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Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

Por Lucas
22/01/2026
Em Saúde
Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

Créditos: depositphotos.com / LumenSt

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A relação entre vitamina D e saúde respiratória vem ganhando espaço em estudos recentes e desperta interesse na área médica. Em especial, a falta desse nutriente tem sido associada ao aumento de hospitalizações por infecções do trato respiratório, como pneumonia e bronquite, principalmente em pessoas mais velhas. Em 2025, novos dados reforçaram essa ligação, apontando que níveis adequados de vitamina D podem atuar como um fator de proteção importante para o organismo. Portanto, quando se pensa em estratégias de prevenção, a avaliação e a correção da vitamina D entram cada vez mais no centro das discussões em saúde pública.

A vitamina D sempre foi lembrada por sua atuação na manutenção de ossos e músculos, mas seu papel vai além do sistema esquelético. Evidências atuais indicam que ela participa da modulação do sistema imunológico, ajudando o corpo a responder melhor a agentes infecciosos. Assim, a deficiência dessa substância não é apenas um detalhe de exame de sangue: pode representar maior vulnerabilidade a doenças respiratórias e complicações que exigem atendimento hospitalar. Em suma, cuidar da vitamina D significa também investir em um sistema de defesa mais preparado, principalmente em fases da vida em que a imunidade tende a ficar comprometida.

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Vitamina D e infecções respiratórias: o que os estudos indicam?

Pesquisas de grande porte realizadas na Europa e em outros continentes têm mostrado uma associação entre deficiência de vitamina D e maior risco de internações por infecções respiratórias. Em análises com dezenas de milhares de participantes, indivíduos com níveis muito baixos da substância apresentaram probabilidade significativamente maior de serem hospitalizados por quadros como pneumonia. Além disso, foi observado que, a cada aumento moderado na concentração de vitamina D no sangue, o risco de hospitalização tende a diminuir alguns pontos percentuais, o que sugere um efeito protetor gradual conforme os níveis se aproximam do ideal.

Os pesquisadores definem normalmente um limite mínimo para considerar a deficiência grave, e esse patamar costuma estar muito abaixo do recomendado para uma boa saúde. Em contraste, níveis próximos ao ideal estão associados a um sistema imunológico mais eficiente. Entretanto, é importante destacar que esses dados, em grande parte, vêm de estudos observacionais, que identificam relações, mas não confirmam totalmente a causa e efeito. Ainda que os estudos observacionais não provem causalidade por si só, o conjunto das evidências sugere que manter a vitamina D em faixas adequadas pode contribuir para reduzir complicações respiratórias, sobretudo em grupos mais frágeis. Então, ao integrar a avaliação da vitamina D à rotina de cuidados, médicos conseguem mapear melhor quem pode se beneficiar de intervenções específicas.

Além disso, ensaios clínicos mais recentes têm investigado doses diferentes de suplementação em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, como gripes e resfriados. Portanto, embora os resultados variem conforme população, dose e duração, muitas análises apontam que pessoas com deficiência importante parecem responder melhor à suplementação, com menos episódios de infecção ou quadros mais leves. Em suma, a literatura caminha para a ideia de que não se trata de “tomar vitamina D para não ficar doente”, e sim de evitar que uma carência grave aumente o risco de inflamações mais sérias no pulmão e nas vias aéreas.

Como a deficiência de vitamina D afeta o organismo?

A palavra-chave neste contexto é vitamina D baixa, expressão que resume um quadro com múltiplas consequências. Quando os níveis desse nutriente caem muito, o corpo passa a ter mais dificuldade em regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, o que interfere diretamente na saúde óssea. Paralelamente, várias células de defesa utilizam a vitamina D para produzir substâncias com ação antimicrobiana, importantes no combate a bactérias e vírus que atingem o sistema respiratório. Portanto, a carência não repercute apenas em ossos frágeis, mas também em uma resposta imune menos organizada frente a infecções.

