Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Ciência

Quem foi Alois Alzheimer, médico que deu nome à doença

Por Lucas
21/01/2026
Em Ciência
Quem foi Alois Alzheimer, médico que deu nome à doença

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A história da doença de Alzheimer começa muito antes de se tornar um termo conhecido em hospitais, pesquisas e conversas familiares. No fim do século 19, a medicina ainda engatinhava na compreensão das demências, e muitos casos eram tratados apenas como “loucura” ou “senilidade”. Nesse cenário, o médico alemão Alois Alzheimer passou a observar com atenção o comportamento de pacientes que apresentavam alterações de memória, linguagem e personalidade, tentando entender o que havia por trás desses quadros. Portanto, esse contexto histórico mostra como a visão sobre o envelhecimento e os transtornos cognitivos mudou de forma profunda ao longo do tempo.

Nascido em 1864, no sul da Alemanha, Alois Alzheimer formou-se em medicina e seguiu o caminho da psiquiatria e da neuropatologia. Em vez de se limitar aos diagnósticos gerais da época, ele valorizava o registro minucioso de sintomas e a comparação entre o que via em vida e o que encontrava no cérebro após a morte dos pacientes. Essa combinação de observação clínica e estudo anatômico seria determinante para identificar a condição que mais tarde passaria a ser chamada de doença de Alzheimer. Em suma, essa postura investigativa marcou o início de uma abordagem mais científica e detalhada das demências, abrindo caminho para o que hoje chamamos de medicina baseada em evidências.

Leia Também

Descubra como cascas de ovo fortalecem suas plantas contra doenças

Descubra como cascas de ovo fortalecem suas plantas contra doenças

11/12/2025
Carrapato

Do incômodo à doença: o que você precisa saber sobre carrapatos

19/08/2025
Fígado

Gordura no fígado: entenda a doença e tratamentos

12/06/2025

O que foi observado no primeiro caso de Alzheimer?

O caso que marcou a história da demência de Alzheimer envolveu uma paciente chamada Auguste Deter, acompanhada por Alois Alzheimer a partir de 1901. Com cerca de 50 anos, ela apresentava esquecimentos frequentes, desorientação, dificuldade em se expressar e mudanças de humor consideradas atípicas para alguém nessa faixa etária. Em uma época em que a maioria das demências se associava apenas ao envelhecimento avançado, esse quadro despertou interesse especial. Então, a idade relativamente jovem de Auguste chamou a atenção de médicos que ainda acreditavam que problemas cognitivos graves pertenciam quase exclusivamente à velhice extrema.

Alzheimer registrou diálogos, reações emocionais e oscilações de comportamento de Auguste ao longo dos anos. Após a morte da paciente, em 1906, ele examinou o cérebro e identificou dois achados que se tornariam clássicos na descrição da doença de Alzheimer: o acúmulo de placas entre os neurônios e a presença de emaranhados no interior das células nervosas. Essas alterações se associavam à perda de tecido em áreas ligadas à memória e à linguagem, ajudando a explicar os sintomas observados durante a vida. Entretanto, naquela época, poucos pesquisadores compreendiam totalmente o significado desses achados, e levou décadas até que a comunidade científica aceitasse a doença de Alzheimer como uma entidade distinta, diferente de outras demências.

Como a doença de Alzheimer se manifesta no dia a dia?

Atualmente, a doença de Alzheimer é reconhecida como uma condição neurodegenerativa progressiva. Ela costuma se desenvolver de forma lenta, com sinais discretos no início, que muitos confundem com distração, estresse ou cansaço. Com o tempo, esses sintomas se intensificam e interferem de maneira crescente na autonomia da pessoa afetada. Em suma, o que começa como pequenos esquecimentos pode, gradualmente, comprometer a capacidade de trabalhar, de manter relacionamentos e de cuidar de si mesmo.

