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Consumo excessivo de açúcar pode antecipar a puberdade em crianças

Por Lara
22/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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Nos últimos anos, a relação entre alimentação infantil e desenvolvimento hormonal passou a receber mais atenção de pesquisadores. Entre os pontos que vêm sendo discutidos está o possível vínculo entre o consumo de açúcar e adoçantes artificiais e a ocorrência de puberdade precoce, especialmente em crianças com maior predisposição genética. Estudos recentes sugerem que a frequência e a quantidade de bebidas e alimentos adoçados podem influenciar o momento em que o corpo começa a produzir hormônios sexuais.

A puberdade é uma etapa natural da vida, mas quando acontece antes do esperado pode trazer impactos físicos e emocionais importantes. Em meio à popularização de refrigerantes, sucos adoçados, balas, biscoitos e produtos “zero açúcar”, pesquisadores investigam se esses itens podem acelerar o relógio biológico infantil. A discussão envolve tanto o açúcar comum quanto adoçantes como aspartame, sucralose, glicirrizina e outros compostos usados para deixar os alimentos mais doces.

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O que é puberdade precoce e por que ela preocupa?

A puberdade costuma começar entre 8 e 13 anos nas meninas e entre 9 e 14 anos nos meninos. Quando sinais como broto mamário, aumento dos testículos, crescimento acelerado ou aparecimento de pelos surgem antes desses intervalos, fala-se em puberdade precoce. Uma das formas mais estudadas é a chamada puberdade precoce central, em que o cérebro passa a liberar o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) antes do tempo, ativando ovários ou testículos de maneira antecipada.

Esse adiantamento pode levar a um crescimento intenso nos primeiros anos, mas com fechamento mais rápido das cartilagens de crescimento, o que tende a resultar em adultos com estatura mais baixa. Além disso, estudos associam a puberdade adiantada a maior risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e diabetes tipo 2 ao longo da vida. Por isso, compreender fatores ambientais, hormonais, genéticos e alimentares envolvidos nesse processo é considerado estratégico para a saúde pública.

Como açúcar e adoçantes artificiais podem influenciar a puberdade precoce?

Pesquisas apresentadas em congressos internacionais vêm indicando que substâncias como aspartame, sucralose, acessulfame de potássio (Ace-K) e glicirrizina, assim como açúcares adicionados, podem se associar a um risco maior de puberdade precoce, principalmente quando consumidos de forma constante por crianças e adolescentes.

Os mecanismos propostos envolvem principalmente dois caminhos: o eixo hormonal e o intestino. Alguns estudos sugerem que determinados adoçantes podem:

  • Estimular hormônios relacionados ao início da puberdade, interferindo em sinais enviados pelo cérebro;
  • Alterar a microbiota intestinal, ou seja, o conjunto de bactérias do intestino, que participa da regulação de hormônios sexuais e metabólicos;
  • Interferir na expressão de genes ligados ao desenvolvimento puberal, em especial em crianças com variantes genéticas mais sensíveis;
  • Influenciar o apetite e o metabolismo energético, podendo contribuir para ganho de peso, outro fator associado à puberdade mais precoce.

Pesquisas observacionais com adolescentes apontam ainda que o efeito não é necessariamente igual entre meninos e meninas. Em algumas análises, por exemplo, a sucralose aparece mais relacionada ao risco em meninos, enquanto glicirrizina, sucralose e açúcares adicionados parecem ter impacto maior em meninas. Esses achados não significam que qualquer consumo isolado cause puberdade precoce, mas indicam uma possível relação dose–resposta, em que a soma diária de bebidas e alimentos adoçados teria relevância.

Adoçantes na infância: quais cuidados podem ser considerados?

Especialistas em endocrinologia pediátrica e nutrição costumam orientar que a alimentação de crianças seja baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, reduzindo tanto o açúcar refinado quanto edulcorantes artificiais. A discussão sobre puberdade precoce reforça esse cuidado, principalmente em crianças com histórico familiar de adiantamento puberal ou com maior predisposição genética a alterações hormonais.