Em pessoas de meia-idade e idosos, essa deficiência costuma ser mais frequente por diferentes motivos: menor exposição ao sol, uso de roupas que cobrem grande parte do corpo, alterações na pele que reduzem a síntese da vitamina e dietas com pouco teor do nutriente. Nessa faixa etária, doenças como pneumonia e bronquite estão entre as principais causas de morte, especialmente acima dos 75 anos. Assim, a combinação de imunidade enfraquecida, idade avançada e vitamina D insuficiente pode resultar em maior risco de quadros graves. Em suma, quando se observa um idoso com quedas frequentes, perda de força muscular e internações repetidas por infecções respiratórias, vale a pena investigar seus níveis de vitamina D como parte de uma abordagem completa.

  • Idosos: maior probabilidade de deficiências nutricionais e exposição solar limitada, o que, portanto, aumenta a chance de níveis insuficientes de vitamina D.
  • Pessoas com pele mais escura: menor produção cutânea de vitamina D com a mesma quantidade de sol, o que, entretanto, não elimina a necessidade de fotoproteção equilibrada.
  • Indivíduos com doenças crônicas: algumas condições interferem na absorção ou metabolização da vitamina, como doenças renais, hepáticas e distúrbios intestinais.
  • Moradores de regiões com pouco sol: menor síntese cutânea durante boa parte do ano, o que, então, torna a suplementação mais relevante em certas épocas.

Como aumentar a vitamina D de forma segura?

Manter a vitamina D em níveis adequados depende de uma combinação de exposição ao sol, alimentação e, quando necessário, suplementação orientada. A principal fonte é a síntese cutânea: quando a pele entra em contato com a luz solar, o organismo produz a vitamina naturalmente. No entanto, fatores como horário, uso de protetor solar, cor da pele e estação do ano influenciam esse processo, o que faz com que muitas pessoas não alcancem a quantidade ideal apenas com a exposição solar diária. Portanto, em vez de buscar “banhos de sol” exagerados, o ideal é encontrar um equilíbrio seguro, com períodos curtos e regulares, sempre considerando o risco de câncer de pele.

A alimentação também tem um papel importante, embora poucos alimentos concentrem grandes quantidades de vitamina D. Entre as principais fontes estão peixes gordurosos, como salmão e sardinha, além de gema de ovo e alimentos fortificados. Entretanto, mesmo com uma dieta bem planejada, muitas pessoas não atingem o valor considerado ideal apenas pela alimentação, sobretudo em países com pouca fortificação de alimentos. Em situações de carência mais intensa, médicos costumam indicar suplementos em gotas, cápsulas ou comprimidos, ajustando a dose com base em exames laboratoriais e nas características individuais, como idade, peso e doenças associadas. Em suma, sol, comida e suplementação formam um tripé que precisa de orientação profissional para funcionar com segurança.

  1. Realizar exame de sangue para avaliar o nível de vitamina D.
  2. Discutir com profissional de saúde a necessidade de suplementação.
  3. Ajustar a rotina de exposição ao sol de forma controlada.
  4. Incluir alimentos ricos em gorduras boas que favorecem a absorção, como azeite e peixes.
  5. Revisar medicamentos em uso que possam interferir no metabolismo da vitamina.

Portanto, antes de iniciar qualquer cápsula por conta própria, o caminho mais seguro envolve medir, planejar e acompanhar. Então, com uma estratégia individualizada, é possível melhorar os níveis de vitamina D sem ultrapassar limites que poderiam causar excesso e sobrecarga para rins e outros órgãos.

Qual é o papel da suplementação na prevenção de internações?

A suplementação de vitamina D aparece como uma estratégia relevante principalmente para idosos e grupos vulneráveis, que apresentam maior risco de hospitalização por doenças respiratórias. Estudos recentes apontam que, em indivíduos com deficiência importante, o uso regular da vitamina pode reduzir a incidência de infecções graves, desde que seja feito com acompanhamento profissional e dentro de doses consideradas seguras. Portanto, a reposição não deve ser vista como uma solução isolada, mas sim como parte de um plano amplo de prevenção, que inclui acompanhamento médico, vacinação e controle de doenças pré-existentes.

Para além da prevenção de fraturas e da manutenção dos músculos, a reposição adequada pode contribuir para fortalecer a resposta imunológica em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, como outono e inverno. Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que suplementar não substitui outras medidas de proteção, como vacinação, controle de doenças crônicas e hábitos de vida saudáveis. A vitamina D, nesse cenário, funciona como um dos componentes de uma estratégia mais ampla de cuidado com a saúde respiratória. Em suma, quem já segue um estilo de vida saudável, com sono adequado, alimentação equilibrada e atividade física regular, tende a aproveitar melhor os benefícios de níveis adequados de vitamina D.

Com o envelhecimento da população e o aumento de internações por pneumonia e bronquite, a atenção ao status de vitamina D ganha relevância em políticas públicas e na prática clínica diária. Monitorar regularmente os níveis, identificar a deficiência de vitamina D e corrigi-la de forma individualizada pode representar uma ferramenta adicional para reduzir complicações e preservar a autonomia, sobretudo entre pessoas de idade avançada. Portanto, ao integrar a vitamina D em protocolos de prevenção e acompanhamento, sistemas de saúde podem contribuir para menos internações, melhor qualidade de vida e maior independência funcional dos idosos.

FAQ – Perguntas frequentes sobre vitamina D e saúde respiratória

1. Qual é o melhor horário para pegar sol e estimular a vitamina D com segurança?
De modo geral, recomenda-se exposição curta entre o meio da manhã e o início da tarde, com braços e pernas descobertos, por cerca de 10 a 20 minutos, algumas vezes por semana, ajustando conforme cor da pele e clima. Entretanto, quem tem histórico de câncer de pele ou doenças dermatológicas deve seguir orientações específicas do dermatologista.

2. Dá para saber se tenho deficiência de vitamina D apenas pelos sintomas?
Não. Em suma, os sintomas costumam ser inespecíficos, como cansaço, dor muscular leve ou quedas em idosos, o que se confunde com muitas outras condições. Portanto, somente o exame de sangue (25(OH)D) confirma se a vitamina D está baixa, adequada ou alta demais.

3. Tomar muita vitamina D faz mal?
Sim. Doses muito altas e prolongadas podem elevar demais o cálcio no sangue, sobrecarregar rins e causar sintomas como náuseas, fraqueza e arritmias. Então, a suplementação deve seguir sempre a dose indicada pelo profissional de saúde, com reavaliação periódica dos níveis.

4. Crianças também precisam se preocupar com vitamina D e infecções respiratórias?
Precisam, mas de forma diferente. Em crianças, a vitamina D é fundamental para crescimento e desenvolvimento ósseo, e, portanto, também contribui para a imunidade. Entretanto, as doses ideais variam conforme idade, alimentação, exposição solar e, muitas vezes, seguem calendários de suplementação definidos pelo pediatra.

5. Quem já teve pneumonia deve fazer controle mais rigoroso da vitamina D?
Vale a pena discutir isso com o médico. Em suma, pessoas com histórico de pneumonia recorrente, internações frequentes ou doenças pulmonares crônicas se beneficiam de uma avaliação completa, que inclui vitamina D, vacinas em dia e revisão de outros fatores de risco, como tabagismo e sedentarismo.

6. Existe diferença entre vitamina D3 em gotas e em cápsulas?
A vitamina D3 é a mesma substância; o que muda é a apresentação. Portanto, gotas costumam facilitar ajustes finos de dose, principalmente em crianças e idosos com dificuldade para engolir comprimidos. Cápsulas e comprimidos, por outro lado, podem ser mais práticos para uso diário em adultos, desde que a dose seja adequada.

7. Atividade física ajuda a aproveitar melhor a vitamina D?
Ajuda de forma indireta. Em suma, quem pratica exercícios melhora a saúde óssea, muscular e metabólica como um todo, o que potencializa os benefícios de níveis adequados de vitamina D. Além disso, atividades ao ar livre aumentam a exposição solar moderada, desde que se mantenha um equilíbrio com a proteção da pele.

Tags: deficiência vitamina dinfecçãosaúdesinaissintomasvitamina D
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