Entre os sinais frequentemente associados à demência de Alzheimer, destacam-se:

  • Esquecimento de acontecimentos recentes, como conversas ou compromissos;
  • Dificuldade para lembrar nomes de pessoas próximas ou itens comuns;
  • Desorientação em relação a datas, lugares ou rotas conhecidas;
  • Problemas para planejar tarefas simples, como organizar o dia ou preparar uma refeição;
  • Mudanças de comportamento, com maior irritabilidade, apatia ou repetição de frases e perguntas.

Além desses sinais, familiares muitas vezes notam mudanças sutis no julgamento, na tomada de decisão e no interesse por atividades que antes traziam prazer. Então, a pessoa pode deixar de pagar contas no prazo, ter dificuldade em lidar com aparelhos eletrônicos simples ou apresentar maior isolamento social. Embora seja mais comum após os 70 anos, existem formas de Alzheimer precoce, que surgem em adultos mais jovens, por volta dos 40 ou 50 anos. Nesses casos, o impacto costuma ser marcante na vida profissional e nas relações sociais, já que ocorre em uma fase em que se espera plena capacidade funcional. Portanto, o reconhecimento precoce dos sintomas permite planejar melhor o futuro, ajustar rotinas e buscar apoio especializado.

Por que a doença recebeu o nome Alzheimer?

O nome Alzheimer não foi escolhido pelo próprio médico. A denominação surgiu em 1910, quando o psiquiatra Emil Kraepelin, colega e mentor de Alois Alzheimer, publicou um manual de psiquiatria e incluiu o termo “doença de Alzheimer” para descrever aquele tipo específico de demência associada às alterações microscópicas do cérebro. A partir daí, o sobrenome do pesquisador passou a ser ligado à condição em livros, artigos científicos e, posteriormente, em protocolos de diagnóstico. Em suma, o termo consolidou-se internacionalmente e, hoje, aparece em diretrizes de saúde, campanhas de conscientização e materiais educativos voltados para famílias e profissionais.

Alois Alzheimer morreu em 1915, aos 51 anos, sem acompanhar a expansão do uso de seu nome na medicina mundial. Com o envelhecimento da população e o avanço da neuropatologia ao longo do século 20, a doença de Alzheimer foi sendo reconhecida como a forma mais comum de demência no planeta. Atualmente, atinge milhões de pessoas e representa um grande desafio para famílias, serviços de saúde e políticas públicas. Então, à medida que a expectativa de vida aumenta, cresce também a importância de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral às pessoas com demência.

Como a ciência entende a doença de Alzheimer hoje?

Em 2025, o entendimento da demência de Alzheimer envolve diversos fatores biológicos. Estudos indicam a participação de proteínas alteradas, como beta-amiloide e tau, além de processos de inflamação no cérebro, alterações vasculares, aspectos genéticos e falhas no metabolismo de energia dos neurônios. Esses elementos podem atuar em conjunto, favorecendo a morte progressiva das células cerebrais. Entretanto, os pesquisadores também observam a influência de fatores de estilo de vida, como sedentarismo, alimentação rica em gorduras saturadas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e baixa estimulação cognitiva ao longo da vida.

Embora ainda não exista cura para a doença de Alzheimer, o tratamento combina medicamentos e intervenções não farmacológicas que buscam retardar a progressão dos sintomas e preservar a qualidade de vida. Entre as estratégias frequentemente utilizadas estão:

  1. Uso de remédios que atuam na comunicação entre neurônios;
  2. Estimulação cognitiva, com atividades de memória, linguagem e raciocínio;
  3. Fisioterapia e exercícios físicos para manter mobilidade e equilíbrio;
  4. Apoio psicológico e orientações para familiares e cuidadores;
  5. Adequações na rotina e no ambiente doméstico para reduzir riscos e facilitar o dia a dia.

Além disso, então, muitos especialistas recomendam medidas de prevenção ao longo da vida, como controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, manter peso saudável, praticar atividade física regular, cultivar relações sociais e buscar desafios intelectuais contínuos. Portanto, essas ações parecem reduzir o risco global de demência ou, pelo menos, retardar o início dos sintomas. Em suma, o cuidado com o cérebro começa muito antes do primeiro esquecimento marcante e envolve uma visão integrada de saúde física, mental e social.

Mais de um século após o primeiro relato de Auguste Deter, o nome Alzheimer segue associado não apenas a uma doença, mas a um marco na forma de compreender o cérebro humano. A partir das observações feitas no início do século 20, abriu-se espaço para uma investigação baseada em evidências, relacionando alterações microscópicas do tecido cerebral a mudanças complexas na memória, no comportamento e na identidade das pessoas afetadas. Portanto, entender a história, as manifestações clínicas e os avanços científicos em torno da doença de Alzheimer ajuda famílias, cuidadores e profissionais de saúde a enfrentar esse desafio com mais informação, sensibilidade e planejamento.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a doença de Alzheimer

1. A doença de Alzheimer é a mesma coisa que “esquecimento da idade”?
Não. O esquecimento associado ao envelhecimento costuma ser leve, não interfere de forma importante na rotina e geralmente não piora rapidamente. Na doença de Alzheimer, entretanto, o esquecimento se torna progressivo, afeta atividades diárias e vem acompanhado de outras alterações, como desorientação, dificuldade para planejar tarefas e mudanças de comportamento.

2. Existe exame específico que confirme a doença de Alzheimer?
Não há um único exame que confirme o diagnóstico de forma absoluta. Em suma, os médicos combinam avaliação clínica detalhada, testes cognitivos, exames de sangue e de imagem (como tomografia ou ressonância) para excluir outras causas de demência. Em alguns centros especializados, exames de líquor e de biomarcadores complementam essa investigação.

3. A doença de Alzheimer sempre é hereditária?
Na maioria dos casos, a doença de Alzheimer apresenta caráter esporádico, sem herança direta. Entretanto, há formas familiares raras, principalmente quando vários parentes de primeiro grau adoecem em idade precoce. Então, nesses casos, médicos podem indicar avaliação genética em ambiente especializado, com orientação adequada sobre riscos e limites desse tipo de exame.

4. Mudanças na alimentação realmente ajudam a proteger o cérebro?
Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes saudáveis de gordura, como peixes e azeite de oliva, associa-se a menor risco de declínio cognitivo. Portanto, padrões alimentares como a dieta mediterrânea ou a dieta MIND parecem contribuir para a saúde cerebral, especialmente quando combinados com atividade física e controle de doenças cardiovasculares.

5. Pessoas com Alzheimer entendem o que acontece com elas?
Nos estágios iniciais, muitas pessoas percebem as falhas de memória e sentem medo, insegurança ou vergonha, o que pode gerar ansiedade e depressão. Em suma, a comunicação clara, o acolhimento e o apoio emocional fazem diferença nesse período. Com a progressão da doença, a percepção de si e do ambiente muda, mas gestos de carinho, tom de voz calmo e rotinas previsíveis continuam essenciais para oferecer conforto e segurança.

Tags: alois alzheimerdoençaquem foiQuem foi Alois Alzheimer
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cansaço ao acordar: 7 fatores que podem estar afetando seu descanso

21/01/2026

Secadora de roupas: quais tecidos podem ir sem risco de encolher

21/01/2026
Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

Por que prevenir a demência antes dos 60 anos é essencial

21/01/2026
Você sente esses sintomas? Seu fígado pode estar em colapso!

Você sente esses sintomas? Seu fígado pode estar em colapso!

21/01/2026
Sinais de infarto: médico aponta sintomas mais comuns

Sinais de infarto: médico aponta sintomas mais comuns

21/01/2026
Fuja desses alimentos se você possui diabetes

Fuja desses alimentos se você possui diabetes

21/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados