da fruta inteira. Portanto, prefira usar poucas frutas, evitar açúcar adicional e incluir fontes de proteína ou fibras. Então, quando possível, alterne o consumo de smoothies com o de frutas inteiras.

7. Crianças devem ter restrição de frutas por causa do açúcar natural?
Em suma, para crianças saudáveis, elas são consideradas alimentos fundamentais para crescimento e desenvolvimento, e não costumam ser o principal problema em relação ao açúcar. O foco maior deve estar na redução de doces ultraprocessados, refrigerantes e bebidas açucaradas. Entretanto, crianças com excesso de peso, alterações metabólicas ou histórico familiar importante podem exigir maior atenção às quantidades e combinações. Portanto, em contextos especiais, é prudente buscar orientação pediátrica e nutricional. Então, de forma geral, frutas variadas, ofertadas em porções adequadas, são bem-vindas na infância.

8. Secar frutas em casa (como chips de maçã ou banana) é uma opção saudável?
Frutas desidratadas caseiras, sem açúcar adicionado, podem ser uma alternativa prática para lanches, mantendo parte das fibras e micronutrientes. Entretanto, o processo de desidratação concentra o açúcar natural e reduz o volume, facilitando o consumo de grandes quantidades sem perceber. Portanto, mesmo quando preparadas em casa, é importante controlar a porção. Então, usar pequenas quantidades, combinadas com oleaginosas ou sementes, tende a ser uma forma mais equilibrada de incluí-las na alimentação.

Tags: diabetesfrutasfrutas vermelhassaúde
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