Entre as estratégias frequentemente sugeridas em materiais educativos de saúde destacam-se:

  1. Diminuir bebidas adoçadas: refrigerantes, chás prontos, sucos artificiais e energéticos são fontes importantes de açúcar ou adoçantes;
  2. Ler rótulos: identificar termos como aspartame, sucralose, acessulfame de potássio, ciclamato, sacarina e glicirrizina ajuda a reconhecer produtos com adoçantes;
  3. Valorizar água e sucos naturais: priorizar água, água saborizada com frutas e sucos feitos na hora, sem adição excessiva de açúcar;
  4. Evitar uso rotineiro de adoçante em bebidas: café, chá e leite podem ser gradualmente consumidos com menos dulçor;
  5. Acompanhar crescimento e desenvolvimento: consultas regulares com pediatra permitem identificar sinais precoces de aceleração puberal.

Em alguns centros de pesquisa, já se discute a possibilidade de incluir a avaliação do risco genético de puberdade precoce em grupos específicos, embora esse tipo de triagem ainda não faça parte da rotina da maioria dos serviços. A combinação entre genética, alimentação e outros fatores ambientais tende a orientar futuras diretrizes.

Puberdade precoce, adoçantes e o papel das famílias e serviços de saúde

A relação entre adoçantes artificiais e puberdade precoce ainda está em construção científica, mas os dados atuais já chamam atenção de pediatras, endocrinologistas e autoridades sanitárias. A informação de que meninos e meninas podem responder de forma diferente a determinados compostos amplia a necessidade de avaliações individualizadas. Também reforça o interesse em políticas que desencorajem o consumo exagerado de produtos ultraprocessados na infância.

Para famílias, escolas e profissionais de saúde, a discussão sobre açúcar e edulcorantes se soma a outros temas, como exposição à luz de telas, padrões de sono, ganho de peso rápido e sedentarismo, que também têm sido associados a alterações no momento da puberdade. O acompanhamento próximo do desenvolvimento infantil, aliado a escolhas alimentares mais simples e menos adoçadas, tende a ser visto como uma medida prudente para reduzir riscos ao longo da vida, mesmo enquanto novas pesquisas seguem em andamento para esclarecer com mais precisão a influência de cada tipo de adoçante no organismo em crescimento.

FAQ sobre desenvolvimento infantil e puberdade

1. Quais são os marcos gerais do desenvolvimento infantil além da puberdade?

O desenvolvimento infantil envolve aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais. Nos primeiros anos, a criança aprende a sentar, engatinhar, andar e falar, enquanto desenvolve habilidades de interação com outras pessoas. Em suma, cada etapa possui um intervalo considerado típico, mas pequenas variações são esperadas. Entretanto, atrasos importantes em linguagem, coordenação ou comportamento devem ser avaliados pelo pediatra. Portanto, observar o conjunto do desenvolvimento, e não apenas a puberdade, é fundamental para acompanhar a saúde da criança como um todo.

2. Como o sono influencia o crescimento e o desenvolvimento hormonal?

Durante o sono profundo, há maior liberação de hormônio do crescimento (GH) e melhor regulação de hormônios relacionados ao apetite e ao metabolismo. Noites mal dormidas, uso excessivo de telas à noite e horários irregulares podem desorganizar esse equilíbrio. Entretanto, isso não significa que uma noite ruim isolada cause problemas, mas sim que padrões crônicos de sono inadequado podem impactar o crescimento, o peso e até o momento da puberdade. Portanto, manter rotina de sono adequada é uma estratégia simples que apoia o desenvolvimento saudável.

3. O ganho de peso rápido pode afetar o desenvolvimento infantil?

O ganho de peso acelerado, principalmente associado ao excesso de gordura corporal, está ligado a alterações metabólicas e hormonais. Em muitos estudos, crianças com sobrepeso ou obesidade apresentam maior tendência à puberdade mais precoce, além de risco aumentado de doenças crônicas na vida adulta. Entretanto, o peso não deve ser avaliado isoladamente: é preciso considerar crescimento em altura, histórico familiar e hábitos de vida. Portanto, o acompanhamento regular com o pediatra e ajustes na alimentação e atividade física são essenciais quando há ganho de peso rápido.

4. Qual o papel da atividade física no desenvolvimento infantil?

A atividade física contribui para o fortalecimento ósseo e muscular, para o controle do peso e para o equilíbrio hormonal. Brincar ao ar livre, correr, pular e praticar esportes ajudam a regular o metabolismo e favorecem o sono de melhor qualidade. Entretanto, crianças muito sedentárias, com muitas horas em frente a telas, tendem a ter maior risco de alterações metabólicas e de comportamento. Portanto, incentivar movimentos variados ao longo do dia é uma forma prática de apoiar o desenvolvimento integral.

5. A saúde emocional da criança pode interferir na puberdade?

Experiências de estresse crônico, conflitos familiares intensos ou situações de violência podem influenciar o eixo hormonal que regula a puberdade. O corpo da criança responde ao ambiente emocional liberando substâncias relacionadas ao estresse, que podem, em alguns casos, modificar o ritmo de maturação. Entretanto, nem todo estresse ou dificuldade emocional leva a alterações puberais; o efeito depende da intensidade, duração e da presença de apoio. Portanto, oferecer um ambiente seguro, acolhedor e com diálogo aberto é tão importante quanto cuidar da alimentação e do sono.

6. Como os pais podem perceber sinais de que algo não vai bem no desenvolvimento?

Além de observar mudanças físicas, é importante notar alterações de comportamento, humor, sono, apetite e desempenho escolar. Em suma, sinais como isolamento repentino, agressividade exagerada, medo intenso, regressão de habilidades (como voltar a fazer xixi na cama) ou mudanças bruscas de peso merecem atenção. Entretanto, uma mudança pontual, ligada a um evento específico, pode ser transitória. Portanto, quando os pais percebem que algo persiste ou interfere na rotina da criança, é indicado procurar orientação profissional, como pediatra, psicólogo ou psiquiatra infantil.

7. O uso de telas (celular, tablet, TV) interfere no desenvolvimento infantil?

O uso excessivo de telas está associado a menor tempo de sono, mais sedentarismo e, em alguns casos, a dificuldade de atenção e de interação social. Isso pode repercutir indiretamente no crescimento, no peso e na organização hormonal. Entretanto, o problema central costuma ser o excesso de horas, a falta de supervisão e o conteúdo inadequado, não a tela em si. Portanto, recomenda-se limitar tempo de tela, evitar dispositivos na hora de dormir e priorizar brincadeiras ativas e contato presencial com outras crianças e adultos.

8. Com que frequência é importante levar a criança ao pediatra para acompanhar o desenvolvimento?

Nos primeiros anos, as consultas costumam ser mais frequentes (mensais ou trimestrais), pois o crescimento é rápido. Após essa fase, muitas crianças passam a ser acompanhadas anualmente, salvo quando há alguma condição específica. Entretanto, se os pais notarem mudanças marcantes no crescimento, no comportamento ou sinais sugestivos de adiantamento ou atraso puberal, é prudente antecipar a consulta. Portanto, manter um calendário regular de acompanhamento ajuda a detectar precocemente qualquer alteração e a intervir de forma adequada.

9. De que forma a escola pode contribuir para um desenvolvimento mais saudável?

A escola é um ambiente em que a criança passa muitas horas e que influencia hábitos e relações sociais. Em suma, instituições que promovem alimentação equilibrada, momentos de atividade física, educação em saúde e um clima de respeito ajudam a proteger o desenvolvimento emocional e físico. Entretanto, quando a escola oferece apenas alimentos ultraprocessados, pouco tempo de recreio e ambiente estressante, pode contribuir para hábitos e quadros de adoecimento. Portanto, diálogo entre família e escola é essencial para alinhar práticas e apoiar o desenvolvimento infantil.

10. Quando é necessário procurar um especialista em endocrinologia pediátrica?

Além das situações de puberdade muito adiantada ou atrasada, o endocrinologista pediátrico pode ser indicado em casos de baixa estatura importante, ganho de peso excessivo e persistente, alterações de tireoide e outros problemas hormonais. O primeiro passo é sempre conversar com o pediatra, que avalia se há sinais de alerta específicos. Entretanto, diante de sinais físicos claros de alterações hormonais, o encaminhamento especializado costuma ser recomendado. Portanto, então, não é preciso esperar que o quadro piore para buscar ajuda: quanto mais cedo a avaliação, maiores as chances de orientar bem o desenvolvimento.

Tags: adoçantesadoçantes artificiaisconsumo de açúcarCriançasexcesso de açúcarpuberdade precocesaúde
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