Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

Por Lucas
21/01/2026
Em Saúde
Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A demência tem ocupado cada vez mais espaço nas conversas sobre saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de um conjunto de condições que comprometem memória, raciocínio e comportamento, afetando diretamente a autonomia e o dia a dia das pessoas. Entre os diferentes tipos, a doença de Alzheimer é a forma mais conhecida e prevalente, especialmente em idosos. Com a população vivendo mais tempo, cresce também a preocupação em entender como prevenir esses quadros e, portanto, como manter a independência na velhice por mais tempo.

Especialistas destacam que o risco de desenvolver demência aumenta com a idade, mas não está ligado apenas ao envelhecimento. Fatores como estilo de vida, doenças cardiovasculares, escolaridade e até o ambiente em que a pessoa vive podem influenciar. Além disso, o acesso a serviços de saúde, oportunidades de educação contínua e suporte social também exerce forte impacto. Por isso, a discussão sobre prevenção da demência deixou de ser restrita aos profissionais de saúde e passou a fazer parte da rotina de famílias que buscam preservar a capacidade cognitiva de seus parentes ao longo dos anos e, em suma, garantir melhor qualidade de vida coletiva.

Leia Também

Estudo associa o hábito de ouvir música à prevenção de doenças

18/01/2026
Pais identificam demência da filha após notar sinal discreto

Pais identificam demência da filha após notar sinal discreto

15/01/2026
Ciência aponta idade em que uma pessoa passa a ser considerada velha

Ciência aponta idade em que uma pessoa passa a ser considerada velha

08/01/2026

Estudo revela que dançar pode diminuir significativamente o risco de demência

07/01/2026

O que é demência e por que a prevenção é tão importante?

Demência é um termo que engloba diversas doenças que causam deterioração progressiva das funções cognitivas, como memória, linguagem, atenção e capacidade de planejamento. Não se trata de um “esquecimento normal da idade”, mas de um quadro que interfere nas atividades cotidianas, como administrar dinheiro, tomar medicamentos corretamente ou se orientar em locais conhecidos. A demência por Alzheimer é a mais frequente, mas há outros tipos, como demência vascular e demência frontotemporal. Entretanto, quadros associados ao uso de álcool, traumatismo craniano repetitivo e algumas infecções também podem levar a síndromes demenciais.

A prevenção ganha relevância porque ainda não existe cura para a maioria das demências, apenas tratamentos que podem retardar a progressão ou aliviar sintomas. Dessa forma, reduzir o risco de desenvolver o problema, ou adiá-lo o máximo possível, torna-se uma estratégia central. Estudos publicados até 2025 indicam que uma parcela importante dos casos poderia ser evitada com mudanças em fatores modificáveis, como controle da pressão arterial, combate ao sedentarismo e estímulo constante ao cérebro. Portanto, ao adotar hábitos saudáveis de forma consistente, a pessoa tende a proteger não só o coração e o peso, mas também a saúde cognitiva.

Prevenção da demência: quais hábitos fazem diferença?

A expressão prevenção da demência envolve um conjunto de atitudes que podem ser adotadas desde a juventude até a velhice. A ideia é proteger o cérebro de agressões ao longo da vida e fortalecer a chamada “reserva cognitiva”, que é a capacidade do cérebro de lidar com danos sem manifestar sintomas de forma imediata. Quanto maior essa reserva, menor tende a ser o impacto de alterações ligadas ao envelhecimento ou a doenças neurodegenerativas. Em suma, investir em saúde cerebral funciona como uma “poupança” para o futuro.

Entre os principais cuidados associados à redução do risco de demência, destacam-se:

  • Atividade física regular: caminhadas, exercícios aeróbicos e treinos de força ajudam a manter a circulação sanguínea e a saúde do cérebro; além disso, reduzem inflamação, melhoram o sono e contribuem para o controle do estresse;
  • Alimentação equilibrada: padrões alimentares como a dieta mediterrânea, rica em frutas, verduras, legumes, peixes e azeite, são frequentemente associados a menor risco de declínio cognitivo; portanto, reduzir ultraprocessados, gorduras trans e excesso de açúcar também favorece a prevenção da demência;
  • Controle de doenças crônicas: hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade estão relacionados ao aumento da probabilidade de demência; então, acompanhar regularmente com equipe de saúde e seguir o tratamento indicado diminui bastante esse risco;
  • Estímulo mental: leitura, estudos, jogos de raciocínio e novas habilidades contribuem para manter o cérebro ativo; aprender idiomas, tocar instrumentos musicais e se engajar em cursos ao longo da vida amplia a reserva cognitiva;
  • Vida social ativa: manter contatos, conversar, participar de grupos e atividades comunitárias reduz o isolamento, que é considerado fator de risco. Portanto, vínculos afetivos e interação frequente funcionam como “exercício” para o cérebro.

Esses hábitos não garantem que a pessoa nunca desenvolverá demência, mas podem diminuir significativamente a chance ou retardar o aparecimento dos sintomas, o que já representa um impacto importante na qualidade de vida na terceira idade. Entretanto, mesmo quando a demência surge, quem manteve hábitos saudáveis costuma apresentar evolução mais lenta e maior preservação de funções por mais tempo.

É possível começar a prevenir a demência antes dos 60 anos?

A maior parte das pesquisas aponta que a prevenção da demência antes dos 60 anos é uma das estratégias mais efetivas. Isso porque muitas das alterações que levam ao comprometimento cognitivo se iniciam décadas antes dos primeiros sinais visíveis. Assim, agir na meia-idade, e até mesmo na fase adulta jovem, ajuda a reduzir o acúmulo de danos ao cérebro ao longo do tempo. Em outras palavras, escolhas feitas aos 30, 40 e 50 anos repercutem diretamente na saúde cerebral aos 70, 80 ou mais.

Algumas ações consideradas relevantes para quem está abaixo dos 60 anos incluem:

  1. Cuidar da pressão e do coração: medir regularmente a pressão arterial, tratar arritmias e evitar o tabagismo contribui para prevenir demência vascular e outras formas ligadas à circulação; além disso, manter peso adequado e praticar atividade física constante reforça essa proteção;
  2. Controlar o açúcar no sangue: manter a glicemia estável diminui o risco de danos aos vasos e às estruturas cerebrais; então, alimentação balanceada, adesão às medicações e acompanhamento com profissionais de saúde tornam-se fundamentais;
  3. Reduzir o consumo de álcool: uso excessivo pode levar a quadros de demência relacionados ao álcool; portanto, buscar consumo moderado ou abstinência, quando necessário, protege tanto o cérebro quanto o fígado e o sistema cardiovascular;
  4. Proteger a audição: tratar perda auditiva e usar aparelhos quando indicados ajuda a preservar a interação social e o estímulo cerebral; em suma, ouvir bem favorece conversas, aprendizado e participação em atividades diversas;
  5. Cuidar do sono: noites mal dormidas de forma crônica estão associadas a piora da memória e maior risco de declínio cognitivo. Investir em higiene do sono, tratar apneia e evitar uso abusivo de telas à noite melhora o descanso e, portanto, a saúde mental.

Além dos aspectos físicos, o nível de escolaridade e a continuidade dos estudos ao longo da vida também aparecem como fatores ligados à proteção do cérebro. Cursos, leituras frequentes e atividades intelectuais variadas ajudam a construir uma base cognitiva mais robusta. Entretanto, mesmo quem não teve muita escolaridade formal pode se beneficiar de estímulos como cursos comunitários, oficinas, leitura guiada e participação em grupos culturais.

Como famílias e serviços de saúde podem atuar na prevenção?

A responsabilidade pela prevenção da demência não se limita ao indivíduo. Famílias, comunidades e serviços de saúde podem colaborar de forma organizada. Profissionais de atenção básica, por exemplo, têm papel importante na identificação precoce de fatores de risco e na orientação sobre hábitos saudáveis. Campanhas de informação ajudam a desmistificar a ideia de que perda de memória intensa é algo “normal” da idade. Portanto, quando a rede de apoio se mobiliza, as chances de diagnóstico precoce e de mudança de estilo de vida aumentam.

No ambiente familiar, algumas atitudes contribuem para criar um contexto favorável à saúde do cérebro:

  • Incentivar consultas médicas regulares e exames de rotina;
  • Estimular atividades em grupo, como caminhadas, dança ou aulas coletivas;
  • Promover conversas, jogos de tabuleiro e outras formas de interação;
  • Oferecer apoio para adesão ao tratamento de hipertensão, diabetes e outras condições;
  • Observar mudanças de comportamento, esquecimentos frequentes ou desorientação, buscando avaliação quando necessário.

Diante do envelhecimento acelerado da população brasileira até 2025, ações preventivas ganham peso tanto na esfera individual quanto coletiva. Quanto mais cedo a prevenção da demência entra na rotina, maiores são as chances de manter a autonomia e a funcionalidade por mais tempo, reduzindo o impacto da doença para as pessoas, para as famílias e para os sistemas de saúde. Em suma, investir hoje em prevenção da demência representa uma forma concreta de promover um envelhecimento ativo, mais saudável e com maior bem-estar.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre prevenção da demência

1. A depressão aumenta o risco de demência?
Sim. Depressão não tratada, especialmente na meia-idade e na velhice, se associa a maior risco de demência. Portanto, buscar ajuda psicoterapêutica e, quando necessário, medicação indicada por profissional de saúde mental protege tanto o humor quanto a cognição.

2. O uso de suplementos como ômega-3 realmente previne demência?
Alguns estudos sugerem benefício modesto do ômega-3, principalmente quando a alimentação não fornece peixes com frequência. Entretanto, suplementos não substituem uma dieta equilibrada. Então, a prioridade recai sobre alimentação saudável; suplementos só devem entrar em cena com orientação profissional.

3. Jogos de celular valem como exercício para o cérebro?
Jogos digitais que estimulam memória, atenção e raciocínio podem ajudar, desde que utilizados com equilíbrio. Entretanto, para fortalecer a prevenção da demência, atividades variadas costumam trazer mais benefícios, como leitura, conversa, cursos, música e hobbies manuais.

4. Quem tem histórico familiar de Alzheimer sempre vai desenvolver demência?
Não. Histórico familiar aumenta o risco, mas não determina o futuro. Portanto, cuidar da saúde cardiovascular, do sono, da alimentação, da atividade física e da vida social reduz esse risco e pode atrasar o início de sintomas, mesmo em pessoas com predisposição genética.

5. O estresse do dia a dia prejudica o cérebro a ponto de causar demência?
O estresse crônico favorece inflamação, piora do sono, abuso de álcool e alimentação inadequada. Então, de forma indireta, ele contribui para fatores de risco da demência. Técnicas de relaxamento, terapia, atividade física e organização da rotina ajudam a controlar o estresse e, em suma, protegem o cérebro no longo prazo.

Tags: 60 anosDemênciaessencialIdadePrevenção
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cansaço ao acordar: 7 fatores que podem estar afetando seu descanso

21/01/2026

Secadora de roupas: quais tecidos podem ir sem risco de encolher

21/01/2026
Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

21/01/2026
Você sente esses sintomas? Seu fígado pode estar em colapso!

Você sente esses sintomas? Seu fígado pode estar em colapso!

21/01/2026
Sinais de infarto: médico aponta sintomas mais comuns

Sinais de infarto: médico aponta sintomas mais comuns

21/01/2026
Fuja desses alimentos se você possui diabetes

Fuja desses alimentos se você possui diabetes

21/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados